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A IMPORTÂNCIA DO LOUVOR E DA ADORAÇÃO A DEUS


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A IMPOTÂNCIA DO LOUVOR E DA ADORAÇÃO A DEUS

 

O louvor, o sacrifício de louvor, de acordo com a própria Bíblia Sagrada, é o fruto dos lábios que confessam o nome do Senhor Jesus Cristo (Hb.13:15).

 

Adorar a Deus é reconhecer e confessar Sua glória, Seu poder, Sua majestade, Sua magnificência, não importando o que Ele faça ou deixe de fazer. A adoração é pelo que Deus é.

 

Na adoração, nos humilhamos diante de Deus, reconhecemos e exaltamos a glória, majestade e poder. Às vezes mesmo sem palavras.

 

Na adoração nada se pede, nada se reivindica, nada se agradece. Apenas se exalta e glorifica ao Senhor nosso Deus. Apenas se adora e se alegra pela simples presença de Deus. (Hc.3:17-19).

 

Vamos iniciar lendo Atos 16:23-26. Tudo começa com a prisão injusta de Paulo e Silas em Filipos. Eles expulsaram um espírito de adivinhação de uma moça, e as autoridades locais de Filipos os lançaram em uma cela inferior da prisão, após lhes darem muitos açoites. (v.23) Isto quer dizer que eles apanharam muito! Além dos traumas da grande surra que levaram, tiveram seus pés presos a um tronco. Quando uma pessoa era presa naquela época, no modo em que eles foram, significa que eles ficavam numa posição imóvel, sofrendo com isso a perda da circulação sangüínea. Por estarem numa cela na região inferior da prisão, numa masmorra, significa uma atmosfera de depressão, escuridão e total isolamento. De acordo com os costumes da época, não receberiam pão e nem água.

 

Apesar da atmosfera da prisão e do formigamento causado pela má circulação do sangue, por volta da meia-noite, Paulo e Silas possivelmente recobrando os sentidos, começaram a orar incessantemente e passaram a cantar hinos, louvando a Deus! Imagine que estranho som era aquele para os outros prisioneiros, que estavam acostumados a ouvirem só gemidos, gritos de dor devido aos espancamentos e palavras de baixo calão contra aqueles que os prendiam naquele lugar.

 

De repente um terremoto tremeu toda a prisão! As portas foram abertas. É tremendo as amarras de Paulo e Silas e de outros prisioneiros foram desatadas! O que havia causado aquela tamanha descarga de poder?

 

 

 

 O LOUVOR NOS ELEVA PARA A PRESENÇA DE DEUS E DE SEU PODER

 

Paulo e Silas conheciam o poder de como deixar seus corações acima dos problemas. Através do louvor e adoração seus corações se elevaram para a presença de alegria e de paz na presença de Deus, se tornando canais pelos quais Deus podia atuar em qualquer circunstância.

 

A Bíblia diz que Deus habita no meio dos louvores do seu povo. (Sl.22:3) A palavra hebraica para “habitar” é Yashab que significa habitar, se casar.

 

O louvor é um veículo de fé que nos leva a um relacionamento íntimo com o nosso Deus, quando nos reunimos em Seu nome. Ele nos leva a desfrutar todos os benefícios desse relacionamento – o poder, a proteção, a alegria, a segurança, o gozo, etc… O salmista escreve: Entrai por suas portas com ações de graças e nos seus átrios, com hinos de louvor; rendei-lhe graças e bendizei-lhe o nome. (Salmos 100:4)

 

Isto corresponde às palavras de Jesus, que Sua presença está com aqueles que se reúnem em Seu nome. Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles. (Mateus 18:20) Reunir-se em Seu nome significa que Jesus deve ser o foco, o centro da assembléia ou da reunião.

 

Não é a cura. Não é a bênção e nem o ritual o foco. Ele é o tema central de tudo – da pregação, dos cânticos, das ofertas e dízimos, etc… O autor do livro de Hebreus escreve: A meus irmãos declararei o teu nome, cantar-te-ei louvores no meio da congregação. (Hebreus 2:12) É nesse tipo de reunião que Cristo manifesta a Sua presença e Seu poder.
O poder e unção do Espírito Santo se torna evidente numa reunião, em relação ao tempo que é dedicado à adoração e ao louvor. Eu estou falando sobre a manifestação dos dons do Espírito em meio ao povo, e não da manifestação do Espírito na vida de um pastor na direção do povo. O plano de Deus é que os dons do Espírito Santo se manifeste entre o povo; isto é, por meio de várias pessoas da congregação. Portanto, é necessário criar o clima para essas manifestações do Espírito de Cristo.

 

 

 

O QUE É ADORAÇÃO

 

Adoração não é louvar. Ouço muitos dizerem que gostariam cantar hinos de adoração. Eles querem dizer sobre cantar hinos lentos e sem palmas. Isto é errado. Não existem hinos de adoração e outros sem adoração. Eu posso adorar ao Senhor sem dizer uma só palavra. Eu reconheço a Sua presença e me ajoelho ou me prostro com o rosto no chão, levanto as mãos, levanto ou abaixo a cabeça, meu corpo se curva diante Dele, etc…

 

Adorar é reconhecer a realidade da presença de Deus. Adoração tem haver com a nossa atitude de respeito, reverência e submissão. De maneira simples, o adorador diz: “Eu tenho certeza de que Deus está comigo. Eu sei que Ele está neste lugar. Vou render cada parte do meu corpo a Ele – vou aplaudir, levantar minhas mãos, curvar meu corpo, me ajoelhar, vou saltar de alegria, vou dançar, vou levantar minha voz, enfim, quero que Ele fique alegre comigo e saiba que eu encaro a Sua presença como realidade neste lugar. Não irei servi-lo só com a minha mente, mas no meu espírito que é o lugar onde Ele habita, então, canalizarei esse rio de água viva para a vida dos meus irmãos! Os meus problemas e necessidades pessoais não estão acima da realidade da Sua presença e poder neste lugar! Não usarei cânticos e nem orações para conseguir alguma coisa, sem antes perceber de que estou experimentando a sua santa presença!” E por aí vai…

 

Jesus falou sobre essa atitude: Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. (João 4:24) Preciso explicar esse versículo agora. Primeiro – Deus é Espírito. Ele não é carne e nem alma. Ele é o Espírito de Deus que nos abençoa com toda sorte de bênçãos espirituais nos lugares celestiais ou espirituais. Ele habita no nosso espírito – no espírito humano. O homem é espírito, alma e corpo (carne).

 

Cada uma dessa partes têm suas necessidades, mas é necessário entender a ordem de Deus. Primeiro Ele abastece a necessidade do nosso espírito, que á Sua presença. Depois as outras áreas serão atingidas pelo Seu poder.

 

Segundo – O adorem em espírito. Significa que devemos adorá-lo com o nosso espírito humano com a ajuda do Espírito Santo; isto é, submetendo o nosso espírito que foi criado por Deus para se encher da Sua presença. Neste ponto devo lutar com a minha mente que só quer coisas materiais – as tais chamadas bênçãos. Devo vencer a minha tristeza, depressão, solidão e outros problemas que tentam aprisionar a minha vida numa dimensão inferior, das necessidades da alma e da carne, tentando me impedir de entrar na dimensão do Reino de Deus ou nas dimensões celestiais. É nesse lugar que estão todas as nossas vitórias Uma coisa interessante é que Deus criou o espírito humano para se relacionar com o Espírito de Deus, e para ser a porta para todas as riquezas dos céus para a vida humana. Deus não habita na alma porque Ele não é alma. Deus não habita na nossa carne porque Ele não é carne. Ele habita no nosso espírito, porque este é da mesma natureza de Deus – Deus é Espírito. Deus criou a alma humana para que possamos nos relacionar com as áreas psicológicas de outras pessoas – mente, emoções e vontade. Deus nos deu a carne com os seus sentidos ( tato, olfato, visão, audição e paladar) para que possamos nos relacionar com as coisas materiais que nos cercam.

 

Finalmente em terceiro lugar – em verdade. Em verdade significa em realidade. A realidade da presença de Deus. A sinceridade como eu encaro essa realidade. Não estou numa reunião para dormir, para reclamar, antes, devo tratar a presença invisível de Deus como fato real. Deus é real. Ele está vivo. Ele está entre nós. Não devo ser vazio, mas devo me concentrar nessa realidade da Sua presença. Devo estar convicto de que Deus está comigo e entre os irmãos. Muitas pessoas vão ao culto de uma maneira vazia e sem interesse real em Deus. Estão mais preocupados no que podem alcançar. Esta é uma atitude tremendamente errada! Oram de forma vazia, cantam de maneira vazia, etc…

 

Na verdade, quando vou pregar devo exercer essa função no espírito de adoração, porque acredito e estou convicto de que Deus está falando por meu intermédio. Quem ouve, deve ouvir com a atitude de adoração, reconhecendo a realidade da voz de Deus. Quando cantamos, seja que ritmo for, devemos cantar em espírito e em verdade; isto é, com atitude de adoração, sabendo que estamos cantando para Deus e que Ele está presente.

 

Quando oro, devo crer de que estou falando com Deus face a face. Quando aplaudo, ou levanto as mãos, ou danço, ou salto de alegria, etc., devo fazer isso tudo com sinceridade, em verdade, em realidade, reconhecendo a veracidade da presença de Deus.

 

Adorar não é louvar e nem cantar. Adoração tem haver com a minha atitude em relação a Deus e todas Suas coisas. De modo que eu posso pregar sem adoração. Posso ouvir a mensagem da Palavra de Deus sem adoração. Posso cantar, louvar, orar e contribuir sem adoração. A adoração é a base para tudo o que vou fazer na obra de Deus. Ah, se as pessoas entendessem isto!

 

Os músicos não brigariam tanto. Não desejariam ser estrelas. O culto não teria essa história de primeira, segunda e terceira parte. Nós pastores pregaríamos com maior temor, querendo que as almas entendessem realmente o coração e a vontade Deus para elas. O dirigente de louvor compareceria perante o povo como um ministro, e não como alguém que vai cantar alguns corinhos para preencher um espaço do culto. Haveria alegria em ofertar para manter a casa de reuniões, porque Deus seria o Senhor do nosso dinheiro. Na verdade, faríamos tudo para glorificar um Deus que está presente!

 

Sem adoração, tudo o que fazemos é vazio, é humano, é carne, é apenas mente e alma, tentando fabricar um clima espiritual – é uma banalidade.

 

Deus não se agrada desse tipo de atitude. Ele quer um povo alegre, que vence, que supera e se supera por causa da Sua presença! Mas para isso precisamos ter a atitude interior correta em relação a Ele. Precisamos ser adoradores. Adoração num sentido mais exato é amar a Deus sobre todas as coisas! Disse Jesus: Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. (Marcos 12:30) Foi tudo isso que Paulo e Silas fizeram naquela noite na prisão em Filipos, e como resultado experimentaram um grande livramento.

 

 

 

O QUE É LOUVOR A DEUS

 

A palavra louvor tem muitos significados como: confiar, alegria, recomendar, encomendar, aplaudir, magnificar, exaltar, etc.. Para nós cristãos, o louvor é uma expressão da nossa atitude de adoração. Nos levantamos em nosso espírito, no poder do Espírito Santo e glorificamos ao Senhor com palavras, que são frutos do nosso amor pelo Senhor e reconhecimento pessoal da Sua presença e da Sua grandeza! Então expressamos amor, reconhecimento e ação de graças. O autor do livro de Hebreus declara: Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.

 

(Hebreus 13:15) Louvor é destacado aqui como fruto de lábios, isto é, são palavras.

 

Quando nos exercitamos na experiência da adoração e do louvor, somos levados cada vez mais a uma posição de comunhão, harmonia e intimidade com o Pai. Passamos a experimentar cada vez mais Seu Reino sobrenatural e Seu poder. O salmista diz: Bem-aventurado o povo que conhece os vivas de júbilo, que anda, ó SENHOR, na luz da tua presença. (Salmos 89:15 ) Note como o salmista destaca a atitude de adoração e de louvor. A adoração é revelada na expressão “anda na luz da Tua presença”. Andar significa submeter-se a algo que eu considero real. O que é real? A presença de Deus. Sobre a atitude de louvor veja a expressão “conhece os vivas de júbilo”. Vivas de júbilo tem a ver com palavras, gritos, etc… Ele destaca que esse povo é feliz! PORTANTO É IMPOSSÍVEL LOUVAR, PREGAR, ORAR, OFERTAR, OU FAZER QUALQUER COISA NA OBRA DE DEUS, SEM ANTES CULTIVAR UMA ATITUDE DE ADORAÇÃO. Sem cultivar e reconhecer a realidade da presença de Deus, tudo que fizermos é apenas humano, vazio, sem conteúdo – é morte e não glorifica a Deus! Pensamos que tudo está bem, mas aos olhos de Deus tudo está mal! Veja o que a Bíblia diz: Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte. (Provérbios 14:12).

 

Nesta mensagem não estou tratando de “como” louvar, e sim sobre o assunto de realmente há poder numa vida de adoração e louvor. Mas neste momento não deixar de expressar de que existem várias ações na atitude de louvar o Senhor, como: expressões verbais do sinto em minha adoração, ação de graças que significa agradecimento por tudo o que o Senhor tem feito em minha vida. Posso louvá-Lo tocando instrumentos, cantando, gritando, dançando, batendo palmas ou levantando as mãos enquanto minha boca celebra os Seus feitos. Mas o louvor verdadeiro não é somente essa caminhada nas emoções que invadem minh’alma. Tenho que tomar cuidado, pois Jesus ensinou sobre os fariseus hipócritas apenas encenavam algo que não vinha do coração; Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. (Mateus 15:8) Mais uma vez é ensinado sobre o perigo do louvor sem a adoração; isto é, sem o reconhecimento da realidade da presença de Deus!

 

Louvor genuíno a Deus é assunto de humilhação e devoção sincera ao Senhor.

 

Jesus disse: Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. (João 4:23) Repare que o Pai está procurando por um certo tipo de pessoas. O louvor como resultado da adoração agrada ao Pai. Ele se deleita no amor e na devoção de Seus filhos. Ele espera pela fragrância de nossas afeições, desejando manifesta Sua doce presença e pode em nosso meio!

 

 

 

LOUVAR A DEUS É UM ESTILO DE VIDA

 

Não deveríamos ter a idéia de que só podemos louvar ao Senhor na reunião da igreja, mas louvar ao Senhor deve ser parte de nossas vidas em todo lugar, como no carro, na casa, na cama, tomando banho, nos passeios, no trabalho, em qualquer lugar, porque o louvor nos traz o refrigério da presença do Senhor, juntamente com Seu poder e unção para os momentos específicos. O salmista diz: Bendirei o SENHOR em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios. (Salmos 34:1).

 

Louvor é uma expressão de fé e uma declaração de vitória! Declaramos de que o Senhor está conosco e no controle de todas as circunstâncias, sejam boas ou más, que se relacionam com a nossa vida. Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. (Romanos 8:28).

 

 

 

O LOUVOR FAZ O INIMIGO CORRER

 

Quando louvamos o Senhor da maneira correta, Ele envia a Sua presença gloriosa em nosso meio e repele a presença depressiva do inimigo. Uma atmosfera que está cheia de adoração e louvor, é angustiante para Satanás e seus demônios. Haverá radicalmente uma separação da luz das trevas, e isso ocorreu no céu, quando ele e uma terça parte dos anjos desobedientes foram expulsos por Deus de lá. O salmista profetizou dizendo: O que me oferece sacrifício de ações de graças, esse me glorificará; e ao que prepara o seu caminho, dar-lhe-ei que veja a salvação de Deus. (Salmos 50:23).

 

Nós temos um belo exemplo desse princípio na terra, além do da prisão em Filipos. Em 2 Crônicas 20, encontramos a experiência do rei Josafá. Não irei entrar em detalhes desta passagem, mas quero me deter no fato que ocorreu quando eles começaram a louvar ao Senhor diante de possível batalha. Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o SENHOR emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os do monte Seir que vieram contra Judá, e foram desbaratados. (2 Crônicas 20:22).

 

Somos desafiados pelo Senhor e pela Sua Palavra a sermos pessoas que O louvem, para que assim possamos experimentar a manifestação do Seu poder em nossas vidas!

 

Dou abaixo algumas expressões bíblicas de louvor:

 

Sacrifícios de louvor – Hebreus 13:15

 

Bater palmas e gritar ou aclamar – Salmo 47:1

 

Instrumentos musicais e danças – Salmo 150:4

 

Cantando canções de louvor – Salmo 9:11

 

Salmos, hinos e cânticos espirituais – Efésios 5:19,20

 

Celebração (envolve barulho) – Salmo 98:4

 

Levantando as mãos – Salmo 134:2

 

Calma, silêncio e confiança – Salmo 4:3-5; 46:10

 

Em alta voz – Salmo 33:3; 95:1-6.

 

 

 

EXPRESSÕES DE LOUVOR

 

Naturalmente nos expressamos. As expressões são atitudes inerentes aos seres humanos. Na condição de adoradores também devemos através das expressões humanas glorificar a Deus.

 

1 – Com júbilo, alegria, regozijo.

 

“E dizei: Salva-nos, ó Deus da nossa salvação, e ajunta-nos, e livra-nos das nações, para que demos graças ao teu santo nome, e exultemos no teu louvor.” – (I Crônicas 16:35);
“Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os habitantes da terra; dai brados de alegria, regozijai-vos, e cantai louvores.” – (Salmo 98:4)

 

2 – Em alta voz e com festa.

 

“Dentro de mim derramo a minha alma ao lembrar-me de como eu ia com a multidão, guiando-a em procissão à casa de Deus, com brados de júbilo e louvor, uma multidão que festejava” – (Salmo 42:4);

 

O culto não é um enterro, mas é uma festa, uma celebração de vida vitoriosa em Cristo Jesus, não é uma formalidade, um ato religioso, mas é uma expressão espontânea de amor àquele que nos salvou e se entregou por nós.

 

“Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os habitantes da terra.” – (Salmo 100:1).

 

3 – Com expressão corporal.

 

Levantando as mãos

 

“Suba a minha oração, como incenso, diante de ti, e seja o levantar das minhas mãos como o sacrifício da tarde!” – (Salmo 141:2)

 

“A ti estendo as minhas mãos; a minha alma, qual terra sedenta, tem sede de ti” -(Sl 143:6)

 

Batendo palmas

 

“Batei palmas, (aplaudi com as mãos) todos os povos; aclamai a Deus com voz de júbilo.” – (Salmo 47:1)

 

“Deus subiu entre aplausos, o Senhor subiu ao som de trombeta.” – (Salmo 47:5)

 

Com danças

 

“Louvem-lhe o nome com danças, cantem-lhe louvores com adufe e harpa.” – (Sl 149:3)

 

“Louvai-o com adufe e com danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flauta!” – (Salmo 150:4). Davi quando recuperou a Arca de Deus entrou na cidade celebrando a Deus com muita alegria e com danças.

 

Entendemos ser o louvor algo espontâneo fluindo dos nossos corações para o coração do Pai, envolvendo todo nosso ser incluindo todos os nossos sentidos.

 

 

 

PESSOAS DESPREPARADAS NO LOUVOR

 

Em muitos e muitos lugares pessoas têm carregado esta dúvida em seus corações: “Pode uma pessoa despreparada musicalmente subir no palco para tocar ou cantar, mesmo estando com a motivação de louvar a Deus?”. Bem, este é realmente um assunto delicado já que não é difícil encontrar pessoas nesta situação.

