SÃO GONÇALO DO AMARANTE RN-Setembro Amarelo: o melhor caminho é o da vida


Setembro Amarelo: o melhor caminho é o da vida

O diálogo é uma das principais ferramentas na prevenção ao suicídio

O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. No Brasil, o movimento foi criado pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira Psiquiatria (ABP), com proposta de associar o amarelo ao mês que marca o Dia mundial de Prevenção do Suicídio (10 de setembro). Orientar a população sobre a importância de discutir o tema é o principal objetivo da campanha.

Hoje em dia, cada vez mais pessoas enfrentam algum tipo de transtorno psicológico. Os fatores externos, ou até mesmo genéticos, contribuem para uma sociedade cada vez mais acometida por males como a depressão.

Ser ouvido, numa sociedade que marcha depressa e tem cada vez menos tempo, tornou-se privilégio de poucos. Isso talvez ajude a explicar o motivo pelo qual a depressão é considerada o mal do século. As cobranças, as questões profissionais, as quebras de vínculos, entre tantos outros fatores, contribuem ainda mais para o agravamento dos espaços vazios, que muitas vezes já se encontram no ser humano.

A escuta, realizada no acolhimento, é um das principais ferramentas da psicologia. Em conversa com Janaísa Moura, psicóloga do Centro de Assistência Psicossocial – Álcool e Drogas (CAPS- AD), foi retratado justamente esse fator como decisivo para um quadro de melhora da saúde mental. “A psicologia tem a medicação que não é encontrada à venda”, disse ao mencionar a escuta.  Ela lembra ainda que a família, amigos e a sociedade de maneira geral, tem fundamental importância nessa batalha.

Janaísa nos diz que o indivíduo fragilizado, que se sente discriminado − e muitas vezes o é − diante da sociedade, precisa e quer ser ouvido. E essa é justamente a sua principal ferramenta no tratamento dos pacientes atendidos no CAPS-AD, cuja principal missão é estar sempre de portas abertas para todos. “Aqui a gente faz o indivíduo ser importante, e não porque queremos que ele seja, mas porque ele é. Todos são importantes e trazem consigo particularidades que assim os tornam”, lembra.



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