A PALAVRA DO DIA-NA HORA DA AFLIÇÃO, SÓ UM SOSSEGA LEÃO.


NA HORA DA AFLIÇÃO, SÓ UM SOSSEGA LEÃO.

Esta é uma história das mais queridas e especiais da Bíblia. Estamos no reinado Medo-Persa. O rei constitui Daniel um dos três presidentes, aos quais os sátrapas davam conta. Foi assim com Nabucodonozor, Daniel se destacou “por que havia nele espírito excelente”.
Movidos de inveja e ganância, estes sátrapas, conselheiros e governantes foram ao rei e o convenceram a fazer um edito no qual qualquer que no reino desse glória ou fizesse oração a outro que não fosse o rei seria jogado na cova dos leões. Sabiam eles que este era o único meio que tinham para tirar Daniel do reino e dos seus caminhos. Este decreto não pode ser revogado.
Daniel mesmo sabendo do edito não alterou sua rotina de oração. Três vezes ao dia orava de joelhos de uma janela que dava para Jerusalém e por esta regularidade, foram comprovar sua oração e o denunciaram ao rei.
O rei que pelo resto do dia procurou livrar Daniel de alguma forma não conseguiu. Pela lei dos Medos e dos Persas não pode mudar o edito e livrar Daniel.
Jogado aos leões, tendo lacrado a entrada o rei voltou a seus aposentos, não comeu nem ouviu música e não conseguia dormir. Logo cedo depressa se dirigiu a cova dos leões e chamou por Daniel que para sua surpresa, estava vivo.
Daniel com mais de oitenta anos desfrutou das bençãos de Deus ao longo de sua vida, era o favorito do rei, tinha sabedoria, experiência, um senso de história, liderança, boa reputação, revelação da parte de Deus, mas melhor que isso foi a resposta que deu ao rei:

O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum.
Daniel 6:22

Quantos de nós nos achamos inocentes diante de Deus?

DEUS MERECE SER GLORIFICADO, POIS DE MUITAS TRIBULAÇÕES TEM NOS LIVRADO.

Daniel e o sonho sobre os quatro animais.Capítulo 7

No primeiro ano de Belsazar, rei de babilônia, teve Daniel um sonho e visões da sua cabeça quando estava na sua cama; escreveu logo o sonho, e relatou a suma das coisas.
Daniel 7:1
Daniel teve este sonho antes da festa narrada de Belsazar em 5.1-3. Este sonho vai para um tempo distante da época de Daniel, para a vinda do rei de Israel para por fim a todos os reinos gentílicos e estabelecer o seu reinado eterno.
7.2 “mar grande” e o “mar” de 7.3,17 e de Ap 13.1 é usado para representar povos e nações.

E quatro animais grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar.
O primeiro era como leão, e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, e foi levantado da terra, e posto em pé como um homem, e foi-lhe dado um coração de homem.
Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os seus dentes; e foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne.
Depois disto, eu continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha quatro asas de ave nas suas costas; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio.
Depois disto eu continuei olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres.
Daniel 7:3-7

Estes quatro animais representam os mesmos impérios simbolizados na estátua do capítulo dois. O primeiro animal, leão com asas representa Babilônia, ser levantado e posto em pé se refere à loucura de Nabucodonozor, quando foi viver com animais e depois restaurado ao trono.

Segundo animal é o império Medo-Persa, o ser levantado ou grande de um lado representa a Pérsia mais forte que os Medos,e as costelas os povos que eles conquistavam.

Leopardo representa a Grécia. Leopardo é muito rápido e as asas lhe conferem maior velocidade ainda, representa a velocidade pela qual Alexandre o grande conquistou os povos. As quatro cabeças representam os quatro generais que dividiram seu reino após morte de Alexandre.

O quarto animal não existe, trata-se de um animal totalmente diferente, terrível e espantoso. Simboliza o império Romano devastador nas suas conquistas. O domínio Romano caiu em 487 d.c.; no entanto ele ainda vive numa realidade dividida (Europa) mas voltará a renascer e exercer poder perto da vinda de Cristo.

Estando eu a considerar os chifres, eis que, entre eles subiu outro chifre pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava grandes coisas.
Daniel 7:8

Este animal espantoso com tem dez chifres que representam a união dos reis (chefes de estado), se levantará outro que abaterá a três (anticristo vs. 8,24; Ts 2.3-10; Ap 13.1-10), com olhos humanos e boca que fala e é arrogante.

Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; a sua veste era branca como a neve, e o cabelo da sua cabeça como a pura lã; e seu trono era de chamas de fogo, e as suas rodas de fogo ardente.
Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões assistiam diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros.
Daniel 7:9-10

A visão de Daniel ofereceu rápida visão ou lampejos do trono divino no qual o castigo virá sobre o quarto reino, o animal espantoso com chifre que fala arrogantemente, isto é a besta ou anticristo. Veja Ap 20.11-15.

Então estive olhando, por causa da voz das grandes palavras que o chifre proferia; estive olhando até que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito, e entregue para ser queimado pelo fogo;
E, quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia foi-lhes prolongada a vida até certo espaço de tempo.
Daniel 7:11-12

O animal foi morto e entregue para ser queimado, mas os outros tiveram prolongação de vida. Cada um deles perdeu seu domínio prinipal, mas fizeram parte dos reinos seguintes, foram amalgonados ao que obteve proeminência tendo sobrevevido nos seus descendentes (Ap 13.2), mas não sobreviverão na segunda vinda de Cristo (2.35).

Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele.
E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído.
Daniel 7:13-14

O Filho do Homem. Trata-se do Messias. Jesus se referia a Ele mesmo usando esta expressão (Mt 16.27). Aqui Ele é distinto do Ancião de Dias, ou do Pai que o coroará para o reinado.

Eu olhava, e eis que este chifre fazia guerra contra os santos, e prevaleceu contra eles.
Daniel 7:21

Antes da destruição deste chifre (anticristo), ele perseguirá e matará a muitos santos (2 Ts 2.3-4).
Os santos (7.18,22,27). Aqueles que creem em Deus possuem o reino que é encabeçado pelo filho do Homem vs. 13-14. Todos o servem vs. 14 e 27, sendo que este último esclarece que quem é servido é o próprio Deus. Assim como os quatro impérios pagãos tem pessoas como reis, também o reino final terá Cristo como Rei.

(Vemos aqui uma resposta ao tópico do irmão Jairo “Você se considera santo?”

VISÃO GERAL DOS REINOS DE DANIEL.

Reino__________Daniel 2_______Daniel 7

Babilônia…………2.32,37-38………7.4,17
Medo-Persa……..2.32,39…………..7.5,17
Grécia……………2.33,41………….. 7.6,17
Roma…………….2.33,40……………7.7,17,23
Roma renovada..2.33,41-45……….7.7-8,11,24-25
Milênio……………2.34-35,44-45…..7.13-14,26-27

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Neste capítulo podemos aprender fatos importantes que chamo de “ESCATOLOGIA DE DANIEL”
Vemos claramente que estes reinos representados pela estátua e pelos animais cobrem toda história da humanidade a partir do reino da Babilônia.
Podemos assim concluir pois, a estátua e o quarto animal, são destruídos na segunda vinda de Jesus Cristo, como vimos na destruição da estátua e na morte do animal espantoso. De 7.9 em diante vemos a visão do trono, referente ao de Ap 20, a primeira ressureição, dos que reinaram com Cristo mil anos.

Ancião de Dias e filho do Homem se referem respectivamente a Deus, o Pai e Jesus, o Messias, que virá com grande glória, e se estende a todos os santos quando diz “povos, nações e homens de todas as línguas”. Conclui-se que esta profecia não se restringe somente aos judeus.

Vemos que o chifre com olhos e boca, que falava com insolência, mais forte que os outros chifres, fazia guerra contra os santos e prevalecia, os “santos lhes serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo” (uma referência aos três anos e meio que são a segunda metade do período de sete anos do poder do anticristo Dn 9.27) até “que veio o Ancião de Dias”, e o tempo em que os santos possuirão os santos.

Veja que a pedra de castigo em 2.35,45; o glorioso Filho do Homem em 7.13-14; são referências a este mesmo período (por um tempo, dois tempos e metade de um tempo), confere com Ap 11.2-3; 12.14; 13.5-7.

Uma visão ampla e “descomplicada” destas passagens ajuda a entender muito sobre escatologia que Jesus mesmo falou, quando cita Daniel em Mateus 24, e as profecias de Apocalípse. Ler em linhas gerais e depois procurar os detalhes é, na minha opinião, a melhor maneira de se entender estas e outras profecias.

Espero ter deixado claro e de forma simples meus pensamentos sobre estes temas.
Abaixo o link caso tenha dúvidas ou queira deixar um comentário.

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Levany Júnior

Levany Júnior é Advogado e diretor do Blog do Levany Júnior. Blog aborda notícias principalmente de todo estado do Rio Grande do Norte, grande Natal, Alto do Rodrigues, Pendências, Macau, Assú, Mossoró e todo interior do RN. E-mail: [email protected]

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