 

Com certeza, cada igreja deve saber selecionar bem os seus músicos e cantores. Este trabalho deve ser dado obrigatoriamente a uma pessoa apta, com talento musical ( ou como costumamos dizer, pessoa que tem ouvido ou estudo musical!). Assim era feito dentro do povo de Israel. Pessoas com talento musical eram as escolhidas para louvar, ou nas palavras da própria Bíblia, os que eram entendidos nisto (música). Tudo era realmente organizado. (1 Cr 15.22)

 

Podemos perceber também, através das Escrituras, que as pessoas mais estudadas em música eram as prioridades. As pessoas que mais sabiam tocar eram as primeiras a serem escolhidas. Um exemplo disto é a história onde o Rei Saul era atormentado por um espírito maligno. A primeira coisa que ele fez foi pedir uma pessoa que soubesse tocar bem. Um dos seus servos respondeu: “Conheço um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar bem…”. Esta pessoa era Davi, que por sinal era um ótimo músico. (1Sm 17.18)

 

Não há dúvidas que Deus merece o melhor que temos. Apesar disto, um grande erro vem acontecendo nas igrejas. Muitas desculpas esfarrapadas são inventadas para amenizar os problemas que uma pessoa despreparada pode causar em uma equipe musical. Muitos líderes e pastores tentam consertar o erro dizendo:

 

“Não há outra pessoa para fazer”

 

“Ele é o melhor que nós temos”

 

“O conjunto tem que estar completo”

 

A partir daí colocam qualquer pessoa que tenha vontade de louvar. É importante sabermos que a maioria das pessoas de qualquer igreja gostaria de subir para cantar, por diversas razões, mas não têm o dom musical. Muitos se preocupam somente em formar uma equipe completa, sem pensar na vida espiritual dos integrantes. Há uma frase de grande valor que conhecemos hoje no ministério de louvor: “Deus não quer número de instrumentistas, e sim, obediência!”. Como eu sempre digo: “Deus não quer quantidade, mas sim qualidade, tanto espiritual como musical!”. Reconheço que às vezes é difícil dizer não e é duro ter explicar a razão de a pessoa não poder ministrar, mas se isto não acontecer as conseqüências podem ser desastrosas.

 

Outro erro que vemos por aí é colocar uma pessoa na equipe de louvor porque ela tem ou comprou um bom instrumento. Muitas vezes a pessoa nem foi chamada para esta obra, mas sobe no altar para ministrar pela razão de possuir um bom instrumento. É igual a time de fundo de quintal. Se o Joãozinho traz a bola ele joga, não importa se joga bem o mal!!! O importante é que ele trouxe a bola.

 

Meus queridos irmãos, vamos ter um pouco de sabedoria ao escolher os nossos músicos e cantores. Não é errado querer formar uma equipe de louvor completa, pelo contrário, isto irá engrandecer a Deus, mas não podemos fazer isto com ansiedade e muitas vezes sem pensar nas conseqüências. Se sua equipe está desfalcada, mantenha a calma e não se desespere. Se você deseja mais músicos para a sua igreja, PEÇA A DEUS, e Ele será fiel contigo. Ele enviará as pessoas certas para a sua equipe, mas tudo no seu devido tempo.

 

 

 

LEVITAS DE EXCELÊNCIA

 

Os levitas foram chamados e separados para servir. Servir e adorar em unidade. Servir a Deus, à Casa de Deus, ao povo de Deus, a seus líderes, sem murmurar. Tudo o que faz é com coração inclinado para Deus, com a vida correta e com disposição ministrada pelo Espírito Santo.

 

No Ministério Levítico não existe oportunidade, existe “chamamento”. E esse chamamento envolve saber que só se tem uma vontade: fazer a vontade de quem o legitimou. Obras da carne não são próprios de um Levita de Excelência. Eis o que lhe é próprio: bondade, mansidão, temperança, amor, alegria. E esta alegria não é apenas um estado da alma. É gozo, um Fruto do Espírito. Não é condição física, é uma atitude espiritual. Alegria não é resultado de uma conquista, mas sim estratégia para vitória. Não produzimos uma alegria. Recebemos. O levita tem facilidade de receber, pois é sensível, é apaixonado por Deus. A obediência é uma de suas principais características, pois, sabe que aqueles que não obedecem assinam o óbito. (1Sm 15:22b).

 

 

 

DE ONDE ENTÃO VEM O CONCEITO DE LEVITA

 

Muitas vezes, os ministros de louvor e músicos evangélicos são chamados de “levitas”. Tal costume não é muito antigo, mas parece que já está se tornando tradição. No Novo Testamento não temos referência a ministros de louvor nem a instrumentistas na igreja. Jesus disse que o Pai procura adoradores (João 4:24). O ensino apostólico, por sua vez, incentiva todos os cristãos a prestarem culto ao Senhor, com salmos, hinos e cânticos espirituais (Ef 5:18-20; Col 3:16).

 

Tomamos por empréstimo de Israel e do Velho Testamento. Originalmente, “levita” significa “descendente de Levi”, que era um dos 12 filhos de Jacó. Os levitas começaram a se destacar entre as 12 tribos de Israel por ocasião do episódio do bezerro de ouro. Quando Moisés desceu do monte e viu o povo entregue à idolatria, encheu-se de ira e cobrou um posicionamento dos israelitas. Naquele momento, os descendentes de Levi se manifestaram para servirem somente ao Senhor (Êx 32:26). Daí em diante, os levitas se tornaram ministros de Deus. Dentre eles, alguns eram sacerdotes (família de Aarão) e os outros, seus auxiliares. Embora os sacerdotes fossem levitas, tornou-se habitual separar os dois grupos. Então, muitas das vezes em que se fala sobre os levitas no Velho Testamento, a referência se aplica aos ajudantes dos sacerdotes. Seu serviço era cuidar do tabernáculo e de seus utensílios, inclusive carregando tudo isso durante a viagem pelo deserto (Números capítulos 3, 4, 8, 18).

 

Naquele tempo, os levitas não eram responsáveis pela música no tabernáculo. Afinal, não havia uma parte musical no culto estabelecido pela lei de Moisés, embora as orações e sacrifícios incluíssem o sentido de louvor, adoração e ações de graças.

 

Muito tempo depois, Davi inseriu a música como parte integrante do culto. Afinal, ele era músico e compositor desde a sua juventude (1Sm 16:23). Então, atribuiu a alguns levitas a responsabilidade musical. Em 1Crônicas (9:14-33; 23:1-32; 25:1-7), vemos diversas atribuições dos levitas. Havia então entre eles porteiros, guardas, padeiros e também cantores e instrumentistas (2Crônicas 5:13; 34:12).

 

Considerando o paralelo existente entre Israel e a Igreja de Jesus Cristo, podemos até utilizar o nome “levita”, embora não sejamos descendentes de Levi. Mas, se queremos assim considerar, então todos os que servem em qualquer ministério podem ser chamados “levitas”. O levita é aquele que executa qualquer serviço ligado ao culto. O levita é simplesmente um servo e não alguém que esteja na igreja para ser alvo da glória humana.

 

Aqueles levitas, designados por Davi para o louvor, eram liderados por Asafe, Hemã e Jedutum, e tinham a tarefa de PROFETIZAR com harpas, alaúdes e saltérios (1Crônicas 25:1). Nessa época, surgiu a maior parte dos salmos de Israel. Hoje, podemos testificar que aqueles levitas eram mesmo profetas. Por meio deles o Espírito Santo falava ao povo. Além disso, eram mestres no que realizavam (1Cr 25:7). E nós? O que somos? Se quisermos usar o nome de “levitas” precisamos nos dispor para o serviço e para caminhar em direção a um nível de qualidade excelente no ministério.

 

 

 

LEVITA NÃO É APENAS O MÚSICO OU O CANTOR, MAS TODO AQUELE DISPOSTO A SERVIR.

 

Gosto sempre de lembrar: levita não é o músico, mas todo aquele disposto a servir. Não existe uma importância maior para o músico no Reino de Deus. Tanto o que toca, quanto o que abre a porta ou limpa o chão, servindo ao Senhor, é levita.

 

Quero relembrar também que a glória da presença de Deus é trazida no ambiente, pelos levitas. A presença de Deus em nosso meio não se dá por nenhuma das nossas programações, liturgias, idéias, enfeites ou recursos materiais, mas pela vida dos levitas.

 

Se eu decido viver para servir ao Senhor e aos irmãos, então o Espírito de Deus começa a se manifestar de uma forma tão intensa que a glória de Deus vem cada vez mais intensa e poderosa.

 

Os levitas podem dar muitos frutos, cada um de acordo com o talento que recebeu de Deus. As igrejas podem desenvolver maravilhosos projetos e idéias, podemos construir muitas coisas, mas tudo o que produzirmos nesta terra ficará aqui mesmo, não durará para sempre. Só há um fruto que os levitas podem produzir para a eternidade. Só há uma missão ou projeto da igreja local que permanecerá para sempre. Só há um trabalho que vale a pena investirmos.

 

 

 

VIDAS CONSAGRADAS NO ALTAR DE DEUS

 

Se nós, como levitas do Senhor, usarmos os talentos para alcançarmos vidas, caminharmos com elas ensinando a Palavra, edificando o Corpo de Cristo, então estaremos produzindo frutos eternos. Todos os recursos físicos que precisamos virão do Senhor para nós. Não precisamos nos ocupar em ajuntar, construir, fazer, realizar…

 

Conheço muitas igrejas em todo o mundo. Vejo muitas delas, inclusive bem perto de nós, que se ocupam demais em construir e ampliar o patrimônio, são igrejas e ministérios que não “armazenam” frutos na eternidade.

 

Mas conheço também muitas igrejas que estão crescendo e sendo tremendamente usadas por Deus para o resgate de milhares de vidas. Elas também constroem, pois a cada dia precisam de mais espaço para comportar as vidas, mas a prioridade continua sempre sendo as vidas. Precisamos estar na presença do Senhor para recebermos mais e mais unção e poder, a fim de sermos autoridades espirituais, resgatando e instruindo muita gente, no caminho santo da vida cristã.

 

Parece que estes objetivos de vida não têm muito haver com os músicos. Vemos sempre os músicos envolvidos em gravações, shows, projetos e projetos… Meus irmãos, todos os frutos que podemos produzir com nossas mãos, se não forem simples instrumentos para abençoar vidas, então serão queimados como palha no fogo. Somente as vidas transformadas pelo Espírito Santo através de nós, serão frutos eternos.

 

De que me importa produzir tanto nesta Terra e não poder apresentar meus frutos na eternidade? Quero usar os talentos que recebi do Senhor, para que Ele possa realizar Seu maior desejo: salvar vidas. Quero ser alguém que quando toca ou canta, gera o mover de Deus para transformação de vidas. Quero ser um canal de salvação e edificação.

 

Não quero passar minha vida “realizando coisas” Não quero me gastar em projetos, quero me gastar nas mãos do Senhor para edificação de vidas, frutos eternos. Como levita do Senhor, o que você tem produzido para o Reino? Os frutos que brotam da tua vida são frutos eternos ou passageiros?

 

É claro que executaremos muitos projetos terrenos, dirigidos pelo Senhor. Porém todos os projetos precisam ter um só objetivo: alcançar e discipular vidas! Os ministérios de música das igrejas precisam entender cada dia mais a função espiritual dos levitas e da própria música. Enquanto servimos ao Senhor com nossos talentos musicais, gerando louvor e adoração, não produzimos apenas arte, mas produzimos palavras e sons proféticos que geram o mover da Palavra, o mover do próprio Senhor Jesus.

 

Desafio você a se reunir com o departamento, ou o ministério ao qual pertence em sua igreja e ter um tempo de oração e busca diante do Senhor. Clamem a Ele pedindo mais e mais sabedoria quanto às atividades que lhes tomam o tempo. Declaremos juntos ao Pai: Senhor queremos ocupar toda a nossa vida em projetos vindos do céu para salvação e edificação de vidas. Queremos ser levitas de verdade. Queremos produzir frutos para a eternidade!

 

 

 

O LOUVOR É UMA MANIFESTAÇÃO DE ADORAÇÃO E SIGNIFICA ELOGIO

 

Enquanto a adoração fala do que Deus é e do que somos para Ele. Já o louvor fala do que fazemos, com músicas e expressões por gestos e palavras para o Senhor nosso Deus.. A adoração é gerada dentro do homem, onde só Deus pode ver. O louvor inevitavelmente se exterioriza, onde os homens também podem ver. Como vimos até aqui, adoração significa reverência a Deus, através de uma vida de reconhecimento e amor. Não é possível adorar sem louvar, mas é possível louvar sem adorar.

 

Deus disse: “…este povo se aproxima de mim, e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim…”

 

Os verdadeiros adoradores estão compromissados com Deus interior e exteriormente. A música é um veículo, um transporte para o louvor e a adoração. Louvar a Deus se torna muito agradável com o respaldo (apoio) da música. É muito gostoso expressar nosso louvor a Deus através dela. A música não é fundamental, mas coopera. Ela tem sua importância:

 

– É uma criação de Deus (Romanos 11.36; Apocalipse 4.11);

 

– E como a Bíblia nos mostra, a música está presente até no céu (Apocalipse 14.3; 15.3).

 

A Bíblia faz inúmeras menções sobre o louvor a Deus com a música:

 

– “Davi e toda a casa de Israel alegravam-se perante o Senhor, com toda sorte de instrumentos…” (2 Samuel 6.5)

 

– “Louvai ao Senhor, porque o Senhor é bom; cantai louvores ao seu nome, porque é agradável.” (Salmos 135.3)

 

– “Louvarei ao Senhor durante a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus, enquanto eu viver.” (Salmos 146.2)

 

– “Louvem-lhe o nome com flauta; cantem-lhe salmos com adufe e harpa.” (Salmos 149.3)

 

– “Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa. Louvai-o com adufes e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas. Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos retumbantes.” (Salmos 150.3-5)

 

A adoração pode conter a música, mas nem sempre a música contém adoração.

 

1-QUAL O SIGNIFICADO DE LOUVOR?

 

O louvor no Antigo Testamento é basicamente definido por três palavras:

 

-Barak (bendizer)

 

-Yadah (dar graças)

 

-Balal (aleluia – louvai ao Senhor)

 

2- A QUEM ENTÃO DEVEMOS LOUVAR?

 

·Somente ao Senhor nosso Deus

 

Não devemos louvar-nos a nós mesmos (2 Coríntios 10:12)

 

3- PORQUE DEVEMOS LOUVAR?

 

·Porque Deus é bom (1 Crônicas 16:34)

 

Para exaltar o poder de Deus (Salmo 21:13; Salmo 103:1-5)

 

Para que os demônios saiam (1 Samuel 16:22-23)

 

Para se fazerem conhecidas as obras de Deus (Salmo 105:1-3)

 

Para nos apresentarmos ao Senhor (Salmo 100:4)

 

Porque Deus habita nos louvores (Salmo 22:3)

 

4- O QUE ACONTECE QUANDO LOUVAMOS?

 

Deus recebe o nosso louvor como um sacrifício dos lábios que confessam o seu nome

 

·O inimigo estremece e os demônios se abalam (1Samuel 16:22-23)

 

Nosso coração se enche de alegria (Salmo 100:1-2)

 

5- COMO DEVEMOS LOUVAR?

 

Voluntariamente (Juízes 5:2)

 

Com instrumentos e cânticos (Salmo 33)

 

Com palmas e voz de triunfo (Salmo 47:1)

 

Louvai com danças (Salmo 150:4)

 

Em Ações de Graças (Salmo 147:7)

 

Com sacrifícios, que é o fruto dos lábios que confessam o seu nome (Hebreus 13:15)

 

No seu santuário (Salmo 150)

 

De todo o meu coração (Salmo 9:1-2)

 

6- QUANDO DEVEMOS LOUVAR?

 

Em todo tempo (Salmo 34:1)

 

7-QUEM DEVE LOUVAR?

 

· Eu e você (Salmo 71:22)

 

·Os anjos (Salmo 148:2)

 

·Os astros celestes e o Universo (Salmo 148:3)

 

·Tudo o que vive (Salmo 150:6)

 

8- E SE EU E VOCÊ NÃO QUISERMOS LOUVAR?

 

As pedras clamarão em nosso lugar (Lucas 19:36-40)

 

 

 

FORMANDO A PERSONALIDADE DE UM LEVITA GUERREIRO

 

1-TEXTO: 1 Sm 16.14-18

 

Esse texto faz referência a um grande guerreiro da Bíblia, Davi. Ele era valente e homem de guerra.

 

“Então respondeu um dos jovens e disse: Eis que tenho visto um dos filhos de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é valente, e animoso, e homem de guerra, e sisudo em palavras, e de gentil presença; o Senhor é com ele”. (1Sm 16:18)

 

 

 

COMO DEVE SER A PERSONALIDADE DE UM LEVITA GUERREIRO?

 

1-Ser um valente;

 

2  Animoso, alegre;

 

3  Homem de guerra;

 

4 Firme em palavras;

 

5 – Gentil presença;

 

6 – O Senhor é com ele;

 

Davi foi chamado por Saul para que quando o espírito mal da parte do Senhor viesse lhe atormentar, Davi ao tocar sua harpa o libertasse.

 

Davi era um guerreiro do Senhor, ele era valente, pois enfrentou Golias sendo apenas um pastor de ovelhas. Porém, o Senhor estava com ele, ele buscava ao Senhor de todo o seu coração e O obedecia. Golias afrontava o Deus de Israel e Davi como homem de guerra venceu o gigante e toda a sua afronta.

 

 

 

O QUE PRECISAMOS FAZER PARA TER A PERSONALIDADE DE UM GUERREIRO?

 

1 – Tomar posse das armas espirituais (Ef 6.10-17)

 

2 – Vencer os gigantes que tentam nos derrubar.

 

 

 

QUE GIGANTES SÃO ESSES QUE TENTAM DEFORMAR NOSSA PERSONALIDADE, NOSSA LIDERANÇA?

 

Esses gigantes podem ser:

 

1 – na área das emoções;

 

2 – da vontade;

 

3 – na alma;

 

4 – nos sentimentos;

 

Como guerreiros, precisamos identificar esses gigantes e vencê-los.

 

QUAL FOI O SUCESSO DAS CONQUISTAS DE DAVI?

 

1 – Sujeitou-se a Deus;

 

2 – Buscou a Deus;

 

Davi teve muitas vitórias, porém o seu sucesso dependeu de sujeitar-se a Deus. Ele O buscava para tomar decisões. Todas as vezes que pedimos orientação de Deus para a nossa vida, não andamos trôpegos e mancos. A vontade de Deus sempre é a melhor para a nossa vida.

 

 

 

COMO VAMOS FORMAR ESSA PERSONALIDADE GUERREIRA?

 

1 – Rompendo com velhas estruturas;

 

2 – Buscando o Novo para nossa vida;

 

3 – Sepultando o velho homem;

 

4 – Andando em novidade de vida;

 

Deus quer que cresçamos a cada dia para alcançarmos lugares mais altos. Para isso precisamos romper com as velhas estruturas (sepultar o velho homem) e buscar o novo – andar em novidade de vida (Rm 6:4).

