UM GESTO DE AMOR -HOMEM DE 44 ANOS É O PRIMEIRO A RECEBER TRANSPLANTE DE CORAÇÃO NO RN EM 2023


O primeiro transplante de coração de 2023 no Rio Grande do Norte foi realizado com sucesso na tarde desta quinta-feira (19). O procedimento foi feito em Natal, em um homem de 44 anos, que era diagnosticado com miocardiopatia, doença grave no músculo do coração. O quadro de saúde era delicado e, graças a doação de uma família de Mossoró, ele terá a oportunidade de ter uma melhor qualidade de vida.
Segundo o cardiologista Marcelo Cascudo, que trabalhou no transplante, o paciente estava praticamente sem conseguir fazer nada, com constantes internações, chegando a necessitar de cuidados de terapia intensiva (UTI).
“Era um paciente que tinha uma qualidade de vida muito ruim e que estava em fase final de vida em decorrência da doença do seu coração”, disse o médico.
O doador do órgão foi um jovem de 24 anos, de Mossoró, que teve morte encefálica por ferimento de arma de fogo. A família decidiu por doar os órgãos dele, e o coração serviu para salvar a vida do paciente em Natal.
O cardiologista Marcelo Cascudo destacou o curto período de isquemia – do momento em que o coração parou de bater na vítima em Mossoró para voltar a bater no tórax do receptor, em Natal -, de 1h45. “É um tempo muito bom. O transplante cardíaco é muito dependente do tempo. É por isso que tem uma logística muito grande, tem batedores que vão buscar, para abrir caminho para que esse coração possa chegar o mais rápido possível. Se a isquemia for muito longa pode ser que o coração não sirva mais”, explica o médico.
Para isso, uma operação foi montada para captação pela Central de Transplantes da Secretaria de Estado de Saúde (Sesap) no Hospital Regional Tarcísio Maia e encaminhamento ao Hospital Rio Grande, em Natal, onde ocorreu o procedimento.
O anestesiologista Madson Vidal, que também estava na equipe médica, reforçou a importância que a cirurgia tem para salvar vidas de pacientes que necessitam de um transplante de coração. Segundo ele, as condições dessas pessoas são muito ruins e, às vezes, elas chegam a morrer sem conseguir a doação.
Por isso, o ato de doar é fundamental. É a chance de salvar uma vida, segundo o anestesiologista. “Eu costumo dizer que a doação de órgãos talvez seja o ato mais nobre, de solidariedade, de caridade, que um ser humano pode fazer por outra pessoa. Hoje a gente está vivendo mais um exemplo de uma pessoa que não tinha mais perspectiva de vida e, no ato de muita nobreza e solidariedade, baseado nos atos de Jesus Cristo, essa família teve amor ao próximo e está salvando uma vida”, disse Madson Vidal.
Depois do transplante, o paciente vai para UTI para passar pela fase de recuperação, com cuidados comuns a esse tipo de cirurgia. A previsão é que ele passe cerca de 15 dias no hospital em acompanhamento para ver como o novo coração vai funcionar no seu organismo.
Terceiro transplante de coração desde o ano passado no RN
Esse foi o primeiro transplante de coração do ano no Rio Grande do Norte, e o terceiro desde o ano passado. O ano de 2022 marcou a retomada desse tipo de procedimento depois de um hiato de 10 anos sem realização no Estado.
Os três procedimentos foram realizados no Hospital Rio Grande, que conseguiu, em 2021, a habilitação junto ao Ministério da Saúde para realizar transplantes de coração. O processo acontece por meio de um convênio junto à Central de Transplantes da Sesap, responsável por avaliar e realizar a captação dos órgãos, além de outras entidades como a Força Aérea Brasileira, que auxilia no transporte.

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