Blog do Levany Júnior

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23/07/2016 11h31 – Atualizado em 23/07/2016 11h31

Prefeito suspeito de desviar R$ 100 milhões continua foragido há 6 meses

MPPE não tem informações do ex-gestor de Belém de Maria desde janeiro.
Ele é suspeito de crimes como fraude em licitações e lavagem de dinheiro.

Do G1 Caruaru

Prefeito de Belém de Maria está foragido há seis meses, desde janeiro deste ano (Foto: Reprodução/TV Globo)

Há exatos seis meses o prefeito de Belém de Maria, Valdecir José da Silva (PSB), está foragido. O ex-gestor é suspeito de chefiar um grupo criminoso responsável por desviar R$ 100 milhões da prefeitura do município Mata Sul de Pernambuco. O Ministério Público estadual (MPPE) e a Polícia Civil procuram o prefeito desde 23 de janeiro deste ano, após a realização da “Operação Pulverização”.

Por telefone, o G1 tentou entrar em contato com a Prefeitura e a Câmara de Vereadores de Belém de Maria, mas as ligações não foram completadas. Por e-mail, o G1 solicitou um posicionamento do Partido Socialista Brasileiro (PSB) em Pernambuco, mas – até a publicação desta matéria – não recebemos resposta. O G1 não conseguiu o contato dos advogados dos suspeitos.

Após o “desaparecimento” do investigado, a vice-prefeita Maria Amalia Silva assumiu a administração do município por determinação da Justiça. Ela também é uma das investigadas na “Operação Pulverização”.

A investigação do Ministério Público foi destaque no quadro “Cadê o dinheiro que tava aqui?”, do Fantástico, na Rede Globo. O promotor de Justiça Frederico Magalhães investiga o suposto grupo criminoso liderado por Valdecir José desde novembro de 2015.

“Além do MPPE, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas [Gaeco], a Polícia Civil de todo o estado também está procurando pelo prefeito. Recebemos algumas informações sobre a possível localização dele, mas ainda estamos apurando. Não podemos passar detalhes para não atrapalhar as investigações”, disse o promotor ao G1.

O representante do MPPE ainda esclareceu que além do gestor municipal, estão foragidos o ex-secretário de Finanças, a ex-presidente da comissão de licitação e o ex-tesoureiro da Secretaria de Saúde. “A organização criminosa só existia em função e por causa dele [prefeito]. Todo o esquema não seria possível sem ele”, destacou o promotor.

No dia 12 de julho, dois ex-vereadores e o ex-tesoureiro geral da prefeitura se entregaram à polícia e foram levados para o Presídio Rorenildo da Rocha Leão, em Palmares, conforme informou o promotor de Justiça.

O delegado regional de Palmares, Vladimir Lacerda, contou ao G1 que a Polícia Civil realizou seis operações – desde janeiro deste ano – para tentar localizar Valdecir José.

“Foram três por nossa conta e três após recebermos informações por denúncias de populares. Em uma delas chegamos bem perto de encontrá-lo, mas ele havia saído do local momentos antes”, explicou.

Disque-Denúncia
Informações anônimas sobre a localização do prefeito de Belém de Maria podem ser repassadas pelo Disque-Denúncia, por meio do telefone (81) 3719-4545, no interior do estado, ou (81) 3421-9595, na Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata Norte. Também é possível informar detalhes pelo site do Disque-Denúncia. O anonimato é garantido.

Prefeitura de Belém de Maria foi fechada no dia da Operação Pulverização (Foto: Paula Cavalcante/G1/Arquivo)

‘Operação Pulverização’
Durante as ações, foram expedidos 13 mandados de prisão. Cinco vereadores e um funcionário da prefeitura de Belém de Maria foram presos durante a segunda fase da Operação Pulverização. Foram presos o presidente da Câmara de Vereadores, José Jairo Leonildo de Brito, e os parlamentares Jailson José da Silva, Josival Carlos dos Santos, Antônio José da Silva e Carlos José Soares – segundo a Polícia Civil informou à época.

O procurador e coordenador do Gaeco –  vinculado ao MPPE -, Ricardo Lapenda Figueiroa, explicou que as investigações começaram com a promotoria de Palmares. “No primeiro momento foram descobertas algumas empresas fantasmas. Foram quebrados sigilos fiscais e na análise inicial havia o desvio de R$ 3 milhões. […] O valor já passa dos R$ 9 milhões”.

Primeiras prisões
Um secretário de finanças e mais seis pessoas foram presas no dia 19 de novembro de 2015. A ação do MPPE e da Polícia Civil buscou suspeitos de criar empresas fantasmas, lavar dinheiro e fraudar licitações. Na época, quatro suspeitos foram localizados em Água Preta, um em Catende, um em Palmares e outro em Caruaru.

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