 

No texto de Lucas 7:31, vemos que Jesus é o único que tem coragem de ensinar a uma sociedade tradicional e viciada culturalmente a fazer o novo. Ele nos desafia a criar e a nos mover em situações novas e fazer exatamente como o Espírito Santo nos guia a fazer, mesmo que isto signifique sair da “liturgia fechada”, ou seja, da tradição.

 

O homem que não aceita mudanças sempre vai se apegar a algo como desculpa para não mudar. É incapaz de ver os seus erros, é acomodado.

 

Temos que romper com a tradição. Nos cultos, precisamos de sensibilidade do Espírito Santo para saber a hora de começar e terminar. A nossa liturgia na maioria das vezes atrapalha o que Deus quer fazer. Precisamos estar sensíveis para ouvir a voz de Deus.

 

“São semelhantes aos meninos que, sentados nas praças, gritam uns para os outros…” (Lc 7:32)

 

Quando crianças gritam em uma praça umas para as outras, o que elas querem dizer? Não sabemos. Muitas vezes fazemos coisas que ninguém entende, porém o levita que tem a personalidade formada, deve ser claro e específico em tudo aquilo que faz.

 

O levita não solta um grito sem um propósito, não faz uma proclamação sem saber para que serve. O levita é altamente responsável com tudo o que está ministrando.

 

O Senhor Jesus ensinava a ortodoxos que eles deveriam saber a hora de chorar, rir e dançar. Os doutores da lei eram responsáveis em interpretar as escrituras, ou seja, fazer a hermenêutica. Se formos responsáveis em trabalhar para Deus, deveremos saber o que Deus quer.

 

O levita é aquele que sabe interpretar corretamente o que Deus o está instruindo a fazer. Muitas vezes interpretamos situações ou pessoas erroneamente, e então pecamos.

 

O levita é aquele com sensibilidade para musicalisar como Davi foi usado para libertar Saul através da música. O levita tem um ministério completo, ele é um guerreiro, porque somente um guerreiro saberá fazer exatamente segundo a sua guerra. Só ele sabe qual território quer conquistar.

 

Quais territórios você quer conquistar? Quais as áreas da sua vida que precisam ser conquistadas? Hoje, a nossa maior guerra não é a externa, mas a interna.

 

Enquanto os outros países são altamente preparados para atacar em uma guerra, Israel é o país mais bem preparado para se defender, e todas as vezes que Israel se defendeu em um ataque, além de se defender com êxito, ainda conquistou um território novo.

 

Todas as vezes que o levita enfrenta uma guerra, é a oportunidade que ele tem de conquistar um território novo. Devemos aprender a celebrar durante a luta já comemorando o novo território que será conquistado. E, que território é esse? O território segundo a luta que se está travando. Pode ser uma conquista financeira, familiar, celular, pessoal, etc. Com a personalidade formada, não segundo os conceitos humanos, da psicologia, mas segundo a palavra de Deus, você vai conquistar novos territórios e vencer, pois em Jesus você é mais do que vencedor.

 

Como esse levita conquistava as suas guerras? Além de ter uma personalidade formada, tinha uma arma essencial, que deve ser a nossa, a ADORAÇÃO.

 

 

 

CONCEITUANDO OS TERMOS

 

1. Ação de Graças – Louvor é basicamente uma expressão de admiração e aprovação. Em seu sentido mais amplo, também inclui uma expressão de gratidão e ações de graças por favores recebidos. Assim sendo, louvor e ações de graças são frequentemente interligados. Contudo, as formas mais puras de louvor não incluem agradecimentos ou gratidão. São em essência expressões de admiração e adoração ao objeto de louvor, independentemente do fato de favores haverem sido recebidos ou não.

 

2. Adoração – Adorar a Deus, portanto, significa basicamente a exaltação de Sua pessoa, caráter, atributos e perfeição. É a adoração de Deus por quem e o que Ele é, e não por nada que Ele tenha feito e que tenha sido para o nosso benefício. “Grande é o Senhor e muito digno de louvor…” (Sl 145.3).

 

A adoração é primeiramente uma conscientização interna de um valor. É, subsequentemente, uma expressão externa deste apreço interno. Não se torna adoração até que encontre uma expressão externa.

 

Enquanto se encontra no interior do coração e da mente é admiração. Quando encontra expressão e se torna vocal ou visível torna-se então adoração.

 

 

 

EXPRESSÕES VOCAIS DE LOUVOR E ADORAÇÃO

 

Há muitas maneiras bíblicas pelas quais podemos expressar o nosso louvor a Deus. Passaremos, a seguir, a examinar algumas delas. Talvez a nossa lista não seja completa. Você poderá encontrar outras maneiras que são também bíblicas. Creio que Deus quer que todo cristão seja livre o suficiente em seu espírito para poder louvá-Lo em qualquer e em todas as maneiras encontradas na Bíblia.

 

Se você estiver consciente de um louvor em seu coração, o qual nunca teve uma expressão adequada, permita-me sugerir que você estude estas várias expressões. Examine as referências bíblicas citadas e considere, em oração, o contexto e o significado delas. Em seguida, pratique qualquer que seja a expressão que você estiver considerando.

 

Por exemplo: se você estiver estudando as referências bíblicas do nosso clamar a Deus em voz alta, então siga em frente e grite (clame) ao Senhor. Você descobrirá um tremendo alívio ao fazê-lo. Algo será liberado em seu interior. Uma nova dimensão de alegria será liberada dentro de você, pois você estará sendo obediente a Deus e estará começando a Louvá-Lo nas maneiras que Ele ordenou para você em Sua Palavra.

 

Se você tiver a oportunidade de ensinar a outros estes princípios de louvor, diga-lhes que façam cada um deles, na medida em que você os ensina. Não se contente em somente falar sobre estes métodos de louvor. Encoraje as pessoas a participarem e a realmente fazerem o que você estiver ensinado.

 

 

 

1. Louvar a Deus com a Voz – “Os meus lábios exultarão quando eu Te contar, assim como a minha alma que Tu remiste. A minha língua falará da Tua justiça todo o dia…” (Sl 71.23,24).

 

“Para publicar com voz de louvor, e contar todas as tuas maravilhas” (Sl 26.7).

 

Davi constantemente pronunciava os louvores de Deus, dizendo coisas como: “O Senhor é a minha força e o meu escudo; Nele confiou o meu coração salta de prazer, e com o meu canto O louvarei” (Sl 28.7). Deveríamos também cultivar o hábito de falarmos sobre o Senhor e de exaltarmos as Suas obras maravilhosas. Comece todos os dias pronunciando louvores a Deus. Diga-Lhe quão grande e maravilhoso que Ele é; o quanto você O ama e O aprecia. Agradeça-Lhe por um novo dia e comece a louvá-Lo pela sua presença com você durante aquele dia todo. Cante um cântico de louvor e agradecimento a Deus. Use a sua voz, seus lábios e sua boca. Faça deles instrumentos de louvor. Você ficará surpreso de quão rapidamente você cultivará o hábito do louvor.

 

“Louvarei ao Senhor em todo o tempo: o Seu louvor estará continuamente na minha boca” (Sl 34.1).

 

“Folguem e alegrem-se em Ti os que Te buscam: digam constantemente os que amam a Tua salvação: engrandecido seja o Senhor” (Sl 40.16).

 

“Bendizei, povos, ao nosso Deus, e fazei ouvir a voz do Seu louvor”  (Sl 66.8).

 

 

 

2. Clamar a Deus – O louvor verbal do qual falamos na seção anterior exige apenas um voluma de conversação. Estamos falando com Deus, como numa conversação normal, dizendo-Lhe nossa opinião Dele e expressando o nosso apreço. Contundo, há também ocasiões em que é apropriado e bíblico levantarmos as nossas vozes e realmente clamarmos ou gritarmos a Deus. “Clamai a Deus com voz de triunfo”, diz Davi em Salmos 47.1.

 

Muitas pessoas conservadoras têm uma aversão muito grande a clamores ou a qualquer tipo de ruído alto. Pensam que é algo sem dignidade. Alguns até dizem: “Não há necessidade alguma de se gritar. Deus não é surdo!” A nossa resposta deveria ser: “Deus não fica nervoso tampouco!”

 

Há ocasiões e lugares apropriados para o som festivo e para o grito de louvor, e não deveríamos ter medo de executá-los quando estas ocasiões chegarem.

 

“Mas alegrem-se todos os que confiam em Ti; exultem eternamente…” (Sl 5.11).

 

“Alegrai-vos no Senhor, e regozijai-vos, vós os justos; e bradai alegremente todos vós que sois retos de coração” (Sl 32.11).

 

“Exultem e alegrem-se os que amam a Minha retidão…” (Sl 35.27).

 

“Vistam-se os Teus sacerdotes de retidão, e exultem os Teus santos… e os seus santos rejubilarão” (Sl 132.9,16).

 

“Exulta e canta de gozo, ó habitante de Sião, porque grande é o Santo de Israel no meio de ti” (Is 12.6).

 

“Canta alegremente, ó filha de Sião: rejubila, ó Israel: regozija-te, e exulta de todo o coraçõa, é filha de Jerusalém” (Sf 3.14).

 

“E a glória do Senhor apareceu a todo o povo… o que vendo todo o povo, jubilaram e caíram sobre as faces” (Lv 9.23,24).

 

“E sucedeu que, vindo a arca do concerto do Senhor ao arraial, todo o Israel jubilou (grito de alegria) com grande júbilo, até que a terra estremeceu” (1 Sm 4.5).

 

 

 

3. Cantar – “Apresentai-vos a Ele com cânticos” (Sl 100.2). Os cânticos são as reações mais simples e naturais com relação à maravilha que é Deus. São uma expressão espontânea de uma emoção alegre. Sempre foram uma expressão de louvor válida entre o povo de Deus. Imediatamente após o êxodo do Egito, quando Deus os conduziu em segurança através do Mar Vermelho, Miriã guiou aos filhos de Israel nos cânticos de louvores a Deus, o Qual tão maravilhosamente os havia libertado das mãos dos seus inimigos.

 

“E Miriã lhes respondia: Cantai ao Senhor porque sumamente Se exaltou, e lançou no mar o cavalo com o seu cavaleiro” (Êx 15.21).

 

Há muitas referências ao cantar em toda a Bíblia. Estes são apenas alguns exemplos:

 

“Eu cantarei ao Senhor; salmodiarei ao Senhor Deus de Israel” (Jz 5.3).

 

“Por isso, ó Senhor, Te louvarei entre os gentios, e cantarei louvores ao Teu nome” (2 Sm 22.50).

 

“Cantai-Lhe, salmodiai-Lhe, atentamente falai de todas as Suas maravilhas” (1Cr 16.9).

 

“Então ordenaram o rei Ezequias, e os príncipes, aos levitas que cantassem louvores ao Senhor com as palavras de Davi, e de Asafe, o vidente. E cantaram louvores com alegria e se inclinaram e adoraram” (2 Cr 29.30).

 

“Eu louvarei ao Senhor segundo a Sua retidão, e cantarei louvores ao nome do Senhor Altíssimo” (Sl 7.17).

 

“Em ti me alegrarei e saltarei de prazer; cantarei louvores ao Teu nome, ó Altíssimo” (Sl 9.2).

 

“Cantai louvores ao Senhor, que habita em Sião…” (Sl 9.11).

 

“Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem” (Sl 13.6).

 

“Exalta-Te, Senhor, na Tua força; então cantaremos e lovaremos o Teu poder” (Sl 21.13).

 

“…Cantarei, sim, cantarei louvores ao Senhor” (Sl 27.6).

 

“Cantai-Lhe um cântico novo: tocai bem e com júbilo” (Sl 33.3).

 

“Cantai louvores a Deus, cantai louvores; cantai louvores; cantai louvores ao nosso Rei, cantai louvores. Pois Deus é o Rei de toda a terra, cantai louvores com entendimento” (47.6,7).

 

“Preparado está o meu coração, ó Deus, preparado está o meu coração; cantarei, e salmodiarei” (Sl 57.7).

 

“Eu, porém cantarei a Tua força; pela manhã cantarei com alegria a Tua misericórdia; porquanto Tu foste o meu alto refúgio, e proteção no dia da minha angústia. A Ti, ó fortaleza minha, cantarei louvores; porque Deus é a minha defesa, é o Deus da minha misericórdia” (Sl 59.16,17).

 

“Assim cantarei salmos ao Teu nome perpetuamente, para pagar os meus votos de dia em dia” (Sl 61.8).

 

Há muitas outras referências bíblicas a cânticos de louvores a Deus, mas as poucas que apresentamos são suficientes para que tenhamos uma idéia da importância do nosso cantar a Deus.

 

O cantar é um sinal de alegria e contentamento. É um sintoma de alegria e indica uma satisfação com aquilo que recebemos em nossas vidas. É uma expressão saudável de emoções positivas, que ministra uma vitalidade a todo o nosso ser.

 

Deus se deleita ao ouvir-nos cantando os Seus louvores.

 

a. Uma Variedade de Cânticos – Em Efésios 5.19 e Colossences 3.16 a Bíblia nos exorta a cantar salmos, hinos e cânticos espirituais ao Senhor.

 

Os Salmos nos fornecem um material tremendamente vasto para a adoração em forma de cânticos – desde antigos hinos tradicionais até corinhos modernos que são diretamente tirados deles.

 

Os hinos têm também fornecido grandes temas para a instrução da Igreja e para o seu louvor a Deus.

 

Os cânticos espirituais são um tanto diferentes das duas categorias anteriores. São cânticos dados diretamente pelo Espírito e são cantados espontaneamente, na medida em que o Espírito supre tanto a letra como a melodia.

 

Estes cânticos podem ser na língua da pessoa que os está cantando. Neste caso, são cantados “com entendimento” (1 Co 14.15). Em outras ocasiões, a letra pode ser em “outras línguas”. Neste caso, o entendimento da pessoa fica “sem frutos” (1 Co 14.14).

 

Sua mente fica sem qualquer entendimento natural do que está sendo cantado, ainda que, intuitivamente, ela saiba que o Espírito está louvando e engrandecendo a Deus, com as “línguas dos anjos”. Em ambos os casos, estes cânticos são totalmente espontâneos e não são planejados. Os cânticos são executados pela fé. O cantor, ouvindo o Espírito de Deus em seu próprio espírito, fielmente segue a melodia e a letra que Ele supre.

 

 

 

EXPRESSÕES FÍSICAS DE LOUVOR E ADORAÇÃO

 

Além de expressões verbais e audíveis do louvor, a Bíblia cita muitas maneiras pelas quais podemos usar expressões físicas a fim de adorarmos a Deus.

 

 

 

1. Ficar em Pé – Ficar em pé é sempre um sinal de respeito. Se uma pessoa de importância entra num recinto, os que estão presentes se levantam para honrar e mostrar respeito a esta pessoa. O Espírito Santo frequentemente nos inspira a ficarmos em pé diante do Senhor como um ato de adoração e reverência. “Tema toda a terra ao Senhor; levantem-se com um temor respeitoso todos os moradores do mundo” (Sl 33.8).

 

“Eis aqui, bendizei ao Senhor todos vós, servos do Senhor, que vos levantais na casa do Senhor todas as noites” (Sl 134.1).

 

“Louvai ao Senhor. Louvai o nome do Senhor; louvai-O, servos do Senhor. Vós que levantais na casa do Senhor, nos átrios da casa do nosso Deus” (Sl 135.1,2).

 

 

 

2. Erguer as Mãos – As mãos levantadas são um sinal universal de rendição. Ao levantarmos nossas mãos diante do Senhor, estamos reconhecendo que estamos completamente entregues a Ele.

 

Dizemos a Ele, novamente, que somos incondicionalmente Dele, que não temos desejo algum de nos rebelarmos contra Ele e que não temos nenhuma arma em nossas mãos para lutarmos contra ele.

 

As pessoas que não estão totalmente entregues a Deus têm grandes problemas para fazer isto, ainda que pareça ser uma coisa tão simples. Elas resistem energicamente a esta forma de adoração.

 

No entanto, uma vez que o tenham feito, uma grande liberação ocorre e tornam-se em geral capazes de expressar o louvor de muitas outras maneiras também.

 

“Levantai as vossas mãos no santuário, e bendizei ao Senhor” (Sl 134.2). Isto é também um sinal de um profundo desejo por Deus. “Ouve a voz das minhas súplicas, quando a Ti clamar, quando levantar as minhas mãos para o oráculo do Teu santuário” (Sl 28.2). É também simbólico de sede espiritual por Deus.

 

“Estendo para Ti as minhas mãos; a minha alma tem sede de Ti, como terra sedenta” (Sl 143.6).

 

 

 

3. Bater Palmas – Quando alguém faz algo que merece a nossa admiração e aprovação, e queremos que esta pessoa saiba disto, geralmente batemos as nossas mãos numa salva de palmas. Se um pianista, por exemplo, tocar algo realmente bonito e que for muito apreciado pela platéia, em geral ocorre uma salva de palmas espontânea. Se platéia deseja expressar a sua aprovação de uma forma ainda mais óbvia, então ela se levanta e também bate palmas. Chamamos a isto de “aclamação pública de pé”. Se Deus é tão maravilhoso e tem feito tantas coisas gloriosas que merecem a nossa admiração e aprovação, então seria tão estranho assim o desejo de O aplaudirmos?

 

De fato somos até ordenados a bater palmas para Deus (Sl 47.1). É um sinal de alegria, regozijo e aprovação.

 

 

 

4. Inclinar-se ou Ajoelhar-se – Geralmente, quando as pessoas são tomadas pelo sentimento da presença e glória de Deus, elas espontaneamente caem de joelhos ou se inclinam diante de Deus. É um gesto de reverência e respeito.

 

“O, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemo-nos diante do Senhor que nos criou” (Sl 95.6)

 

Um dia todos os joelhos se dobrarão diante dEle (Fp 2.10).

 

 

 

5. Prostrar-se diante de Deus – Eis aqui outra forma de homenagem e adoração extrema. Prostrar-se diante de alguém é um sinal da mais profunda reverência. É um ato nosso de humildade para aumentarmos o sentido da elevação Daquele diante do Qual nos prostramos.

 

 

 

6. Dançar – Devido ao fato de que a dança é uma forma de louvor altamente demonstrativa e talvez um tanto emocional, ela tem encontrado muitas críticas e oposições, especialmente de pessoas conservadoras. (O que não é condenável, devido ao que se tem feito hoje com essa atitude de adoração à Deus). Por causa desta controvérsia, dediquei um espaço maior à consideração deste assunto.

 

O dançar envolve o uso de todo o corpo a fim de expressar-se alegria, louvor e adoração diante do Senhor. As palavras em hebraico e em grego traduzidas por “dança” na Bíblia têm uma variedade de significados, como: “saltar”, “pular”, “levantar os pés”. Estas traduções retratam um pouco a natureza espontânea e sem estruturas destas danças. Estas traduções retratam um pouco a natureza espontânea e sem estruturas destas danças. Estas danças não são em geral de acordo com movimentos prescritos e programados, mas muito mais respostas simples e espontâneas de alegria diante do Senhor.

 

Acontecimentos como o que foi registrado em Atos 3.8, onde o homem que anteriormente era manco saiu “andando, e saltando, e louvando a Deus” podem agora ser vistos de um ângulo diferente, especialmente quando nos lembramos do papel indispensável que as danças sempre tiveram na adoração do povo de Israel.

