MUNDO-Grávida com covid-19 não passa vírus ao bebê, sugere estudo


 vírus ao bebê, sugere estudo

Embora pesquisa seja otimista, cientistas ressaltam que ainda são necessárias outras investigações para saber efeito do coronavírus em gestantes e crianças

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Estudo foi feito com grávidas no epicentro da epidemia

Estudo foi feito com grávidas no epicentro da epidemia

EFE/EPA/ALEX PLAVEVSKI

Um estudo de pesquisadores chineses, publicado nesta segunda-feira (16) na revista científica Frontiers in Pediatrics indica que grávidas com covid-19 (doença causada pelo coronavírus SARS-CoV2) não transmitem o vírus aos bebês recém-nascidos.

Foram analisados quatro bebês nascidos de mães infectadas pelo coronavírus no Hospital Union de Wuhan, cidade que foi o epicentro da epidemia.

Nenhum dos bebês desenvolveu sintomas graves associados à covid-19, como febre ou tosse, embora todos tenham sido inicialmente isolados em unidades de terapia intensiva neonatal e alimentados com fórmula.

Três dos quatro tiveram resultado negativo para a infecção respiratória após um cotonete na garganta, enquanto a mãe da quarta criança recusou a permissão para o teste.

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Um recém-nascido teve um problema respiratório menor por três dias, tratado por ventilação mecânica não invasiva. Dois bebês, incluindo o com problemas respiratórios, tiveram erupções no corpo que desapareceram por conta própria.

“Não temos certeza de que a erupção tenha sido causada pela infecção pela covid-19 da mãe”, disse a co-autora do estudo, Yalan Liu, da Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong, que auta na pediatria do hospital onde os casos foram analisados.

Todos os quatro bebês permanecem saudáveis e suas mães também se recuperaram totalmente.

“Para evitar infecções causadas pela transmissão perinatal e pós-natal, nossos obstetras acham que a cesariana pode ser mais segura”, disse Liu. “Apenas uma mãe grávida adotou o parto vaginal por causa do início do processo de trabalho de parto. O bebê estava normal. Talvez o parto vaginal seja bom. Ele precisa de mais estudos”.

Em surtos anteriores de coronavírus, os cientistas não encontraram evidências de transmissão viral de mãe para filho, mas a SARS (síndrome respiratória aguda grave) e a MERS (síndrome respiratória do Oriente Médio) estavam associadas a “doenças maternas críticas, aborto espontâneo ou até mesmo a morte materna”, segundo Liu.

Globalmente, cerca de 3,4% dos casos relatados de covid-19 morreram, de acordo com os dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde. Em comparação, a gripe sazonal geralmente mata muito menos que 1% das pessoas infectadas.

No entanto, a covid-19 não parece se espalhar tão facilmente quanto a gripe. Cabe ressaltar que atualmente as taxas de transmissão e fatalidade estão sujeitas a alterações e revisões à medida que mais pesquisas são feitas sobre o vírus.

Além disso, a letalidade da doença muda de acordo com a faixa etária, provocando mais óbitos entre pessoas acima de 60 anos.

Os autores disseram que são necessárias mais investigações sobre outros aspectos da possível infecção por covid-19 em recém-nascidos e crianças. Por exemplo, a sensibilidade do teste de diagnóstico atual para detectar o vírus é de cerca de 71%, portanto sugerem avaliar sua confiabilidade em crianças.

Com esse objetivo, os pesquisadores estão coletando amostras adicionais dos recém-nascidos, incluindo placenta, líquido amniótico, sangue neonatal e líquido gástrico, entre outros, para detectar possíveis receptores para o vírus.



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