MACAU RN-Granizo aponta para chuvas normais


155837A instabilidade climática que costuma ocorrer a partir de dezembro, devido ao deslocamento do vórtice ciclônico de ar superior, foi responsável pelas chuvas de granizo que caíram sobre o sertão do Rio Grande do Norte e Paraíba na última terça-feira (30) e deve continuar atuando sobre o Nordeste, ocasionando pancadas de chuvas no interior do RN nos próximos quatro dias.

Blog Jean de SouzaNo município de Timbaúba dos Batistas, moradores fizeram registro do granizo na terça-feiraNo município de Timbaúba dos Batistas, moradores fizeram registro do granizo na terça-feira

A previsão é do meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), Gilmar Bistrot, que tem um prognóstico ainda mais animador para os sertanejos castigados pela estiagem. Atualmente, 152 municípios do Estado estão dentro do decreto de calamidade da seca – 119 vêm sendo abastecidos por carros-pipa.

Segundo Bistrot, as primeiras avaliações climáticas a partir da observação do comportamento dos oceanos, principalmente o Atlântico, apontam para uma melhor distribuição de chuvas no interior do Rio Grande do Norte em 2015. “O comportamento dos oceanos tem mudado nas últimas semanas e isso é um bom indicador de ocorrência de chuvas”, disse o meteorologista, que prevê um inverno melhor em 2015 do que os registrados nos últimos três anos.

A expectativa é de que até março a região Nordeste receba a influência do “sistema meteorológico transiente”, como frentes frias vindas do sul e a massa de ar Amazônica, o que possibilita chuvas fortes, mas pontuais. Além disso, os ventos mais fracos também podem possibilitar a formação da zona de convergência sobre o Nordeste.

“As chuvas dependem da posição da zona de convergência, que, por sua vez, depende da condição do Oceano Atlântico e Pacífico. No Pacífico, teremos um El Niño fraco, e isso diminui a interferência sobre a posição da zona. São as condições que experimentamos agora que podem refletir as condições das chuvas da estação”, explica.

Além disso, de acordo com Bistrot, o número de manchas solares (incidência do sol sobre a região) tem diminuído. “Quanto maior a mancha solar, menor a quantidade de chuvas no Nordeste. É muito difícil 2015 ter uma incidência solar alta, porque estamos no limite do ciclo”.

Ainda de acordo com o meteorologista da Emparn, a próxima Reunião de Análise e Previsão Climática para o Norte e Nordeste do Brasil acontecerá entre os dias 20 e 25 de janeiro, no Ceará, quando será feito um prognóstico mais atualizado em relação ao inverno no semiárido, que vai de fevereiro a maio.

Porém, com base numa previsão anterior que apontava chuvas para a segunda quinzena de dezembro e início de janeiro de 2015, a Emparn orientou que os agricultores da região Oeste iniciassem o corte de terra para plantar as sementes distribuídas pelo Governo. A orientação é que sejam plantados milho, feijão e sorgo, de preferencia com sementes modificadas para um ciclo mais precoce, de forma a aproveitar o curto período de chuvas e não ter prejuízos com os chamados veranicos.

Precipitações
O RN sofre com a falta de chuvas regulares desde 2012, que foi o ano mais crítico, quando foram registrados menos de 400 mm de chuvas em todo o Estado entre janeiro e agosto. A média, dentro da normalidade histórica para o período, é um acumulado de 700 mm. Em 2013, o acumulado foi de 400 mm e, em 2014, 450 mm – 35% abaixo do normal. Das 7h da última terça-feira até as 7h de ontem, foram registradas chuvas em oito municípios:

Patu – 25 mm
Olho D’água dos Borges – 3,7 mm
Viçosa – 0,4 mm
São José do Seridó – 41 mm
Cruzeta – 32,8
São João do Sabugi – 15 mm
Timbaúba dos Batistas – 15 mm
Santana do Seridó – 6,6 mm

Fonte: Emparn

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Levany Júnior

Levany Júnior é Advogado e diretor do Blog do Levany Júnior. Blog aborda notícias principalmente de todo estado do Rio Grande do Norte, grande Natal, Alto do Rodrigues, Pendências, Macau, Assú, Mossoró e todo interior do RN. E-mail: [email protected]

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