 

“Louvem o Seu nome com danças…” (Sl 149.3).

 

“Louvai-O com pandeiros e com danças” (Sl 150.4).

 

 

 

Alguns Exemplos de Danças na Bíblia:

 

 

 

1)- Para a Celebração de Salvação ou Libertação – “Então Miriã, a profetisa, a irmã de Aarão, tomou o tamboril (uma espécie de pandeiro) na sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças” (Êx 15.20).

 

“Vindo pois Jefté a Mizpá, à sua casa, eis que a sua filha lhe saiu ao encontro com pandeiros e com danças…” (Jz 11.34). Jefté havia retornado de uma grande vitória.

 

 

 

2)- De Regozijo por uma Restauração – Quando a Arca da Aliança estava sendo restaurada para Jerusalém:

 

“Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor…” (2 Sm 6.14).

 

“Mical… via ao rei Davi saltando e dançando diante do Senhor…” (2 Sm 6.16).

 

“…Mical… viu ao rei Davi saltando e dançando diante do Senhor” (1 Cr 15.29).

 

Jeremias profetizou sobre a gloriosa restauração por vir: “Então a virgem se alegrará na dança, e também os mancebos e os velhos; e tornarei o seu pranto em alegria, e os consolarei, e transformarei em regozijo a sua tristeza” (Jr 31.13).

 

De acordo com Lamentações 5.15, as danças deles haviam sido transformadas em pranto, ao serem levados para o cativeiro. Em Jeremias 31.13, vemos que as danças foram restauradas quando eles novamente foram trazidos do cativeiro.

 

Em Joel 1.12, vemos que a sequidão e a esterilidade vêm sobre o povo de Deus quando “a alegria se seca entre os filhos dos homens”.

 

A alegria e o riso que acompanham uma saída do cativeiro são um testemunho aos incrédulos de que “o Senhor fez grandes coisas por nós, e por isso estamos alegres” (Sl 126.3).

 

 

 

3)- As Danças no Novo Testamento – Os que se opõem às danças na Igreja hoje, argumentam que elas eram meramente um fenômeno do Antigo Testamento e que não têm lugar algum na Igreja do Novo Testamento. Contudo, é óbvio ao lermos o Novo Testamento que esta expressão encontra-se lá também.

 

Jesus disse: “Regozijai-vos nesse dia, exultai; porque, eis que é grande o vosso galardão no céu…” (Lc 6.23).

 

Uma das palavras gregas traduzidas por alegria e que aparece frequentemente no Novo Testamento é agalliao, que significa literalmente, “saltar de alegria”.

 

Este não é um tipo de alegria lá no profundo do nosso íntimo, e sim uma expressão dinâmica e emotiva de uma tremenda alegria, a qual faz com que literalmente “saltemos de alegria”. Em seguida apresentamos algumas referências do Novo Testamento onde ela ocorre:

 

“… Jesus Se regozijou (agalliao) no Espírito…” (Lc 10.21).

 

Disse então Maria: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra (agalliao) em Deus meu Salvador” (Lc 1.46,47).

 

O carcereiro “… alegrou-se (agalliao) na sua crença em Deus, com toda a sua casa” (At 16.34).

 

Os crentes saltam de alegria por causa do poder de Deus para salvar e pela gloriosa herança que está reservada para eles (1 Pe 1.3-7).

 

Bem no final do Novo Testamento encontramos uma exortação: “Regozijemo-nos e alegremo-nos (agalliao) – salte de alegria) e demos-Lhe (a Cristo) glória; porque vindas são as Bodas do Cordeiro, e já a Sua esposa se aprontou” (Ap 19.7).

 

Quando o Filho Pródigo foi restaurado ao seu pai, houve “música e danças” (Lc 15.25). Quando ocorrer descritas pelos profetas, é preciso que haja danças também, pois esta é uma das coisas preditas pelos profetas (Jr 31.13).

 

 

 

Alguns Aspectos da Dança Bíblica:

 

1)- É espontânea, e não sofisticada em seu estilo. Não tem forma estruturada, exercitada e precisa.

 

É expressa com saltos, pulos e rodopios. Era às vezes acompanhada de cânticos (1 Cr 15.29; Sl 149.3).

 

Em geral era acompanhada de cânticos (Êx 14.20,21).

 

2)- Pode ser praticada por um indivíduo ou por um grupo. Davi dançou diante do Senhor. Miriã e todas as mulheres dançaram.

 

3)- Não é executada com membros do sexo oposto em particular, mas sim, sempre juntos em comunhão com os irmãos em Cristo. Davi dançou diante do Senhor. Miriã e todas as mulheres dançaram (Êx 15.20). Homens jovens e velhos juntos (Jr 31.13).

 

4)- Não há limites de idade. Jovens e velhos juntos.

 

5)- Os cânticos e as danças em geral vinham juntos. “Não é este aquele Davi, de quem uns aos outros cantavam nas danças, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém Davi as suas dezenas de milhares?” (1 Sm 29.5).

 

6)- Há uma hora apropriada para as danças. “Tempo de chorar… e um tempo de dançar” (Ec 3.4).

 

7)- Deus profetizou uma restauração das danças. “… e sairás nas danças dos que se alegram” (Jr 31.4). “Então a virgem se alegrará na dança…” (Jr 31.13).

 

 

 

Cuidado: As danças de natureza carnal estão associadas com o abandono da fé, idolatria, imoralidade e mundanismo, como, por exemplo, as danças ao redor do bezerro de ouro (Êx 32.19).

 

Satanás tem uma falsificação para tudo. As falsificações, no entanto somente provam a realidade do genuíno e original.

 

O fato de que Satanás pode falsificar algo, não significa que não deveríamos praticar o genuíno.

 

 

 

7. Instrumentos Musicais – Eram frequentemente usados na Bíblia para expressarem louvor e adoração. Podem ter também um papel vital na adoração hoje.

 

A Bíblia nos ordena: “Louvai-O com o som de trombeta; louvai-O com o pandeiro e a flauta; louvai-O com instrumentos de cordas e com órgãos. Louvai-O com os címbalos sonoros” (Sl 150.3-5).

 

Tocar “No Espírito”. Os músicos que desejam oferecer louvores em seus instrumentos devem buscar a excelência nisto. Precisam aplicar-se para “tocarem os seus instrumentos com habilidade” (Sl 33.3).

 

Isto não significa necessariamente uma habilidade perfeita. É uma habilidade espiritual, e não um talento natural. A habilidade não está somente no tocar o instrumento, mas na interpretação da direção do Espírito. Chamamos a isto de “tocar no Espírito”.

 

A harpa tocada com habilidade por Davi expulsava os espíritos malignos de Saul (1Sm 16.23).

 

Os músicos podem produzir um ambiente que conduza ao exercício dos dons espirituais.

 

4.000 músicos louvaram ao Senhor com seus instrumentos na consagração do Templo de Salomão (1 Cr 23.5). “E ouvi uma voz do céu, como a voz de muitas águas, e como a voz de um grande trovão; e ouvi uma voz de harpistas, que tocavam com as suas harpas. E cantavam um como cântico novo diante do trono…” (Ap 14.2,3).

 

 

 

8. Com Silêncio – Em total contraste ao som dos cânticos, instrumentos musicais, danças, etc. é a expressão do louvor através do silêncio. “…tempo de ficar calado, e tempo de falar” (Ec 3.7).

 

Não tenha medo do silêncio. Às vezes o Espírito Santo traz um silêncio santo sobre as congregações. Nestas ocasiões, o silêncio se torna profundo e eloquente. Há em geral um grande senso de respeito e reverência nestas ocasiões. Podemos ficar em pé ou sentados silenciosamente diante de Deus, contemplando-O e venerando-O. “Aquietai-vos, e sabei que Eu sou Deus…” (Sl 46.10).

 

 

 

9. Chorar – Esta pode ser também uma resposta legítima de louvor a Deus. Não é o choro de tristeza e pesar, mas de gratidão. Às vezes, ao meditarmos na grandeza e bondade de Deus, a única resposta apropriada à Sua bondade é chorarmos lágrimas de gratidão.

 

Não tenha medo de fazer isto. Não é um sinal de fraqueza. Deixe que as lágrimas corram. A nossa reação humana é, em geral, reter as lágrimas.

 

Contudo, o choro pode, às vezes, expressar os desejos mais profundos do nosso ser, de uma maneira como nenhuma outra. Ele geralmente traz uma libertação profunda. Não deveríamos, no entanto, ser dados a muito choro, pois isto pode ser um sinal de que algo está errado em nosso íntimo, e, em muitos casos assim, talvez haja necessidade de uma cura interior. Quando Neemias começou a ler e explicar a Palavra de Deus, o povo chorou ao ouvir.
Neemias permitiu que eles chorassem por algum tempo, mas então interrompeu o choro deles e os instruiu assim: “Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, …não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força” (Ne 8.10). Muito choro nos enfraquece, enquanto que a alegria do Senhor é uma fonte de força.

 

 

 

10. Risos – Realmente existe algo chamado de “sorriso santo”, quando um desejo de rirmos de alegria pela nossa salvação e pelas bênçãos recebidas para o Senhor nos sobrevém. Não é uma resposta a algo engraçado que alguém tenha dito. É uma expressão de uma alegria tão elevada no Senhor que a única maneira que podemos expressá-la é através do sorriso de alegria pela presença santa do SENHOR.

 

O povo de Israel experimentou isto após o seu retorno do cativeiro. “Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cânticos…” (Sl 126.2).

 

“Eis que Deus não rejeitará ao reto… até que de riso te encha a boca, e os teus lábios de louvor” (Jó 8.20,21).

 

 

 

11. Marchar – Deus frequentemente mandava que o Seu exército marchasse. Provavelmente, o melhor exemplo conhecido foi a marcha ao redor de Jericó (Js 6.2-5). Israel marchou em resposta ao mandamento de Deus, e Jeová derribou as muralhas de Jericó. Muitas muralhas ainda caem quando o povo de Deus marcha em resposta à Sua direção (muralhas de orgulho, incredulidade, escravidão espiritual, etc.).

 

Josafá e seu exército marcham e cantaram louvores a Deus, e Deus entregou os seus inimigos em suas mãos, ainda que estes últimos fossem em muito maior número (2 Cr 20.20-22).

 

Muitas congregações têm feito marchas em resposta à direção do Espírito. Marchar ao redor de uma igreja pode parecer à mente natural tão ridículo quanto marchar ao redor de Jericó. Mas em geral os resultados têm sido quase tão dramáticos. Muralhas de escravidão, orgulho e amargura têm sido derribadas. Este tipo de marcha é chamado às vezes de “Marcha de Jericó”. Outros o chamam de “marcha de glória”.

 

A Noiva de Cristo é retratada como um exército marchando em frente e em união (Ct 6.4-10).

 

 

 

12. Regizijando-se no Senhor – Esta é ainda outra maneira de se louvar ao Senhor. Quando Neemias entrou na presença do rei com um rosto triste, o rei soube imediatamente que algo estava drasticamente errado. Neemias disse: “Eu nunca antes estivera triste diante do rei. E o rei me disse: Por que está triste e teu rosto, pois não estás doente. Não é isto senão tristeza de coração” (Ne 2.1-2).

 

Neemias atemorizou-se. Entrar na presença do rei com um rosto triste parecia ser uma indicação de que ele estava descontente no serviço do rei. Isto seria um insulto ao rei e não seria tolerado por ele. Por isso é que Neemias atemorizou-se e rapidamente começou a explicar o motivo de seu rosto triste e que não tinha nada a ver com as condições nas quais estava servindo ao rei.

 

Ninguém ousaria entrar na presença do rei com um rosto e gestos tristes. Contudo, muitos cristãos entram na presença do Rei dos reis de uma maneira triste e lamuriante. Fazer isto é um insulto a Deus. É uma indicação de que estamos longe de estarmos satisfeitos com a nossa porção sob Seu governo.

 

A maneira adequada de entrarmos na presença do Rei é com regozijo, o que indica que estamos muito satisfeitos com a nossa posição e que somos gratos pela honra que nos foi concedida de sermos servos do Rei!

 

Frequentemente, o seguinte verso de louvor era dito ao povo de Deus: “E regozijareis diante do Senhor teu Deus” (Dt 12.12).

 

Deus estava instituindo um lugar onde Ele pudesse Se encontrar com eles: “Então haverá um lugar que escolherá o Senhor vosso Deus para ali fazer habitar o Seu nome; ali trareis tudo o que vos ordeno; os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios, e os vossos dízimos, e a oferta alçada da vossa mão, e toda a escolha dos vossos votos que votardes ao Senhor. E vos alegrareis perante o Senhor vosso Deus, vós, e vossos filhos, e vossas filhas, e os vossos servos…” (Dt 12.11,12).

 

Assim sendo, Deus decretou que, ao chegarmos ao lugar que Ele ordenou para nos encontrarmos com Ele, deveríamos nos apresentar com regozijo. Davi entendeu isto ao dizer: “Entrai por Suas portas com gratidão, e em Seus átrios com louvor…” (Sl 100.4).

 

Quando o povo de Israel guardava as Festas do Senhor, eles deviam fazê-lo com regozijo diante Dele. “… e vos alegrareis perante o Senhor vosso Deus…” (Lv 23.40). O regozijo é uma maneira de expressarmos a nossa gratidão e o louvor. Quando damos um presente a alguém, o regozijo desta pessoa indica o prazer e a apreciação dela.

 

Assim também quando nos regozijamos diante do Senhor, estamos expressando nosso prazer Nele e nossa apreciação Dele. É uma pena muito grande que tantas igrejas incutiram a idéia de que a reverência é solenidade, quietude e sobriedade. Parece que elas pensam que o expressar alegria é o ápice da irreverência. Nada poderia estar mais afastado da verdade.

 

Os cristãos deveriam ser as pessoas mais alegres da cidade, e o seu regozijo deveria ser óbvio a todos. A Igreja, em suas reuniões, deveria ser uma celebração. Ela atrairia, então, muito mais pessoas, pois ela refletiria mais fielmente a verdadeira natureza de Deus. Ao invés, muitas igrejas modernas afastam, muitas vezes, as pessoas devido à sua frieza e tristeza. São tão solenes e pesadas. O ambiente é tão rígido e formal. As pessoas se comportam de uma maneira tão falsa, tão religiosa, e sem naturalidade alguma. Não deveria ser assim. Voltemos ao espírito de regozijo diante do Senhor.

 

Há muitas maneiras pelas quais o nosso regozijo pode ser expresso. Cantando cânticos alegres, ao invés de cânticos melancólicos, é uma maneira.

 

Levantando as nossas mãos, batendo palmas e dançando são algumas das outras maneiras. O regozijo no Senhor faz com que estejamos muito mais descontraídos na presença de Deus. Precisamos de menos formalidade e de mais realidade! Este mundo já é um lugar triste o suficiente sem que venhamos acrescentar a nossa contribuição de tristeza. Procuremos abrilhantá-lo, pois somos luz do mundo.

 

No Novo Testamento, a palavra grega “agallia” (já estudada anteriormente) é traduzida por “regozijar-se”! Isto significa literalmente “pular de alegria, regozijar-se extraordinariamente, ficar extremamente contente, com uma alegria enorme”. Esta é uma forma de alegria que é livre, desinibida, espontânea e expressiva. É tão livre que pode fazer com que saltemos de alegria como se fôssemos crianças.

 

 

 

EXPRESSÕES FÍSICAS DURANTE LOUVOR E ADORAÇÃO

 

1-Pular, gritar, erguer as mãos, bradar, correr, dançar por um longo periodo… O que é certo? Qual o limite? Como devemos reagir? Será que eu também devo?

 

Bem, estas são muitas das perguntas que temos. Geralmente ficamos apreensivos quando vemos as coisas acontecendo durante o louvor e adoração. E realmente a nossa atenção é cativada pelo que os nossos olhos estão vendo.

 

A pergunta de muitos é: o que tem fundamento bíblico e o que não tem? Como sei onde é o limite? Existe limite?

 

Analisemos algo, existem mais de 50 palavras no original para a palavra LOUVOR. E todas elas, sem exceção, são verbos que transmitem a idéia de AÇÃO.

 

O louvor nunca é algo contemplativo, meditativo, em silêncio. Ou seja, em outras palavras, se você diz estar louvando, você tem que estar exercendo alguma ação com seu corpo ou voz.

 

Por exemplo, a palavra Barak significa louvar, reverenciar, bendizer (‘diz bem de… ‘). A palavra Yadah significa confessar com mãos levantadas. Zamar, por sua vez, quer dizer fazer melodia ou dedilhar com cordas. Temos também Shabach, que é aclamar em alta voz, glorificar com louvor. Uma das palavras que mais gosto é Halal, que significa fazer barulho, fazer um claro e brilhante som, celebrar. E então? Como pode? Essas palavras só têm sentido quando colocamos em prática. Quando olhamos para um irmão, e ele está rolando, caído no chão, rindo, correndo pelo templo, ou pulando feito louco, por que é que muitas vezes nós o julgamos?

 

A palavra nos manda fazer barulho, nos manda levantar um glorioso louvor, e para isso, poderemos até “parecer tolos”. O nosso louvor tem que ser claro e brilhante: “Bendizei, ó povos, o nosso Deus; fazei ouvir a voz do seu louvor” (Sl 66:8).

 

Algo distintivo sobre louvor é que ele TEM QUE SER EXPRESSO seja através de canto, dança, instrumentos, gritos, proclamação, etc. Ou seja, ele tem uma natureza e forma extrovertidas.

 

Meditação não é louvor. Se você estiver assentado, observando, quieto, ou imóvel, você não estará louvando. Você pode até estar adorando, mas não está LOUVANDO!

 

E para terminar, quero deixar algumas razões pelas quais devemos louvar:

 

1) Porque somos ordenados a faze-lo. (Sl 150:1)

 

2) Porque Deus habita no meio dos louvores. (Sl 22:3)

 

3) Há poder no louvor (Sl 149:6).

 

4) Porque é bom louvar a Deus (Sl 92:1; Sl 135:3)

 

5) Porque fomos criados para isso (I Pe 2:9; Is 43:21)

 

6) Acima de tudo, porque ELE É DIGNO E MERECEDOR! (Sl 48:1; Ap 4:11)

 

Nós louvamos a Deus quando nos achegamos a Ele. Quando Ele se achega a nós, então nossa única reação é adorar! Louvor é o que fazemos para que Ele venha! Adoração é o que fazemos quando Ele se manifesta!

 

Louvor nos traz à presença de Deus! Adoração responde à presença de Deus! Portanto, abra sua boca aí mesmo onde você está! Que os altos louvores do Senhor sejam ouvidos em sua vida!

 

 

 

A CONDIÇÃO ESPIRITUAL DO ADORADOR

 

“PURIFICAI-VOS, VÓS QUE LEVAIS OS VASOS DO SENHOR”

 

Existem diversos elementos relacionados à qualidade e ao poder do louvor: a música, a letra, sua origem e seu propósito. Entretanto, ainda que determinada composição musical seja feita sob a unção do Espírito Santo e contenha todas as características desejáveis, sua aceitação diante de Deus vai depender também de quem está cantando, ou seja, sua situação espiritual. Uma linda obra de arte pode ser destruída se estiver em mãos erradas ou em mãos sujas.

