PENDÊNCIAS RN-A MENTIRA É UMA ESCOLA TRADICIONAL NA CONQUISTA DE MANDATOS ELETIVOS


A MENTIRA É UMA ESCOLA TRADICIONAL NA CONQUISTA DE MANDATOS ELETIVOS

 RECORDAÇÕES DE UM APRENDIZ

 

 

O titulo da manchete deste contraponto me faz retroceder ao ano de 1978, ano de eleições gerais no Brasil.

O Rio Grande do Norte como os demais estados brasileiros viva a égide das eleições indiretas para o governo do estado, isto acontecendo sob os auspícios do Pacote de Abril que indicou Lavoisier Maia Governador e Geraldo Melo vice governador com o apoio irrestrito da revolução golpista de 1964.

Dinarte Mariz  exercia bionicamente uma das vagas do senado federal.

Aluizio Alves era o grande líder com seus direitos políticos suspensos pelo regime militar.

Faltava apenas alguns meses para se exaurir sua sentença.

Dinarte até que tinha simpatia pelo o nome de Dix Huit Rosado para governador.

Tarcísio Maia era afinadisimo com o general Golbery chefe da casa civil do governo federal, preferia outro nome. Manobrou na surdina e conseguiu puxar o tapete do alcaide mossoroense, indicando o médico e  primo Lavô para o governo do estado.

Neste período promoveram um manifesto chamado de paz pública e com esta motivação convenceram Aluizio Alves a deixar a chapa do senador sertanejo Radir Pereira pra apoiar a candidatura do deputado federal Jessé Freire para a vaga em disputa pelo voto popular pra o senado da república.

Anistiaram Aluizio Alves antecipadamente.

Dito isto a grande campanha do estado se desenvolveu no campo proporcional para o preenchimento dos representantes do congresso e da alta câmara do país (deputados federais).

Neste ano, tendo  pedido demissão do cargo de secretário de administração da gestão Valdeci Medeiros, como era filiado ao MDB, tendo uma afinidade com o deputado Roberto Furtado, este me indicou pra trabalhar no comitê partidário da campanha do sertanejo Radir, cuja sede se localizava na avenida Deodoro.

Era coordenador geral de campanha do empresário e sertanejo Radir Pereira, o jornalista, ícone de esquerda Rubens Lemos de quem recebemos muitas orientações para cumprir nos bairros natalenses e cidades interioranas.

Neste trabalho de comitê, como gostava de politica, fiz parte de um grupo de comunicação formada por  François Silvestre de Alencar, Juliano Siqueira, Sérgio Dieb, Wober Júnior, Gutemberg Tinoco e Junior Targino.

Era uma equipe só de feras e este humilde escrevinhador, fazendo papeis coadjuvantes da assistência desta equipe – que me deixou um vasto aprendizado.

Eis que um dia o ex-padre Zé Luiz Silva, candidato a deputado federal me pediu para lhe ajudar na distribuição de seu material de campanha, o ex- vigário um jornalista dos bons me chamou pra ir ao Juazeiro do padre Cícero.

Queria se aconselhar com frei Damião que se encontrava na cidade cearense.

Chegando em Mossoró me deixou fazendo a entrega do seu material nos centros acadêmicos que lhe prestavam solidariedade e rumou para o Juazeiro, sem a minha companhia.

O tempo era de vinculação de voto.

Ao voltar comentou os conselhos dados pelo santo capuchinho do nordeste.

Frei Damião disse ao seu discípulo: não faça campanha mentindo para o povo, nem prometendo nada que não possa fazer.

Moral da história – padre Zé Luiz engoliu a corda, fazendo tudo como disse o capuchinho e quando as urnas abriram teve menos de 4 mil votos.

Mas, Carlos Alberto, Henrique Alves, Ney Lopes e outros que fizeram da mentira e da falsa promessa escola, foram todos pra Brasilia com estupendas votações.

 



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