Trabalhadores do SAAE de São Gonçalo do Amarante aprovam indicativo de greve por tempo indeterminado


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Os trabalhadores do SAAE de São Gonçalo do Amarante ameaçam entrar em greve por tempo indeterminado no dia 5 de maio caso a Prefeitura Municipal não abra o canal de negociação com a categoria. A direção do Sindágua/RN vem a quatro meses tentando negociar com a Autarquia o atendimento da pauta de negociação que inclui melhores condições de trabalho, reposição das perdas salariais da ordem de 25% referente ao período de 1999 até o presente ano, realização de concurso público e revisão do PCCR que vem prejudicando os trabalhadores que não tem ascensão funcional nem promoções.

A categoria já realizou na ultima sexta-feira, dia 26/04, uma paralisação de advertência data em também receberam um comunicado com a promessa do Prefeito Jaime Calado de iniciar o diálogo os trabalhadores. Desta forma, o movimento deliberou em assembleia pelo indicativo de greve por tempo indeterminado caso a prefeitura não negocie sua pauta de reivindicações.

Faltam aos trabalhadores as condições mínimas de executarem suas atividades. Equipamentos, Equipamento de Proteção Individual e materiais mais básicos estão entre as principais reclamações. Desta forma não há como a Autarquia oferecer um serviço eficiente para a população local.

O Município tem crescido rapidamente com a expansão imobiliária ocasionada com a construção do novo aeroporto. Porém, abastecimento de água e o tratamento sanitário não têm acompanhado a demanda ocasionando aumentando a incidência de doenças causadas pela ausência de saneamento básico em várias comunidades locais.

Os trabalhadores denunciam que a falta de investimento no setor não está relacionada com a escassez de recursos financeiros. O SAAE está entre um dos mais rentáveis do estado. Falta a Autarquia uma gestão que valorize os trabalhadores proporcionando melhores salários e condições de trabalho com a realização de concurso público. O aumento do quadro de terceirizados gera ainda insegurança e insatisfação na categoria.

Água é vida e, por isso, não pode ser tratada nem manuseada como mercadoria qualquer. Os trabalhadores exigem respeito, pois levam mais saúde e qualidade de vida para a população.

Adriano Medeiros
Jornalista DRT/RN 985
(84) 9172-3858
www.adrianomedeiros.jor.br



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