 

“Aos retos fica bem o louvor” (Salmo 33.1). Deus não quer o louvor do ímpio, nem do cristão que estiver em pecado (Salmo 50.16-17). O que o Senhor deseja nesses casos é a conversão e o arrependimento. Se um filho ofendeu ao pai, deverá se reconciliar antes de tentar agradá-lo com palavras.

 

Se estivermos sujos diante de Deus, nossa oferta se tornará abominável aos Seus olhos, ainda que ela represente um sacrifício para nós (1Sm 15.22; Is 1.13; Mt 5.23-24). Toda espécie de oração que fizermos será rejeitada (Pv 28.9), a não ser aquela que venha trazer nossa confissão de pecado. Nossa música se tornará um barulho insuportável aos ouvidos de Deus (Am 5.23). Assim, o louvor será apenas um rito religioso vazio.

 

Aquele que louva e adora ao Senhor precisa estar puro, afim de não contaminar e inutilizar a sua oferta. Isto é válido para todos os cristãos e especialmente para os que se dedicam ao ministério na casa de Deus. “Purificai-vos, vós que levais os vasos do Senhor” (Is 52.11).

 

O profeta Malaquias disse que Deus, como um lavandeiro e um ourives, purificaria os levitas para que trouxessem ofertas aceitáveis diante do altar (Mal 3.1-4). Vemos, nessa passagem, dois processos purificadores:

 

1- O lavandeiro trabalha com sabão e água, que é um símbolo da Palavra de Deus (João 15.3; Ef 5.26). Quando pecamos, O Senhor nos fala amorosamente para que tomemos atitudes de conserto.

 

2 – O ourives trabalha com fogo, que simboliza a tribulação e a ira de Deus (1 Pd 1.6-7; Jr 4.4). Quando não damos ouvidos à Palavra, entramos em tribulações. O fogo age mais profundamente, destruindo impurezas que a água não conseguiu tirar. Muitas tribulações poderiam ser evitadas se tomássemos as atitudes certas no tempo certo. Quando somos atribulados, nossa consciência se desperta para o reconhecimento do pecado.

 

Precisamos receber a Palavra de Deus e corrigir as nossas ações antes que venha o fogo do ourives. O arrependimento, a confissão e o conserto farão com que o nosso louvor seja puro e suba diante de Deus como oferta suave e aprazível.

 

 

 

O SERVIÇO DE LOUVOR E ADORAÇÃO PARA DEUS

 

Se diligentemente obedecerdes a meus mandamentos que hoje vos ordeno, de amar o SENHOR, vosso Deus, e de servi-lo de todo o vosso coração e de toda a vossa alma, darei as chuvas da vossa terra a seu tempo, as primeiras e as últimas, para que recolhais o vosso cereal, e o vosso vinho, e o vosso azeite. Darei erva no vosso campo aos vossos gados, e comereis e vos fartareis. Guardai-vos não suceda que o vosso coração se engane, e vos desvieis, e sirvais a outros Deuses, e vos prostreis perante eles; que a ira do SENHOR se acenda contra vós outros, e feche ele os céus, e não haja chuva, e a terra não dê a sua messe, e cedo sejais eliminados da boa terra que o SENHOR vos dá. Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma; atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontal entre os olhos. (Deuteronômio 11:13-18)

 

Nesses dias o Senhor tem me confrontado quanto ao que é realmente servi-lo e se isso tem sido verdade na vida da igreja em nossos dias.

 

Muitas vezes somos questionados em nossas congregações ou mesmo por nossos amigos se somos servos de Deus e a resposta parece estar sempre na ponta da língua: “Sim! Claro que sou! Sirvo ao Senhor!” Mas será que isso é verdade em nós?
A palavra servir significa: estar ao serviço de; consagrar-se ao serviço de; estar às ordens de; ser criado de; prestar bons ofícios a, ser útil a; auxiliar; cuidar de; desempenhar, exercer; empregar; usar; pôr na mesa (refeição, temperos); dar, ministrar (comida, bebida, etc. ); viver como  servo; exercer função; prestar serviços militares, ser militar; ser prestadio; dar serventia; ouvir; ajustar-se, adaptar-se; ser favorável, conveniente a; ser causa de; fazer as vezes de; aproveitar-se; fazer uso de; utilizar-se de uma iguaria (à mesa); dignar-se, haver por bem. E aí? Será que realmente somos servos do Senhor?

 

Amados, o Senhor tem procurado uma igreja sincera, que reconhece as suas mentiras e fraquezas diante d’Ele para que Ele traga a cura e a restauração.

 

Questionamos-nos por que em nossos dias não acontecem sinais e prodígios como os que Jesus fez se ele nos disse que, se crêssemos, faríamos coisas ainda maiores que as que ele fez. A resposta é bem simples: maravilhas não acontecem porque além da falta de fé, não somos totalmente sinceros na nossa vida com Deus e com nossos irmãos.

 

Temos a mesquinha preocupação de nos parecermos “os espirituais” e sermos referência para homens quando isso não vale de nada e temos como resultado uma vida de mentiras para os outros e para nós mesmos.

 

Começamos a nos enganar achando que somos espirituais, servos de Deus, quando não somos nada disso e o Senhor nada pode fazer porque Ele não despreza um coração contrito e um espírito quebrantado, mas nossos corações não têm estado assim.

 

Servir ao Senhor é fazer o que Ele quer na hora que Ele quiser. É entender que o talento que lhe foi dado foi para que você O servisse com ele.

 

Nós que fomos chamados para servir a ele com as danças precisamos entender que há um propósito para nossa dança. Que estamos ali como meros instrumentos dele para servi-lo.

 

Talvez para ministrar cura, libertação, comunhão entre irmãos, amor ou qualquer outra coisa que Ele queira. Mas ele precisa de servos. Autênticos servos para que isso aconteça.

 

Servos dispostos e sensíveis ao Espírito Santo para fazer o que ele quer que seja feito.

 

Servos cheios de verdade, fé e vigor para fazer aquilo que está no seu coração.

 

Servir a Deus é estar andando na rua e ministrar cura se o Senhor ordenar isso, falar sobre salvação se Deus quiser, exortar um amigo, profetizar libertação.

 

Isso é servir ao Senhor.

 

Se essas características têm sido verdade em sua vida então realmente podemos dizer que estamos servindo ao Senhor caso contrário não passa de mentira.

 

Precisamos ser sinceros conosco mesmo e com o Senhor para que Ele possa realmente contar com alguém que espalhe Sua glória, Sua presença e Seu reino nessa Terra.

 

Queridos, que a verdade seja restaurada entre nós para que o Senhor venha com a cura e Ele possa aparecer através de sua igreja.

 

Que não nos importemos mais em ser referência para homens, mas que o Senhor seja visto.

 

Que possamos reconhecer nossa podridão e nos colocarmos em condição de servos fiéis a Ele.

 

Que na sua dança você possa servir ao Senhor naquilo que Ele quiser que você faça, pois aí sim a glória será toda rendida ao seu amado Senhor, pois você será apenas um instrumento d’Ele.

 

Que Deus abençoe sua vida e que ser servo de Deus deixe de ser um chavão e passe a ser verdade no meio da igreja.

 

 

 

SER USADO É DIFERENTE DE SER APROVADO POR DEUS

 

Eu não quero somente ser usada por Deus. Quero ser aprovada! Talvez você se assuste com tal afirmação. Continue lendo e permita-me explicar-lhe melhor. Existe uma grande diferença entre ser usado por Deus e ser aprovado por Deus. É uma diferença tão grande, que chega a ser assustadora. Mateus 7:21-23 nos mostra uma cena onde Jesus tem um diálogo com pessoas que foram USADAS para operar milagres e maravilhas em Nome de Jesus. Leia cuidadosamente cada palavra, mesmo que você já conheça o texto. Lembre-se que os detalhes é que contém o tesouro escondido nessa passagem tão pouco pregada.

 

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”.

 

Talvez sua primeira reação seja: “Ah, eu já conheço este texto”; (esse é o erro de muitos cristãos hoje em dia). Mas O Senhor Jesus, falando aos discípulos, lhes disse que esta cena aconteceria. E o mais assustador: Jesus não falou que alguns lhe dirão isto. Ele disse que muitos, naquele dia, lhe questionarão sobre os seus feitos, usando como argumento o fato de terem sido USADOS por Deus.

 

E o que isso tem a ver com instrumentistas, cantores, artistas plásticos, dançarinas, dentre outros, que usam formas de arte para adorar a Deus?

 

Ás vezes você está ministrando ao coração de Deus, quer seja tocando, cantando ou através de qualquer outra forma, já citada. E você consegue ver o agir de Deus. Você pode sentir o mover do Espírito Santo. Talvez você esteja fazendo algo e vendo as pessoas sendo abençoadas, curadas, restauradas. E então você vai embora pensando: “Que benção! Deus me usou!”. Mas o fato de Deus ter usado você (no caso, um vaso, canal para o Espírito Santo), não significa que tudo está bem dentro do seu coração! Infelizmente esta é a verdade e não conheço uma forma mais clara de dizê-la. Ser usado não significa ser aprovado. Talvez você pense: “Mas Deus não usa um vaso que não está santificado!” Deus USOU Faraó! Ele mesmo disse que o usaria para levantar Seu Nome e mostrar a Sua Glória! Deus usou Nabucodonozor! Deus usou a famosa mula de Balaão! Então, Deus usa sim! Você também já deve ter ouvido histórias em que pessoas incrédulas, iníquas, são ‘usadas’ por Deus para até mesmo falar com ‘cristãos’ que infelizmente não têm dado ouvidos a Deus. Deus usa os incrédulos! Deus usa quem Ele quer!

 

No texto de Mateus, é inquestionável o fato de que aquelas pessoas tenham sido usadas por Deus. Elas operaram muitos milagres. Elas curaram. E não foi no nome delas mesmas. Foi no Poderoso Nome de Jesus. E aqueles que foram curados, receberam milagres, libertações de espíritos malignos pelo poder de Deus foram ricamente abençoados. E talvez saíssem pensando: ‘Puxa! Fulano é uma benção! Deus o usou na minha vida para que eu fosse liberto, curado, etc’. Repito que ser USADO por Deus não significa que seu coração está correto perante o Espírito Santo, que tudo vê e tudo sonda.

 

Quando Deus te usa e pessoas são abençoadas, nunca é por sua causa, porque você ‘orou o suficiente’, ‘jejuou o suficiente’, etc… Sempre é por dois motivos: primeiro porque Ele é fiel à Palavra Dele, e segundo, por misericórdia das pessoas às quais você ministra; Ele honra aqueles que estão ali, sedentos para receber de Deus! Vemos pastores, ministros, etc, que são tremendamente usados por Deus e saem achando que são os mais ungidos!

 

 

 

SER USADO NÃO QUER DIZER SER APROVADO

 

Quando somos aprovados, consequentemente somos usados por Deus, pois estamos levando uma vida reta diante dos olhos do Senhor. Mas o contrário nem sempre é verdade. Ser usado não quer dizer que somos aprovados.

 

Paulo, em sua carta a Timóteo, deixa um conselho extremamente sábio e útil para nossas vidas nos dias de hoje. Ele não disse para que Timóteo se apresentasse a Deus como alguém USADO. Ele disse:

 

“Procura apresentar-te a Deus APROVADO, como obreiro que não tem de que se envergonhar…” (2Tm. 2:15).

 

Por isso concluo, dizendo que não quero somente ser USADA para ser benção na vida de outras pessoas, usando o precioso Nome de Jesus para operar milagres, e no último dia, ouvir: “Apartai-vos de mim!”. Não é esta a frase que quero ouvir de Deus. E sei que minhas atitudes fora dos ‘holofotes e luzes’, quando ninguém me vê, é que vão determinar qual a reposta que receberei de Deus. Eu quero ouvir: “Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mt. 25:23).

 

E para sermos aprovados, temos que seguir os passos de Jesus, irmos para a nossa cruz todos os dias e carregá-la, vivendo de um modo digno do nome que carregamos.

 

“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lc. 9:23).

 

Que o Senhor te abençoe e imprima estas palavras em seu coração sedento!

 

 

 

O USO BÍBLICO DO INSTRUMENTO SHOPHAR

 

Vamos olhar como o shophar foi feito, usado, e o que é som da perfuração significado àqueles que o ouviram.

 

CABRA SELVAGEM, de um ANTÍLOPE, de um KOODOO AFRICANO, de um GAZEL, Mas nunca de uma VACA ou de um BOI.

 

A razão: Não querem lembrar o bezerro de ouro. Os chifres da vaca foram proibidos para o ritual que funde aparentemente porque as vacas não eram os animais sacrificial (referência: Mishna, Rosh Ha-Shanah 3:2).

 

O chifre preferido é de um carneiro ou de uma cabra selvagem porque é curvado. Isto retrata suposta a vontade do homem dobrar-se antes do Deus.

 

O chifre de um carneiro pequeno pode ter 7 a 9 polegadas (16,8 a 21,6 cm) de comprimento. Grande pode ter 14 a 18 polegadas (33,6 a 43,2 cm) de comprimento. É medido na curva exterior do chifre.

 

Quando você sopra nele você pode tocar um som harmônico ou soar dois acordes.

 

O Koodoo africano pode ter até 36 polegadas (86,4 cm) de comprimento com uma torção tripla. Estes são chifres muito bonitos.

 

Há muitos mais sons harmônicos nestes chifres porque são mais longos. Os sons criados por estes chifres mais longos são profundos, ricos e bonitos.

 

Você chamá-lo-ia música e não ruído. Na referência aos sons harmônicos, isto é como uma corneta.

 

Alguns rabinos judeus dizem que tocar o shophar é como um jogo sem palavras.

 

O Shophar é mencionado na Bíblia aproximadamente 70 vezes. É traduzido como:

 

Trombeta e corneta. A palavra hebraica ” chatsotserah ” também é traduzida como a ” trombeta ” e indica as trombetas de prata. Você pode ter que olhar na concordância de Strongs ou na concordância analítica de Young para ver que palavra hebraica é usada.

 

O Shophar é feito em quatro etapas:

 

1. O calor e a pressão são usados fazê-lo mais atrativo.

 

2. A roda moendo é usada moer e remover o exterior áspero e revelar uma textura e uma coloração bonita.

 

3. Uma broca é usada abrir um trajeto assim que o ar pode correr através do chifre.

 

4. A última etapa está lustrando que o gira em um objeto bonito da arte. Lustrar alisa para fora da aspereza à esquerda pelo processo moendo e traz um brilho lustroso elevado ao shophar.

 

Alguns judeus messiânicos sentem que há algumas qualidades ESPIRITUAIS a este processo:

 

1. Calor e pressão dos usos do Deus em nossas vidas ajudar-nos crescer. Faz este através das situações, das experimentações e dos testes.

 

2. O processo moendo revela nossa beleza interior com o Espírito Santo de Deus.

 

3. O furo perfurado permite que a respiração do Deus corra através de nós.

 

4. Lustrar representa deixar nosso brilho claro trazer a gloria de Deus.

 

O Shophar é provavelmente o instrumento musical o mais velho ainda no uso hoje. O chifre da carneiro pôde ter sido o primeiro instrumento jogado na terra. O pai de todos aqueles que tocam harpa e a flauta era Jubal (Gn.4:21). Um nome relacionado à palavra hebraica para carneiro (Gn. 31:27).

 

À mente hebraica, os chifres eram símbolos potentes, não somente potência física do simbolismo (Deut 33:17) mas o Santuário foi projetado por Deus: o altar sacrificial e o altar do incensário teve os chifres (Ex.27:1, 30:1).

 

O Senhor Ele mesmo é ‘o chifre da nossa salvação’ (2Sm. 22:3, Sl 18:2). Cada um shophar veio de um animal apropriado para o sacrifício da ordenação de Deus. Além, chifres (shophar), carregados o óleo da unção divina (1 Sm.16:1). Relativo à maioria dos outros instrumentos, um chifre animal é feito divinamente.

 

Soprar do chifre era uma maneira de envolver a natureza no elogio do Criador. Os Salmos 150:3 dizem: Louvai-o com o som da trombeta (shophar).

 

 

 

HÁ CINCO (5) OCASIÕES DIFERENTES ONDE O SHOPHAR É USADO:

 

I. É USADO EM CADA OCASIÃO ALEGRE.

 

O que poderia ser mais alegre do que um casamento. A parte da resposta para o uso continuado do chifre de carneiro é provavelmente aquela apesar das limitações musicais, chifres de carneiros eram fabricados de modo eficaz. Em casamentos judaicos nos dias do Senhor Jesus o shophar foi usado quando o partido do casamento começou perto da casas das noivas, ele deu um grito e soprava o shophar deixava a noiva saber que o noivo estava vindo.

 

II. DEVE CONFUNDIR NOSSOS INIMIGOS.

 

Estados dos juizes 7:1,16-22: Então Jerubbaal (isto é, Gideão) e todos os povos que estavam com ele adiantados cor-de-rosa e encamped ao lado do bem de Harod, de modo que o acampamento do Midianitas estivesse no lado norte dele pelo monte de Moreh no vale. (16) Então dividiu os três cem homens em três companhias, e pôs uma trombeta (shophar) na mão de cada homem, com jarros vazios, e tochas dentro dos jarros. ( 17 ) E disse-lhes, o ” olhar em mim e do mesmo modo; relógio, e quando eu venho à borda do acampamento você fará como eu : ( 18 ) ” quando eu toco a trombeta, e todos estão comigo, então toque também as trombetas (shophars) em cada lado do acampamento inteiro, e a palavra, ‘ a espada do SENHOR e de Gideão! ‘ ” ( 19 ) assim Gideão e os cem homens que eram com ele vieram ao outpost do acampamento no começo do relógio médio, apenas porque tinha afixado o relógio; e soprarão as trombetas (shophars) e quebraram os jarros que estavam em suas mãos. ( 20 ) Então as três companhias tocaram as trombetas (shophars) e quebraram os jarros; prenderam as tochas em suas mãos esquerdas e nas trombetas (shophars) em suas mãos direitas para tocar; e gritaram, ” a espada do SENHOR e de Gideão! “(21).E cada homem esteve em seu lugar toda em torno do acampamento; e o exército inteiro funcionou e gritou para fora e fugiu. (22) Quando os três cem tocaram as trombetas (shophars), o SENHOR ajustou a espada de cada homem de encontro a seu companheiro durante todo o acampamento inteiro; e o exército fugiu para Zererá, até Bete-Sita, até aos limites de Abel-Meolá, acima de Tabate.

 

III. USADO NO COMEÇO DE CADA MÊS.

 

Sopro de Sl. 81:3-4 (NKJV) a trombeta (shophar) na altura da lua nova, na lua cheia, em nosso dia solene da festa. ( 4 ) Para este é um estatuto para Israel, lei de do Deus de Jacob.

 

IV. USADO AO ATENDIMENTO DE UM CONJUNTO SAGRADO E UMA RÁPIDA SOLENIDADE.

 

O shophar é tocado na sinagoga em determinadas ocasiões especiais: no ano novo (festa das trombetas), na conclusão do dia Da Expiação, e no sétimo dia da festa de Tabernáculos.

 

No templo, de acordo com Josephus, os instrumentos foram soados no Sabbath, no começo da noite de sexta-feira. Citações de Josephus ‘ nas Guerras dos Judeus.

