MUNDO NOVO- NOVAS ENERGIAS (QUASE LIMPA)-Empregos no setor de energia crescem acima da média e projeção para 2023 é positiva, aponta MAIS RN/FIERN


úmero de empregos com carteira assinada no setor de energias, no Rio Grande do Norte, avançou 14,4% em 2022, na comparação com 2021, e, para este ano, a perspectiva é de mais crescimento. Os dados fazem parte de levantamento realizado pelo MAIS RN, Núcleo de Gestão Estratégica da Federação das Indústrias do estado (FIERN) – a pedido do SENAI.

De acordo com os números, o crescimento na atividade ficou acima do registrado na indústria potiguar, de 8,3%, e no conjunto de setores da economia, de 5,52%, no mesmo período.

Ao todo, 109.092 empregos são gerados pela indústria. Desse total, 8.887 correspondem a ocupações ligadas ao setor de energia, incluindo energia eólica e solar, entre outros segmentos.

O levantamento mostra ainda que a participação do setor de energias no total de empregos do setor industrial passou de 7%, em 2021, para 8,2% no ano seguinte.

“Com base no Recurso Eólico da região, nos investimentos em parques já contratados e em construção, esperamos que em 2023 o setor se mantenha com alta performance e consequentemente contratando bem. A mesma análise se aplica à energia solar”, diz o diretor do SENAI-RN e do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis, Rodrigo Mello.

Qualificação

A demanda por qualificação profissional também deve seguir em curva ascendente este ano, na análise do diretor. “O Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER), do SENAI do Rio Grande do Norte, tem qualificado um volume importante de profissionais para o setor de energias, superando nos últimos 5 anos a marca de 5 mil pessoas formadas e aptas a atuar neste setor produtivo”, observa Mello. “As principais áreas de atuação são as de técnico em mecânica, eletrotécnica, automação e recursos humanos”, acrescenta.

De acordo com o diretor do SENAI, os números mais expressivos de matrículas são registrados nos cursos de Tecnologias eólicas, Legislação ambiental, Sistemas elétricos aplicados a parques eólicos, medição anemométrica para energia eólica e especialização técnica em energia eólica.

Na área de energia solar há desde formações técnicas, até especialização e cursos como o que forma profissionais para instalação de sistemas fotovoltaicos – profissionais que são a maior fatia na força de trabalho da atividade.

Sobre o MAIS RN

Lançado em 2014 como um observatório da indústria e um mapa de oportunidades de negócios, potenciais econômicos e ações prioritárias, em âmbito público e privado, o Mais RN inicialmente listava uma série de ações e metas para viabilizar, em 20 anos, um novo patamar de crescimento econômico do Rio Grande do Norte, sendo apresentado a gestores públicos.

Em 2020, o programa atingiu nova feição ao lançar a versão digital, o Mais RN 4.0 e, em meio a pandemia de Covid-19, lançar mão de recursos e plataformas digitais de Power BI (Businesse Inteligence) e ganhou espaços de debate junto aos empresários, com o Mais RN em Ação, que trouxe as Salas de Situação.

Para o Observatório, foi criado um conjunto de dashboards com dados e indicadores, de diversas fontes – como emprego, desemprego, arrecadação pública, ICMS, PIB per capita do Município, PIB da Indústria, PIB dos Serviços, análise da evolução do emprego, evolução da indústria -, que se correlacionam e podem ser atualizados para dar um panorama geral e sistematizado sobre determinado cenário ou setor da economia.

Com o ‘MAIS RN em Ação’, a FIERN se tornou um centro de inteligência para a economia privada, com enfoque no empresário e suas demandas. Atualmente, o Mais RN trabalha junto às cadeias de geração de Energias, Têxtil e confecção, Infraestrutura, Parque tecnológico, Pesca, Pecuária, Mineração, Turismo e Fruticultura, entre outras.

O MAIS RN desenvolveu também o documento Agenda Propositiva para o Desenvolvimento do RN, entregue ao Governo do Estado em outubro de 2021, elencando pontos e ações que envolvem poucos recursos financeiros em termos de investimento público, mas são de fundamental importância para a economia potiguar.

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