 

Vamos olhar a mesma escritura outra vez para este ponto. O toque da trombeta em Sl. 81:3-4 (NKJV), a trombeta (shophar), na altura da lua nova, na lua cheia, em nosso dia solene da festa. (4) Para este é um estatuto para Israel, lei do Deus de Jacó.

 

V. USADO PARA O SOM DA GUERRA

 

Qual era reação de Jeremias quando ouviu o som do chifre de carneiro?

 

Jeremias 4:19-21 diz: O minha alma, minha alma! Eu sou causado dor em meu coração! Meu coração faz um ruído em mim; Eu não posso prender minha paz, porque você se ouviu, a minha alma, o som da trombeta (shophar), o alarme da guerra. (20). A destruição em cima da destruição é gritada, porque a terra inteira é pilhada. Minhas barracas são pilhadas de repente, e minhas cortinas em um momento. (21). Quanto tempo eu verei o padrão, e ouço o som da trombeta (shophar)?

 

A trombeta, ou o chifre de carneiro, foram usados como um alarme da guerra. É som enchido aqueles que se ouviram que ele com medo porque o souberam significaram que o horror da guerra era eminente! É este aviso de uma crise eminente que ajuste distante a festa das trombetas de outros dias santos do Deus.

 

É este aviso da guerra que dá a festa alegre das trombetas.

 

 

 

Á IMPORTÂNCIA DO SHOPHAR

 

Quando é ouvida a voz do Eterno, o que acontece? Seria isso mais um mistério que esteve oculto nas linhas das Escrituras até o dia de hoje? Vamos juntos descobrir coisas maravilhosas sobre a voz de Deus…

 

O que significa a palavra SHOPHAR? Seria sua tradução simplesmente “trombeta” como nos acostumamos a ler em nossas Bíblias ou há algo mais profundo por trás desta palavra? Vejamos a palavra em alguns contextos para tirarmos então nossas próprias conclusões:

 

Conheça o Som do Shophar: 1)tekiah 2) shevarim 3) teruah 4 ) Todos sons juntos.

 

 

 

O SHOPHAR E A VOZ DO ETERNO

 

A primeira ocorrência da palavra está em Ex 19.16 onde está escrito: “Ao terceiro dia, ao amanhecer, houve trovões, relâmpagos, e uma nuvem espessa sobre o monte; e ouviu-se um sonido de buzina mui forte, de maneira que todo o povo que estava no arraial estremeceu”. Duas coisas devem ser destacadas: a primeira é que a palavra sonido em hebraico é qol e significa “voz” e a palavra buzina é “shophar”! No versículo 19 do mesmo capítulo está escrito: “E, crescendo o sonido da buzina cada vez mais, Moisés falava, e Deus lhe respondia por uma voz”. Novamente há a ocorrência das duas palavras, shophar (buzina) e qol (aqui traduzido voz). Devemos salientar também que neste versículo Deus é Elohim (o Deus Criador). Ainda em Ex 20.18 está escrito: “Ora, todo o povo presenciava os trovões, e os relâmpagos, e o sonido da buzina, e o monte a fumegar; e o povo, vendo isso, estremeceu e pôs-se de longe”. Novamente está explícita aqui a associação de qual com shophar! Isto parece mostrar-nos que, ou o shophar “fala” ou ele representa a voz de alguém! Aqui está claro que o shophar é a voz de Elohim (do Deus Criador)! É como se, a partir deste toque alguma coisa extraordinária fosse acontecer! O shophar é tocado ou a voz do Eterno é ouvida e logo após é dado a Moisés aquilo que conhecemos como “Os dez Mandamentos”. Não é curioso que após o toque ou o ouvir desta misteriosa voz tenha ocorrido isso?

 

Neste contexto o toque do shophar traz à existência a palavra de Deus! E quando o povo de Israel viu a presença do Eterno e suas manifestações, foi tomado de medo, colocando-se ao longe! Em Levítico o mesmo toque do shophar anuncia o Ano do Jubileu! Agora ele traz à existência um ano inteiro de remissão, perdão, restituição. Tudo isso tem início no dia da expiação! Ou seja, quando o judeu começa a orar, pedir perdão pelos seus pecados e também libera perdão, então, ao toque do shophar se inicia o jubileu! Para nós isso é muito significativo, pois o jubileu simboliza a restituição e o perdão daquilo que fora feito no passado. E isso por quase uma geração! Parece que o Eterno quer nos dizer: quando meu povo inicia o processo de arrependimento e perdão sem restrições, então tem início também, no reino espiritual, o toque do shophar e a liberação da restituição e do perdão para aqueles que assim procedem! Assim como em Jubileu ocorria em Israel, nós cremos que ocorre conosco hoje, apenas com uma ressalva: para nós isso acontece primeiro no mundo espiritual para depois manifestar-se no mundo físico; ou seja, aquilo que geramos através de nossas vidas manifesta-se naquele instante! Mas quando isso ocorre para nós hoje? Quando podemos considerar o “jubileu” para nós?

 

 

 

SHOPHAR QUEBRANDO OBSTÁCULOS

 

Parece algo muito improvável que o simples toque de uma trombeta poderia ocasionar algo no mundo físico. Mas aconteceu! Quando Josué chega a Canaã, alguns obstáculos naturais são-lhe apresentados e o primeiro é a conquista de Jericó. Não podemos nos esquecer que naquela época, Jericó era uma cidade intransponível e por isso, praticamente inconquistável. Mas Deus quando envia seu povo para aquela terra já conhecia de antemão os obstáculos. Quando chega o momento a ordem é dada:

 

“Sete sacerdotes levarão sete trombetas de chifres de carneiros adiante da arca; e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as trombetas” (Js 6.4). Agora é adicionado um novo componente à esta marcha: “Chamou, pois, Josué, filho de Num, aos sacerdotes, e disse-lhes: Levai a arca do pacto, e sete sacerdotes levem sete trombetas de chifres de carneiros, adiante da arca do Senhor” Js 6:6. Agora vão para a marcha contra a cidade os sacerdotes, o povo, o exército e a arca do Senhor! O Senhor é apresentado aqui como YHWH (Há Shem), aquele que disse a Moisés que seu nome seria “Eu me torno aquilo que me torno!” Aqui o povo tinha uma necessidade: vencer a batalha contra a intransponível Jerico! Agora veja a metodologia que o Eterno usou para derrotar os inimigos de Israel: “E os homens armados iam adiante dos sacerdotes que tocavam as trombetas, e a retaguarda seguia após a arca, os sacerdotes sempre tocando as trombetas” Js 6:9. Note que até aqui nada aconteceu! Somente os sacerdotes estão tocando cada um seu shophar! Fisicamente nada mudou, mas no mundo espiritual já estava ocorrendo algo, pois como já vimos o toque do shophar é o ressoar da voz do Deus Eterno! Enquanto eles obedeciam e tocavam, ordens foram liberadas no reino espiritual determinando que o muro de Jericó fosse derrubado e que os israelitas conquistassem a cidade, pois era a voz de Deus que assim dizia! Enquanto eles andavam, tocavam, e enquanto tocavam algo se movia no mundo espiritual! “Os sete sacerdotes que levavam as sete trombetas de chifres de carneiros adiante da arca do Senhor iam andando, tocando as trombetas; os homens armados iam adiante deles, e a retaguarda seguia atrás da arca do Senhor, os sacerdotes sempre tocando as trombetas” Js 6:13.

 

Tudo foi feito conforme lhes fora ordenado e então, depois de cumprido o tempo determinado por Deus, as muralhas caíram em frente ao povo de Israel! Parece difícil de acreditar, mas o efeito do toque do shophar e da obediência em agir conforme lhes fora ordenado resulta na conquista da cidade de Jericó! Veja isso então: “E quando os sacerdotes pela sétima vez tocavam as trombetas, disse Josué ao povo: Gritai, porque o Senhor vos entregou a cidade” Js 6:16. Houve uma combinação um tanto quanto incomum: a voz do shophar e a voz do povo! “Gritou, pois, o povo, e os sacerdotes tocaram as trombetas; ouvindo o povo o sonido da trombeta, deu um grande brado, e o muro caiu rente com o chão, e o povo subiu à cidade, cada qual para o lugar que lhe ficava defronte, e tomaram a cidade” Js 6:20.

 

 

 

A CONVOCAÇÃO PARA A BATALHA

 

Em Juízes 3.27 Eúde convoca os filhos de Israel para a batalha através do toque do shophar. “E assim que chegou, tocou a trombeta na região montanhosa de Efraim; e os filhos de Israel, com ele à frente, desceram das montanhas”. Nas montanhas de Efraim (ao noroeste de Jerusalém) ele toca o shophar e convoca os filhos de Israel para lutarem pela libertação de seu povo, que naquela ocasião vivia sob o jugo dos moabitas. Aqui o toque do shophar (que era então conhecido na época) chamava os homens valentes para a batalha! Era um momento muito especial, pois o próprio Eúde já havia liquidado com o rei de Moabe, agora restara reconquistar aquilo que o inimigo havia roubado do povo de Israel. O toque do shophar, nas suas entrelinhas dizia ao povo:

 

“É tempo de nós trazermos de volta aquilo que o nosso inimigo nos usurpou! Vamos destemidamente à batalha!

 

Outra ocasião que nos chama atenção é quando Gideão convoca o povo para vencer os midianitas. “Mas o Espírito do Senhor apoderou-se de Gideão; e tocando ele a trombeta, os abiezritas se ajuntaram após ele” Jz 6:34. Vejamos a seqüência de fatos ocorridos aqui: O Espírito de YHWH (Eu me torno aquilo que me torno) apodera-se daquele que seria seu instrumento!
Naquele momento, quando o Espírito do Senhor está em Gideão, ele torna-se a boca do Eterno. Então ele toma o shophar e convoca o povo para a vitória. Novamente: um homem cheio da presença do Deus Eterno agora se torna instrumento de juízo contra os inimigos do Senhor. Novamente o shophar é um instrumento de convocação do povo. É como se a voz do Eterno estivesse soando e chamando-os para serem participantes da sua tremenda vitória! O episódio a seguir é simplesmente extraordinário: em Jz 7.8 está escrito: “E o povo tomou na sua mão as provisões e as suas trombetas, e Gideão enviou todos os outros homens de Israel cada um à sua tenda, porém reteve os trezentos. O arraial de Midiã estava embaixo no vale”.

 

O acontecimento nos fala de Gideão que escolhe trezentos homens para com eles subjugar o exército dos midianitas. Os homens que seguiram para a batalha levaram consigo suas provisões e seu shophar! Veja que coisa extraordinária, pois estes homens possuíam cada um deles, seu próprio shophar para com ele proclamarem, convocarem, profetizarem e anunciarem os feitos do Senhor! Cada um deles era a “boca do Senhor” e estaria logo mais na batalha para provar aos midianitas que eles possuíam a unção e a benção do único Deus que pode livrar e dar a vitória! Em Jz 7.16 são formados os “esquadrões” de guerra: “Então dividiu os trezentos homens em três companhias, pôs nas mãos de cada um deles trombetas, e cântaros vazios contendo tochas acesas”. Agora eles recebem a orientação de como atacar: “Quando eu tocar a trombeta, eu e todos os que comigo estiverem, tocai também vós as trombetas ao redor de todo o arraial, e dizei: Pelo Senhor e por Gideão!” Jz 7:18. Novamente aqui o Senhor é apresentado como aquele cujo nome significa “Eu me torno aquilo que me torno”. Havia entre eles um consenso muito grande quanto ao que fazer como fazer.

 

Agora, tudo dependia de sua ação! Então acontece que “Gideão, pois, e os cem homens que estavam com ele chegaram à extremidade do arraial, ao princípio da vigília do meio, havendo sido de pouco colocadas as guardas; então tocaram as trombetas e despedaçaram os cântaros que tinham nas mãos; Gideão, pois, e os cem homens que estavam com ele chegaram à extremidade do arraial, ao princípio da vigília do meio, havendo sido de pouco colocadas as guardas; então tocaram as trombetas e despedaçaram os cântaros que tinham nas mãos” Jz 7:19,20. Mas o que aconteceu então? “Pois, ao tocarem os trezentos as trombetas, o Senhor tornou a espada de um contra o outro, e isto em todo o arraial, e fugiram até Bete-Sita, em direção de Zererá, até os limites de Abel-Meolá, junto a Tabate” Jz 7:22. O resultado da batalha foi a vitória dos trezentos homens de Gideão que tinham como arma um shophar…

 

Está escrito no Salmo 29 que a voz do Senhor é poderosa, ela é cheia de majestade, ela quebra os cedros do Líbano, etc… Aqui, a voz do Senhor fez com que os inimigos fossem vencidos sem que houvesse nas mãos dos filhos de Israel sequer uma espada! A mesma voz que para os filhos de Israel traz livramento e vitória traz também para seus inimigos a derrota, infortúnio, morte! Assim novamente podemos afirmar: quando o Senhor fala algo SEMPRE acontece! O profeta Jeremias fala de outra convocação: a convocação para a vitória! “Anunciai em Judá, e publicai em Jerusalém; e dizei: Tocai a trombeta na terra; gritai em alta voz, dizendo: Ajuntai-vos, e entremos nas cidades fortificadas” (Jr 4:5). O povo é convocado para entrar e saquear as cidades fortificadas! Como? Tocando a trombeta e gritando! Parece uma estratégia estúpida! A vitória viria através do toque da trombeta e de gritos?

 

Esta é a estratégia que foi usada por Deus para a conquista de Jericó! No verso 19 o profeta clama pela batalha: “Ah, entranhas minhas, entranhas minhas! Eu me torço em dores! Paredes do meu coração! O meu coração se aflige em mim. Não posso calar; porque tu, ó minha alma, ouviste o som da trombeta e o alarido da guerra” (Jr 4:19). O profeta já escutou a convocação do Eterno e seu coração e sua alma (seus sentimentos) agora esperam o momento da batalha! Ele contempla a cena: “Até quando verei o estandarte, e ouvirei a voz da trombeta?” (Jr 4:21). Jeremias vê a bandeira (estandarte) de seu povo tremulando e ouve a voz do Eterno soando! Já há uma ansiedade no coração dele por este momento! O profeta sabe que este é o tempo da vitória!

 

 

 

O SHOPHAR ANUNCIA O JUÍZO DE DEUS

 

Antes de qualquer coisa ser feita, existe uma preparação para que o shophar seja tocado. Oséias diz assim: “Põe a trombeta à tua boca. Ele vem como águia contra a casa do Senhor; porque eles transgrediram o meu pacto, e se rebelaram contra a minha lei” (Os 8:1). Para que isso ocorra, primeiro, o homem de Deus coloca-se em pé (fica em posição de “trabalho” em contraste com o estar sentado ou deitado, que significa descanso). Este homem anunciará o mal que virá contra o povo do Senhor por causa de sua transgressão! Em Is 58.1 está escrito: “Clama em alta voz, não te detenhas, levanta a tua voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão, e à casa de Jacó os seus pecados”.

 

Aqui o profeta compara a voz daquele que anuncia ao shophar para anunciar o juízo e o pecado do povo! É a voz do Eterno que anuncia transgressão e os pecados de seu povo que se desviou de seus caminhos! Esta voz chama o povo de volta para o Senhor… É a voz do Pai que chama seus filhos de volta a si!

 

Novamente o profeta Jeremias fala sobre o juízo “Fugi para segurança vossa, filhos de Benjamim, do meio de Jerusalém! Tocai a buzina em Tecoa, e levantai o sinal sobre Bete-Haquerem; porque do norte vem surgindo um grande mal, sim, uma grande destruição” (Jr 6:1). Agora o toque da trombeta avisa aos filhos de Israel que um juízo estará sendo derramado sobre a nação, proveniente do norte! Existem aqueles que não querem ver (por não admitirem) a destruição! “Também pus atalaias sobre vós, dizendo: Estai atentos à voz da buzina. Mas disseram:

 

“Não escutaremos” (Jr 6:17). Os atalaias (ou vigias) negam-se a estar atentos à voz do Eterno que é ouvida através do shophar! Por isso, há uma necessidade de que os atalaias (ou vigias) que velam (cuidam) da integridade do povo do Senhor, primeiro, estejam atentos ao que ouvem. Segundo eles precisam, quando ouvirem a voz do shophar, discernirem o toque e agirem de acordo com aquilo que ouvem! Terceiro, eles precisam abrir suas bocas e dizer ao seu povo o que estão ouvindo de Deus! Esse é o seu papel! Não cumpri-lo implicará juízo sobre o povo, mas também sobre eles! Algumas vezes o povo do Senhor pensa e age de forma errada, tendendo à voltar ao seu antigo senhorio (de Satanás)! “Mas se vós disserdes: Não habitaremos nesta terra; não obedecendo à voz do Senhor vosso Deus, e dizendo: Não; antes iremos para a terra do Egito, onde não veremos guerra, nem ouviremos o som de trombeta, nem teremos fome de pão, e ali habitaremos” (Jr 42:13,14).

 

As longas lutas e tribulações trouxeram ao povo do Senhor um “cansaço” ou uma fadiga que fizeram com que o desânimo tomasse conta deles! Já havia entre eles um sentimento de “abdicação” ou “desistência” do Senhor! Eles queriam “abrir mão” do Senhor para voltar à “segurança” do Egito! Como se no Egito o povo de Deus tivesse alguma segurança! Eles já haviam esquecido que o Egito é sinônimo de escravidão, trabalho duro, opressão, dor física e mental, etc… A situação que também pode ocorrer é a seguinte: “… se, quando ele vir que a espada vem sobre a terra, tocar a trombeta e avisar o povo; então todo aquele que ouvir o som da trombeta, e não se der por avisado, e vier a espada, e o levar, o seu sangue será sobre a sua cabeça. Ele ouviu o som da trombeta, e não se deu por avisado; o seu sangue será sobre ele. Se, porém, se desse por avisado, salvaria a sua vida.

 

Mas se, quando o atalaia vir que vem a espada, não tocar a trombeta, e não for avisado o povo, e vier a espada e levar alguma pessoa dentre eles, este tal foi levado na sua iniqüidade, mas o seu sangue eu o requererei da mão do atalaia” (Ez 33:3-6). Neste caso o atalaia é colocado como a figura central do episódio: ele é o primeiro a receber o aviso através do som da trombeta e deve “repassar” este aviso aos seus compatriotas, pois deste aviso depende a vida das pessoas que o ouvem! Quando ele ouve, interpreta e dá o aviso, então muitos são poupados do juízo! Mas, quando isso não acontece (o atalaia não avisa), então há morte, dor, angústia, derrota! Tudo por causa de um atalaia infiel! Neste caso, os prejuízos causados por sua infidelidade serão cobrados deste homem!

 

 

 

O SHOPHAR E O DIA DO SENHOR DEUS

 

O profeta Joel nos fala assim: “Tocai a trombeta em Sião, e dai o alarma no meu santo monte. Tremam todos os moradores da terra, porque vem vindo o dia do Senhor; já está perto” (Jl 2:1). Desta vez o shophar anuncia o dia do Senhor! Agora o próprio Deus nos fala que o shophar será tocado me Sião, entre seu povo, e o alarme, que pede para que tenham atenção, no seu santo monte! Tudo isso acontecerá em Israel! O sinal de alerta já foi dado e ele aponta para este dia! Amós fala disso de outra forma: “Tocar-se-á a trombeta na cidade, e o povo não estremecerá? Sucederá qualquer mal à cidade, sem que o Senhor o tenha feito?” (Am 3:6). Este é o toque que anuncia o juízo final de Deus e mostra que qualquer coisa que aconteça (aqui, o mal) vem com permissão do Senhor!

 

Este dia será terrível para o homem, pois ele será acompanhado de terríveis sinais! “Dia de trombeta e de alarido contra as cidades fortificadas e contra as torres altas. E angustiarei os homens, e eles andarão como cegos, porque pecaram contra o Senhor; e o seu sangue se derramará como pó, e a sua carne como esterco” (Sf 1:16,17). No fim dos tempos, o próprio povo do Senhor será utilizado por ele para trazer juízo aos povos e nações. E Ele estará sobre seu povo para julgar os povos! “Por cima deles será visto o Senhor; e a sua flecha sairá como o relâmpago; e o Senhor Deus fará soar a trombeta, e irá com redemoinhos do sul”.

 

(Zc 9:14). Agora, o próprio Deus faz soar o shophar (a sua voz) anunciando ao mundo os seus juízos contra toda a impiedade!

 

Que assim seja e cumpra-se!

 

O Senhor quer trabalhar em conjunto com seu povo para que sua palavra e a nossa (profetizando a palavra de Deus) tragam derrota ao nosso inimigo!

 

 

 

O SHOPHAR E A VOZ DO DEUS ETERNO YAHWEH

 

O Avivamento bíblico e a Voz de Deus.

 

Um instrumento que tem sido ressuscitado no meio do povo de Deus, nestes dias é o SHOPHAR, um chifre de carneiro, que tem sido quase que um símbolo do presente mover do Espírito Santo. Creio que a compreensão do sentido escriturístico e espiritual do SHOPHAR vai conduzir a Igreja a usá-lo com discernimento e sabedoria. O termo shophar é traduzido em nossas versões bíblicas como buzina ou trombeta, mas com certeza o significado é mais profundo. Analisaremos esta palavra em alguns contextos básicos.

 

A palavra ocorre pela primeira vez em Êxodo 19:16: “Ao terceiro dia, ao amanhecer, houve trovões, relâmpagos, e uma nuvem espessa sobre o monte; e ouviu-se um sonido de buzina mui forte, de maneira que todo o povo que estava no arraial se estremeceu”.

 

A palavra sonido em hebraico é qol, que significa voz. A palavra buzina ou trombeta é shophar. Está escrito em Êxodo 19:19: “E crescendo o sonido (qol) da buzina (shophar) cada vez mais, Moisés falava, e Deus lhe respondia por uma voz (qol)”. Em Êxodo 20:18 está escrito: “Ora, todo o povo presenciava os trovões, e os relâmpagos, e o sonido da buzina e o monte a fumegar, e o povo vendo isto, estremeceu e pôs-se de longe”. Isto mostra que o shophar “fala” ou ele representa a “voz” de alguém.

 

Logicamente o shophar é a voz de Yahweh. O shophar é tocado e a voz de Yahweh é ouvida. Nesta atmosfera extraordinária há manifestações especiais, Moisés recebe os mandamentos, as diversas leis hebraicas e a planta do Tabernáculo. Neste contexto o shophar trouxe à existência a Palavra de Deus, ele é a voz de Yahweh.

 

Apocalipse 1:10-11: “Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e eu vi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, que dizia: o que vês, escreve-o num livro, e envia-os às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia”. Apocalipse 4:1: “Depois destas coisas olhei, e vi que estava numa porta aberta no céu, e a primeira voz que ouvi, como que som de trombeta falando comigo, disse: sobe para aqui e te mostrei as coisas que depois destas devem acontecer”. O termo shophar surge também no final da Bíblia como a voz de Deus dando os comandos à igreja e revelando o futuro da igreja, da humanidade, dos seres espirituais, a história final. O apóstolo João recebe a ordem de registrar tudo. Ele não tem dúvida de que aquela voz, o shophar, era a voz de Deus, conclamando e conduzindo a sua vida e a igreja de Yeshua Hamashiah.

 

 

 

O SHOPHAR ANUNCIA O ANO DO JUBILEU

 

Em Levítico 25:9-10, o toque do shophar anuncia o ano do jubileu. Ele traz à existência um ano todo de remissão, perdão, restituição e restauração social, familiar e humana (pessoal). Inicia-se no dia da expiação, Yom Kippur, quando o povo judeu começa a orar, a reconciliar, a pedir perdão e a liberar perdão. Neste processo de arrependimento, de quebrantamento e contrição, de perdão sem restrições, de liberação no reino físico e espiritual, e que soa o shophar, trazendo vida nova e uma geração nova.

 

 

 

O SHOPHAR ROMPE COM AS FORTALEZAS

 

É inacreditável que o tocar simples de uma trombeta ou buzinas, ocasione algo tremendo no mundo físico. Isto aconteceu com Josué, em Jericó. Havia ali uma fortaleza intransponível, inconquistável e invencível. Deus envia Seu povo e dá uma ordem: “Sete sacerdotes levarão sete trombetas de chifre de carneiros adiante da arca; e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes e os sacerdotes tocarão as trombetas” (Josué 6:4). Josué obedeceu às estratégias e logísticas divinas. Organizou os sacerdotes, o exército e o povo marcharam para vencer (Js 6:6,9,13). Cumpridas as exigências a fortaleza de Jericó ruiu em frente ao povo. Incrível, mas o efeito do toque do shophar e a obediência resultaram na conquista da cidade. Voz do shophar e a voz do povo levaram à conquista: “Gritou, pois o povo, e os sacerdotes tocaram as trombetas; ouvindo o povo o sonido da trombeta, deu um grande brado, e o muro caiu rente ao chão, e o povo subiu à cidade, cada qual para o lugar que lhe ficava defronte, e tomaram a cidade” (Js 6:20).

 

 

 

O SHOPHAR E A GUERRA

 

Em Juízes 3:27, o juiz Eúde convoca os filhos de Israel para a guerra ouvindo o toque do shophar. O toque do shophar nas montanhas de Efraim convocou os valentes para sacudir o jugo moabita que oprimia o povo de Deus. Foi a retomada da terra que estava usurpada pelo inimigo. É interessante também observar o acontecido com Gideão: “Mas o Espírito do Senhor apoderou-se de Gideão; e tocando ele a trombeta, os abiezritas se ajuntaram após ele” (Jz 6:34).

 

Gideão, tomado pelo Espírito, toca a trombeta e convoca o povo para a vitória sobre os invasores midianitas. Os trezentos escolhidos por Gideão dos que se apresentaram para a guerra, possuíam o seu próprio shophar e com ele proclamavam, convocavam, profetizavam e anunciavam os feitos do Senhor, eram a boca de Yahweh. A logística usada por Gideão, três grupos de cem homens e a estratégia foi tocar as trombetas. Que tremendo! “Quando eu tocar a trombeta, eu e todos os que comigo estiverem, tocai também vós, as trombetas ao redor de todo o arraial, e dizei: pelo Senhor e por Gideão!” (Jz 7:18).

 

Trezentos homens armados de shophares venceram os inimigos (Jz 7:19-22). Essa voz de Yahweh é poderosa e majestosa (Sl 29:3-9). Essa voz chama-nos para a conquista de cidades fortificadas (Jz 4:5). Ouça a voz que chama para a batalha e mexe com o nosso interior como fez com o profeta Jeremias: “Ah, entranhas minhas, entranhas minhas! Eu me torço em dores! Paredes do meu coração! O meu coração se aflige em mim. Não posso calar, porque tu, ó minha alma, ouviste o som da trombeta e o alarido da guerra”. “Até quando verei o estandarte (bandeira tremulando) e ouvirei a voz da trombeta” (Jr 4:19,21).

 

Jeremias sente mover suas entranhas, sente dores, dores de parto, de guerrear, de vencer, como as de Paulo (Gl 4:19). Paredes do coração, o profeta sente taquicardia, o bater descompassado da aflição. O profeta diz: Não posso calar, tenho que falar. Ele ouve a convocação da trombeta, a voz de Yahweh, e já vê as bandeiras do seu povo tremulando e o chamado para a guerra, guerra do Senhor. Somos conquistadores, estamos em guerra, ouça o shophar, Yahweh Tsabaoth, o Senhor dos Exércitos que está conosco nos chama para a batalha (Sl 46:7,11).

 

 

 

O SHOPHAR E O JUÍZO DO SENHOR

 

Oséias 8:1 – “Põe a trombeta à tua boca. Ele vem como águia contra a casa do Senhor; porque eles transgrediram o meu pacto, e se rebelaram contra a minha lei”.

 

Isaías 58:1 – “Clama em alta voz, não te detenhas, levanta a tua voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão, e à casa de Jacó os seus pecados”.

 

Aqui a voz é comparada ao shophar para anunciar o juízo e o pecado do povo de Deus. O profeta Jeremias também alerta o povo acerca do juízo: “Fugi para segurança vossa, filhos de Benjamim, do meio de Jerusalém! Tocai a buzina em Tecoa…”. “Também pus atalaias sobre vós, dizendo: estais atentos à voz da buzina. Mas disseram: não escutaremos” (Jr 6:1; 17).

 

Ás vezes o povo pensa e age de modo errado. Volta à antiga vida, à lama do passado, ao antigo senhorio (satanás), rejeita o que Deus dá como herança. “Mas se vós disserdes: não habitaremos nesta terra; não obedecendo à voz do Senhor vosso Deus, e dizendo: não, antes iremos para a terra do Egito, onde não veremos a guerra, nem ouviremos o som de trombetas, nem teremos fome de pão e ali habitaremos” (Jr 42:13-14). O povo demonstra cansaço, fadiga, desânimo, desistência e frustração. O povo abre mão de Deus, o Senhor. Achavam que o Egito era melhor e mais seguro. – Esqueciam-se que o Egito é o lugar de escravidão, trabalho árduo, de opressão, dor, angústia e morte. Não queriam ouvir a trombeta, a voz de Deus. A maldição os alcançou.

 

 

 

O SHOPHAR E O DIA DO SENHOR JESUS CRISTO

 

Joel 2:1 – “Tocai a trombeta em Sião e dai o alarme no meu santo monte, tremam todos os moradores da terra, porque vem vindo o dia do Senhor; já está perto”. O shophar anuncia o dia do Senhor. Deus disse que o shophar será tocado no santo monte, é um alarme, tenham atenção. Amós 3:6 – “Tocar-se-á a trombeta na cidade, e povo não estremecerá? Sucederá qualquer mal à cidade, sem que o Senhor o tenha feito?”

 

Este é o toque que anuncia o juízo final. O dia do Senhor será terrível para o homem e vem acompanhado de sinais terríveis. Dia de pasmo, de angústia, de dor, de sangue, etc. Sofonias 1:16-17 diz: “Dia de trombeta e alarido contra as cidades fortificadas e contra as torres altas (World Trade Center, mera coincidência?). E angustiarei os homens, e eles andarão como cegos, porque pecaram contra o Senhor; e o seu sangue se derramará como pó e a sua carne como esterco”. O próprio Deus fará soar sua voz como shophar: “O SENHOR será visto sobre os filhos de Sião, e as suas flechas sairão como o relâmpago; o SENHOR Deus fará soar a trombeta e irá com os redemoinhos do Sul (Zc 9:14). Em Apocalipse, a partir do capítulo 8:6, vemos a extensão total do juízo de Deus à medida que os anjos tocam os shophares e a conseqüência do grande e terrível dia do Senhor.

 

 

 

O SHOPHAR E A VOLTA DO SENHOR JESUS CRISTO

 

Para o Apóstolo Paulo, várias são as trombetas que soarão convocando os crentes para as mais diversas tarefas. Ao soar da última trombeta acontecerá a ressurreição dos mortos e o arrebatamento da igreja que se encontrarão com Cristo: “Eis que vos digo um mistério: na verdade nem todos dormiremos, mas seremos todos transformados, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (I Co 15:51-52).

 

“Dizemo-nos, pois, isto pela palavra do Senhor, que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos aos que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com um alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro, depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar com o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (I Ts 4:15-17). Aleluia!

 

 

 

O SHOPHAR E OUTRAS RELAÇÕES BÍBLICAS

 

– Regula as viagens dos filhos de Israel (Nm 10:10 e Sl 81:13).

 

– Convoca assembléias (Nm 10:2,3,7).

 

– Acompanha os sacrifícios em dias festivos, cerimoniais e procissões religiosas (Nm 10:10; I Cr 13:8; 15:24,28; 2Cr. 5:13; 15:14).

 

– Reunir o povo para guerra (Jz 3:27).

 

– Proclamam reis (2Rs 9:13; 11:14).

 

– Usados nos cultos (2Cr 5:12-13; 7:6).

 

– Dar alarma em casos de perigo (Ez 33:2-6).

 

– Chamar o povo ao arrependimento e ao Jejum (Jl 2:15).

 

– Usadas na adoração no templo, quando tocadas, os sacerdotes não conseguiram ficar em pé e caíram com o poder e a gloria de Deus (2Cr 5:13,14 versão revisada).

 

– A Festa das trombetas era celebrada pelo toque delas (Lv 23:24), este era um momento de grande alegria entre o povo de Deus, principalmente para nós hoje, pois este dia era o dia de Pentecostes, o dia do derramamento do Espírito Santo sobre os discípulos (At 2).

 

 

 

MILAGRES BÍBLICOS LIGADOS AO TOQUE DO SHOPHAR

 

– Js. 6:20 – A queda das muralhas de Jericó.

 

– Ex. 19:16 20:18 – Ouvidas no monte Sinai quando Moisés recebia as tábuas da Lei.

 

– Jz. 7:16 a 22 – Produziu confusão no acampamento dos inimigos, e eles começaram a ferir uns aos outros, de maneira que os trezentos homens de Gideão venceram a batalha.

 

Seu Sonido Ilustra

 

Não somente ilustra a voz do eterno Deus, como no monte Sinai com Moisés Ex. 19:16. Mas também ilustra o poder de Deus em ressuscitar aos mortos 1Ts. 4:16. Também a pregação ousada dos ministros de Deus, chamando o povo ao arrependimento e entrega de vida ao Senhor (Is 58:1 Os 8:1 e Jl 2:1). E também os julgamentos do último dia (Ap 8:2-13).

 

 

 

O SOM DO SHOPHAR, A PRECE AO SENHOR DEUS SEM PALAVRAS

 

O shophar está sendo tocado para levar o povo ao arrependimento, à adoração, como ato profético nas marchas de conquista, e na celebração ao nosso Senhor. Do ponto mais profundo de seu íntimo, os homens liberam um choro primitivo e o shophar é o instrumento que o expressa. E a mensagem é sempre a mesma: “Pai: Estamos com saudades, queremos voltar para casa”.

 

O shophar é feito de um chifre de animal, geralmente de carneiro, e tocado como uma trombeta. Pode ser feito de qualquer chifre de animal casher, exceto a vaca. São usados também chifres de antílope. O shophar não possui bocal e exige muito treino para ser tocado. As festas judaicas eram anunciadas ao som do shophar, como por exemplo, a Festa do Grande Perdão (Yom Kipur).

 

Deus mandou seu povo fazer uma trombeta, chamada Shophar e colocou este Shophar nas mãos dos sacerdotes, que ficavam a porta do tabernáculo e do templo, para chamar o povo de Deus a se reunir e a se quebrantar na presença do Senhor para confessar o seu pecado e a celebrar pelas festas o Senhor no meio deles e também se arregimentar para a guerra e convocar o exercito do Senhor sobre a nação de Israel. E nestes dias, Deus esta chamando seu exercito de adoradores, para adorá-lo em espírito e em verdade, para a conquista final.

 

Tenham ouvidos atentos ao som do shophar de Yahweh, pois ele tem uma mensagem para você. O seu som é inteligível: ouça, entenda e responda positivamente ao Senhor, Ele o convoca (I Co 14:8). Ao ler este ensino deixe seu coração aberto para que o Senhor esteja sempre sensível ao toque da “trombeta” para as convocações e desafios em sua vida.

 

 

 

ADORAÇÃO PROFÉTICA E ESPONTÂNEA A DEUS

 

Vamos primeiro definir alguns significados:

 

Adoração: Honra, reverência, homenagem, sentimento, ou ações dedicadas à Deus. Prostrar-se, curvar-se, humilhar-se, serviço, atitude reverente da mente e corpo, obediência, venerar …

 

Profeta: (heb) roeh-vidente, (heb) nabi- É relacionada com a palavra para um ribeiro borbulhante e com o verbo jorrar, com o sentido de proferir abundantes sons e palavras.

 

Espontâneo: (lat tard spontaneu). Que se origina em sentimento ou tendência natural, em determinação livre, sem constrangimentos, sincero, que se pratica de livre vontade, voluntário…

 

Promessas de Deus para os últimos dias: Ml 3:1-3; Ml 4:5,6; At 2:17,18

 

Adoração Profética:

 

Antes do profeta poder funcionar como boca, ele precisa receber revelação e “borbulhar”com os propósitos, pensamentos e sentimentos do coração de Deus. O profeta é chamado para ser um amigo de Deus Sl 25:14; Jô 15:15; Nm 12:8.

 

A verdadeira adoração é uma via de mão dupla, é o resultado de uma vida de busca e intimidade com Deus. Quando estamos diante do Senhor temos a oportunidade tanto de expressarmos o que sentimos por Ele quanto de ouvirmos a sua voz e conhecermos o que está em Seu coração.

 

A verdadeira adoração libera a voz profética 2 Re 3:15, 1 Sm 10:5-10.

 

Principio da integridade profética: 1 Re 17:1- Elias vivia sua vida diante de Deus e não diante de homens. O profeta é comprometido com as verdades de Deus, não podemos falar a pura palavra de Deus até que sejamos libertos do temor de homens e do desejo de ser reconhecido e aceito pelo homem. A primeira prova da integridade e qualidade profética de uma mensagem ou ação é saber se provém de uma visão espiritual e de um genuíno contato com Deus e se testifica com as verdades da palavra de Deus. 2Pe 1:19,20

 

A palavra profética é aquela que traz uma visão sobrenatural de destino, e esperança, sem a qual “o povo se corrompe”. Pv 29:18. E também traz uma revelação ampla da pessoa de Deus e do Seu propósito eterno. 1 Pe 2:9

 

Algo muito importante para a pessoa que flui no ministério profético é de andar juntamente com os outros ministérios da igreja. Somos parte do corpo de Cristo e é importante para o equilíbrio e edificação deste corpo que estejamos fluindo em unidade e uns aprendendo e somando com os outros.

 

Nem todo músico é chamado para ser profeta, mas é possível a um músico profetizar na música. Eu encontrei em 1Samuel 10, que o profeta Samuel tinha seguidores os quais estavam em treinamento sob a sua direção. Estes homens eram músicos caminhando no ofício de profeta e também como tangedores.

 

Na concordância exaustiva grego/hebraico define profeta como:

 

Nabi- orador dos oráculos, aquele quem estava atuando pelo espírito divino. No tempo de Samuel, havia um homem que o seguiu, louvando a Deus com uma canção tentando assim chamar o povo de volta para Deus. Quando eu li esta definição, eu compreendi a razão pela a música tem tanto poder atraente. Tem força para modificar as mentes, e transformar corações. E pode fazer as pessoas se voltarem para Deus. 1Samuel 10:5-6

 

” Então, seguirás a Gibeá-Eloim, onde está a guarnição dos filisteus; e há de ser que, entrando na cidade, encontrarás um grupo de profetas que descem do alto, precedidos de saltérios, e tambores, e flautas, e harpas, e eles estarão profetizando.

 

O Espírito do SENHOR se apossará de ti, e profetizarás com eles e tu serás mudado em outro homem”.

 

Todo crente é potencialmente um profeta. O derramamento do Espírito sobre toda a carne traz consigo os seus próprios resultados: “e profetizarão” At 2:18. Paulo exortou os crentes de Corinto.

 

 

 

A DANÇA À LUZ DA BÍBLIA

 

Com exceção da dança de Salomé perante Herodes (provavelmente uma espécie de pantomima de influência romana), os múltiplos casos, exemplos e citações relacionados com a dança na Bíblia nem têm um caráter de sedução lasciva, nem são danças «a solo», exceto a dança (2Sm. 6:14-16;1Cr. 15:29) de David, o «homem segundo o coração de Deus», tão respeitado pelo Povo do Senhor, ainda hoje.

 

Geralmente as danças são expressões grupais: de alegria, divertimento e/ou adoração a Deus.

 

Nomeadamente no livro de Salmos, há convites bem explícitos para louvar a Deus com danças, como por exemplo, em Salmo 149:3, 150:4 (alguns tradutores escreveram flauta em vez de dança) .

 

Algumas outras referências:

 

Juizes 21:19-23;

 

1Samuel 30:16;

 

2Samuel 6:5: “David e toda a casa de Israel dançavam diante de Jeová…”

 

Salmo 87:7: “Dirão tanto os que cantam como os que dançam: todas as minhas fontes são em ti.” (Tradução Brasileira, das Sociedades Bíblicas Unidas, corroborada pela ISBE, Enciclopédia Bíblica Internacional, vol II, p.1169-1170).

 

Na parábola do Filho Pródigo, (Lucas 15:25) a dança assume um caráter bastante significativo, não só por ser uma alusão referida por Jesus, o Verbo que atualizou a Palavra de Deus e a personificou (Hebreus 1:1), mas também porque essa parábola ilustra a relação do homem com Deus, e a alegria que existe no céu quando um pecador se arrepende. Ora essa alegria é traduzida de várias formas, sendo uma delas a dança.

 

Talvez no céu isso aconteça, numa situação como essa e, se assim for, então existem danças no Céu. Os anjos dançam e cantam de júbilo quando uma criatura humana volta ao Lar Paterno! Não estou a afirmar, mas é uma possibilidade! Um dia saberemos ao certo, na Sua divina presença. Aleluia!

 

É também de salientar que a dança fazia parte da vida corrente, entre os juDeus, e até dos jogos infantis, como lemos em Mateus 11:17 e Lucas 7:32.

 

Perante o que lemos na Bíblia, a dança é uma expressão de alegria, de festa, de convívio e de adoração a Deus. É de lamentar que, entre os cristãos evangélicos, se dance tão pouco.

 

Claro que, em todas as práticas, inclusive as artísticas, há sempre o bom e o mau. Existe má literatura, mas continuamos a ler bons livros. Existe má fotografia, mas continuamos a tirar e a ver fotografias. Existe má pintura, mas continuamos a pintar e a apreciar as artes plásticas. Existe mau cinema, mas continuamos a valorizar grandes obras cinematográficas. Existe mau teatro, mas também há bom teatro; má escultura e boa; péssimos programas de televisão e outros excelentes, etc..

 

“Examinai tudo, retende o bem”, aconselhou o apóstolo Paulo (1Tess. 5:21).

 

E podíamos dizer ainda que, infelizmente, dentro das igrejas também existe o bom e o mau. Há pessoas sinceras e outras hipócritas, há cristãos honestos e outros que o não são, e há também muita vaidade, muita maledicência, muita falsa santidade, muita inveja, muito fanatismo…

 

Ao Senhor e só a Ele compete separar o trigo do joio.

 

Por isso, irmãos, se sentem o desejo de cantar, cantem! Se sentem o desejo de tocar, toquem. Se sentem o desejo de dançar, dancem… Desde que em tudo o que façam não haja maldade, mas sim um espírito sadio, de alegria, de comunhão, de louvor a Deus, ou de simples diversão saudável, comunicativa!

 

Eu próprio tenho dançado, nomeadamente em festas de alunos meus, a seu convite, em ambiente de são convívio.

 

Voltemos à Bíblia. Dancemos!

 

“TUDO QUE TEM FÔLEGO, LOUVE AO SENHOR…”- SL 150.6

 

Uma visão de adoradores, segundo o sacerdócio de Melquisedeque. Louve até que a adoração venha, adore até que a glória venha e, quando a glória chegar, permaneça nela. Entendendo que a dinâmica dos sacerdócios alcançou a Igreja, noiva do Cordeiro:

 

a) O Sacerdócio de Moisés, ao trazer a glória de Deus para dentro de sua tenda. É o sacerdócio universal, de uma pessoa sobre ela mesma;

 

b) O Sacerdócio de Arão. Um homem e a sua casa – Os filhos de Arão, Nadabe, Abiú, Itamar e Eleaser, todos eles foram vestidos de vestes sacerdotais e ministravam no Santo dos Santos;

 

c) O Sacerdócio de Levi. O sacerdócio de uma tribo sobre o seu povo – O poder intercessor da Igreja sobre a Nação Brasileira, o sacerdócio que alcança todo o povo.

 

d) O Sacerdócio de Melquisedeque (Hebreus 7) – Representando a pessoa de Yeshua, O Senhor Jesus Cristo, no Primeiro Testamento – É um sacerdócio como o de Moisés, universal, além do “arraial”, em espírito e em verdade; como o de Arão, contemplativo e voltado para o coração de Deus; como o de Levi, preocupado com aqueles que estão fora, tomando-os pela mão e trazendo-os à sala do banquete; mas com a unção sem limites de reis e sacerdotes, como Davi e o Rei Jesus; com autoridade profética, sem limites; ligando e desligando na terra e no céu; com a adoração, a Igreja do Cordeiro e guerreando com as armas do louvor.

 

 

 

BIBLIOLOGIA

 

A IMPORTÂNCIA DO LOUVOR E DA ADORAÇÃO A DEUS
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Levany Júnior

Levany Júnior é Advogado e diretor do Blog do Levany Júnior. Blog aborda notícias principalmente de todo estado do Rio Grande do Norte, grande Natal, Alto do Rodrigues, Pendências, Macau, Assú, Mossoró e todo interior do RN. E-mail: levanyjunior@blogdolevanyjunior.com

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8 comentários em “A IMPORTÂNCIA DO LOUVOR E DA ADORAÇÃO A DEUS

  • 31 de julho de 2015 a 14:53
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    Irmão Levany Junior, a paz do Senhor

    Ainda há tempo para o irmão, com todo respeito, corrigir esse equivoco de que não existe hino de adoração. Claro que existe! A verdade é que nem todos os hinos são de adoração. Pelo que li, esse assunto parece estar um pouco confuso na sua cabeça. Mas as músicas que mostram o Deus poderoso que temos, que falam da nossa reverência a ele, que declaram o nosso amor por ele, são musicas de adoração. Agora, musicas de mensagens a pessoas, por exemplo, a linda e tão tocada musica “RARIDADE”, “SABOR DE MEL”, entre outras, não são musicas de adoração a DEUS, contudo, não significa que não devem ser cantadas na igreja. Agora, adoração não se faz só com musica, adoração é um estilo de vida.

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  • 26 de setembro de 2015 a 10:42
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    A influência da música na saúde mental
    Ivone Boechat

    A música se destaca dentre as expressões artísticas, desde os primórdios da narrativa bíblica. No século VI a.C, Pitágoras afirmava: “A música e a dieta são os dois principais meios de limpar a alma e o corpo e manter a harmonia e a saúde de todo organismo”.
    Nada no planeta escapa aos efeitos da música. Ela interfere em tudo: na digestão, na produção de secreções, na circulação sanguínea, nas batidas cardíacas, na respiração, na nutrição e nas inteligências.
    O alemão Tartchanoff, especialista nos fenômenos cerebrais, provou que “A música exerce poderosa influência sobre a atividade muscular, que aumenta ou diminui, de acordo com o ritmo, o volume, o estilo”. Os sons são dinamogênicos, isto é, aumentam a energia muscular em função de sua intensidade e ritmo. Ou o inverso: a música pode paralisar. O uso errado da música encurta a vida e, corretamente usada, ajuda a preservá-la. As batidas cardíacas podem ser reguladas ou transtornadas pelos sons musicais. O rock, por exemplo, faz mal à saúde física e mental, e vicia tanto quanto qualquer droga química. Um rock-dependente submetido a um tratamento de desintoxicação mental demora muito para curar a desarmonia no seu metabolismo.
    Já os ritmos harmoniosos são estimulantes, sedativos, ajudam a recuperar o sono e fixam a memória. A medicina usa a música na terapia de partos, cirurgias, tratamentos dentários etc. Empresas de saúde entretêm pacientes em sala de espera com música suave, neutralizando a ansiedade.
    Médicos de Los Angeles, EUA, selecionam músicas para relaxar no tratamento de pacientes com dores. No Brasil a música é usada na assistência a doentes terminais.
    Há muito se sabe que a música estimula a produção no trabalho. Em restaurantes, se inteligentemente usada, ela estimula o apetite, o romantismo, a confraternização, as comemorações. Nos quartéis, desperta o espírito cívico. A Bíblia conta, por exemplo, que o rei Jeosafá usou um grandioso coral e uma banda de música para intimidar o inimigo (II Cr 20). Ganhou a batalha!
    Shakespeare dizia que a música: “Presta auxílio a mentes enfermas, arranca da memória uma tristeza arraigada, arrasa as ansiedades escritas no cérebro e, com seu doce e esquecedor antídoto, limpa o seio de todas as matérias perigosas que pesam sobre o coração”.
    Para cada ambiente há ritmos, sons e volumes apropriados. Porém, o volume acima de 60 decibéis, segundo órgãos internacionais de saúde, pode causar espasmos e lesões cerebrais irreversíveis. Mais de 90 decibéis, e o excesso sonoro e rítmico calcificam parcialmente o cérebro, bloqueando a memória. A mensagem externa não pode ser gravada, porque a química está alterada pelo excesso de adrenalina.
    A epilepsia musicogênica resulta do excesso de ruídos musicais, incluindo convulsões. A lesão produzida pelo mau uso do som pode até matar, se a vítima não for adequadamente tratada. Desde o quarto mês de gestação, os bebês já podem perceber a agressão externa pela inteligência corporal. A ansiedade de uma grávida onde o som ultrapassa os limites humanos de segurança é percebida e registrada pelo feto.
    Hoje, muitos jovens têm problemas de audição comuns em idosos, o que explica o volume exagerado de músicas em festas e cultos. Isso leva a sons cada vez mais altos. Outros efeitos negativos são irritabilidade, memória confusa, baixa aprendizagem, baixa autoestima, insônia, cefaleia, vômitos, impotência, morte etc.
    Na Alemanha, um estudo revelou que 70 decibéis sistemáticos de “música” causam constrição vascular – mortal, se as artérias coronárias já estiverem estreitadas pela arteriosclerose. Quem usa marca-passo deve fugir desses ambientes! É comum o mal-estar súbito em pessoas durante festas em que a música, ao invés de ser um bem passou a ser arma. É uma questão de saúde pública!
    Se usada com equilíbrio, a música sensibiliza, entusiasma, fortalece a memória, consola, tranqüiliza, desperta a atenção, mobiliza inteligências…
    A música deve ser usada inteligentemente, como recomenda um dos maiores músicos da antiguidade, Rei David: “ Pois Deus é o Rei de toda a Terra; cantai louvores com inteligência.” Sl 47:7 .
    Nos céus de Belém, anjos cantaram naquela noite em que a Internet de Deus se abriu à humanidade, em sons harmoniosos e o data-show celestial revelou “… novas de grande alegria…” Lc 2:10

    Extraído do livro A família no século XXI 1ª edição Reproarte 2001 RJ

    Responder
  • 26 de setembro de 2015 a 10:43
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    A música deve ser usada inteligentemente

    Ivone Boechat

    O cérebro humano está cansado e agredido pelo excesso de informações. A tv se encarregou de saturar, incessantemente, com sons irritantes; nas ruas, os motoristas buzinam estridentemente, e aceleram forte, produzindo barulho excessivo; os ruídos internos empurram o ser humano para o universo interior das cobranças sociais, e assim estressado pelo trabalho, ele se dirige aos templos para buscar a Palavra, a quietude, a reflexão. Quem não gostaria de orar silenciosamente ao entrar no santuário, ao som de uma musica suave? Quem não gostaria de ouvir um coral, ou cantar com a congregação um hino inspirativo, sem necessidade de tentar superar o barulho do que mais parece um “trio elétrico” de 90 decibéis, prejudicando a audição e a saúde?

    Ainda há tempo de reverter o horror que se instalou nos templos durante o culto. Autoridades especializadas no estudo dos efeitos do som indicam que ruídos em níveis elevados alteram o comportamento humano e não preparam o cérebro para ouvir a mensagem, pelo contrário, interferem na química cerebral, que fica muito alterada. Com toda essa adrenalina a pessoa torna-se incapaz de gravar a mensagem.

    A música é um poderoso fixador da memória: sensibiliza; emotiza (cria entusiasmo); prepara o cérebro para arquivar as mensagens; consola; tranqüiliza; desperta a atenção; estimula a produção dos hormônios que formam o padrão químico das inteligências.
    A música deve ser usada inteligentemente, como recomenda um dos maiores músicos da antiguidade, Rei David:

    “ Pois Deus é o Rei de toda a Terra; cantai louvores com inteligência.” Sl 47:7 .

    Responder
  • 28 de setembro de 2015 a 01:21
    Permalink

    Hinos, louvores e barulho.

    Ivone Boechat

    Antigamente, quando alguém passava na rua poderia ser alcançado pelo poder de Deus, ao ouvir a Igreja cantando um hino inspirado, com letra simples e profunda. Sempre a Igreja usou instrumentos musicais: violino, órgão, piano, ou acordeom… Quantas pessoas se converteram… ouvindo um hino, um coral, a música inspirativa ? Hoje, quem passa pela rua ou por fora do templo, não consegue ouvir nem a igreja cantando, coitada, ela até se esforça, grita, fica na ponta do pé, se esgoela, mas não vence o som altíssimo da bateria, estrondando e balançando lustres e vidraças, com 90 decibéis. Quem sabe até despencando o telhado.

    Os educadores andam sobressaltados com tanta coisa que se esbarra na formação da futura igreja. Ela está aí e não venham dar a desculpa que não convence: “para conquistar os jovens é preciso liberar tudo, heresia na letra, barulho ensurdecedor, dança, som de danceteria, coreografia, porque o mundo está perdido e é preciso ceder”. A educação tem recursos para ajudar a por as coisas em ordem. Não precisa se contaminar com o mundo nem adoecer todo mundo com tanto barulho.

    Os evangélicos têm hinos perfeitos, lindíssimos e inigualáveis e alguns “cristãos modernos” ficam esnobando esse acervo, chegando ao cúmulo de discriminarem e até substituírem os maravilhosos e inspirados hinários por “louvores” mal feitos, sem pé nem cabeça. Acham que louvar é fazer muito, mas muito barulho…! Quando se usa o som acima da capacidade auditiva, desequilibra, irrita e…pode até matar. Quem usa marca passo não pode ir à igreja. Os idosos estão sendo expulsos, as crianças, coitadas, sofrem…, e haja tímpano. Os cultos ultrapassam a 80 decibéis! Muitos irmãos não agüentaram e desapareceram dos barulhões que antecedem ao culto. Chegam mais tarde! Ou nem chegam.

    “A minha casa será chamada casa de oração”. Mt 21:13

    O ambiente na igreja deve ser próprio para a comunhão, para a oração, sim, para o louvor e não para um show que desarmoniza, incomoda, desprepara o cérebro para receber a mensagem. O cérebro desorganizado não está apto para gravar nada.

    Por onde andam os corais infantis? Cadê os quartetos que cantavam nas Igrejas? Cadê os hinos lindos tradicionais ? Há igrejas que nem evangélicas são que estão tomando posse dos hinos do cantor cristão, da harpa e outros nossos hinários tradicionais, e afirmando que são hinos deles. Que eles cantem, tudo bem, cantemos juntos ao redor da terra, mas nunca, porque nós os desprezamos ou substituímos o belo pelo desarranjo.

    “Parece-vos pouco o fatigares e provares a paciência dos homens? Agora quereis também abusar da paciência do meu Deus?” Isaías 7:13

    Responder
  • 29 de setembro de 2015 a 18:23
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    Ministro de música

    1. Toda pessoa tem o direito sagrado de frequentar os cultos e atividades da igreja e de sentir muito feliz, sereno, confortado, em qualquer idade.

    2. O ouvido tem alta sensibilidade e suporta confortavelmente, por uma, duas horas, no máximo, 50 decibéis. Passou disso, além do mal que faz à saúde, incomoda muito.

    3. Todo instrumento pode ser usado no louvor, mesmo sabendo que há aqueles próprios para o culto.

    4. Culto não é show.

    5. Não existe hino ou música velhos.

    6. É preciso selecionar hinos próprios para cada ocasião, com mensagem, poesia, melodia, harmonia, ritmo. Ritmos assincrônicos desorganizam a química cerebral. Derrubam pessoas e até muros. Josué 6:20 Juízes 7:18

    7. Fundo musical durante o culto não pode interferir, desconcentrar, incomodar; use-o com muita inteligência. Ninguém suporta um teclado dedilhado pra lá e pra cá, aleatoriamente.

    8. A música tem o poder de mobilizar as estruturas mentais.

    9. Culto animado não é sinônimo de barulho. Reverência, participação, adoração, comunhão, consagração, apontam para o equilíbrio. O templo não é um lugar sombrio, triste, com silêncio sepulcral, é um espaço de alegria, louvor, transformação, decisões.

    10. Se você faz parte da equipe de músicos, nunca fique se distraindo e brincando com os instrumentos no altar, após o culto.

    “E Quenanias, príncipe dos levitas, tinha cargo de entoar o canto; ensinava-os a entoá-lo, porque era entendido nisso.” 1º livro de Crônicas 15.22.

    Ivone Boechat

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  • 18 de julho de 2016 a 01:20
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    olá, não li todo material, mas dentro do que li, gostaria de dividir um entendimento que possou.
    Somos herdeiros de Jesus, igreja, adoradores, por Sua morte em nosso lugar. Recebeu o reconhecimento de ser Rei dos judeus, por ser raiz de Davi, e Sumo Sacerdote, pela Ordem de Melquisedeque. Portanto, em Jesus foi encerrada a hereditariedade do sacerdócio da tribo de Levi, pelo menos para nós cristãos (Hb 7.24)
    Somos sacerdócio santo, sacerdócio real (1 Pe 2) por Jesus e não cabe sermos denominados levitas, seja qual for seu chamado na obra de Deus.
    a paz seja conosco

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