CARNAUBAIS RN-COM VOTO VINCULADO GIOVANI WANDERLEY FOI O VENCEDOR DA 5ª ELEIÇÃO DISPUTADA EM CARNAUBAIS


Tendo saído do insucesso da eleição perdida em 1976, seis anos depois, tendo se libertado da sombra da liderança de Valdemar Campielo,  numa eleição altamente difícil, tendo o regime militar instituído a vinculação de votos, obrigando eleitor votar numa sigla de vereador a presidente da república.

 

Giovanni tirou lições positivas da derrota anterior, filiado ao MDB, venceu seus concorrentes de legendas e sublegendas com expressiva votação.

Giovani botou o pé na estrada, sem uso da máquina municipal na oposição, encampou o sentimento do eleitor que apaixonadamente defendia o seu nome. Fez uma campanha desafiadora, sem recursos, mas bastante obstinado, era o candidato e o próprio motorista condutor dos seus eleitores, que precisavam se deslocar para os hospitais de Assu, Mossoró ou Natal.

Como dificuldade inicial, bateu o motor do seu carro.

Os amigos se uniram e tendo Laércio Lopes de Porto do Mangue como vice lhe presentearam uma “Belina semi-nova” para terminar a campanha.

Aqui em Carnaubais uma equipe de costureiras, fizeram uma campanha beneficente em prol de Giovani: de cada dois vestidos costurados, o recebimento de um, seria entregue ao candidato para ajudar no combustível do seu transporte

A candidata a vereadora Toinha Carneiro e sua mãe, fizeram a frente deste movimento.

Outro exemplo solidário, foi feito por dona Teodora Feitosa moradora do Pacheco, reuniu outras mulheres vendedoras de ovos caipira e no final de semana, cada uma trazia a contribuição que podia dá – para Giovani continuar fazendo sua prestação de serviço.

Do lado politico recebeu importante ajudas externas: João Batista Lacerda Montenegro custeava parte das despesas mensais.

Nelson Gregório que ainda estava no Rio de Janeiro e tinha pretensões politicas, depois que retornasse da cidade maravilhosa mandava sempre recursos adicionais: pagou sua propaganda impressa, fotos, mensagens e um folheto de cordel escrito pelo poeta Chico Traíra.

O gerente da sua propriedade Pascoal, pagava os aluguéis de carros terceirizados e no dia da eleição custeou todo o combustível.

Apoiando  Aluizio Alves governador por sua indicação acatou o pedido de apoiar o deputado estadual radialista Jota Belmont.

E do candidato a senador Odilon Ribeiro Coutinho, recebeu um carro Chevete,  através do candidato a deputado Anchieta Costa Lima, que ficou no escanteio, tendo o advogado mossoroense, depois da apuração das urnas, vindo a praça pública, fazer um discurso de desabafo pela quebra do compromisso. Chamou Giovani de prefeiteco borocochô!

No palanque para lhe defender dos ataques dirigidos pelo seu concorrente de sublegenda Berg Barreto, sendo Giovanny um candidato mudo: não falava ao público em palanque.

Quem ficou nesta cruzada de rebater  todos os adversários, foi minha pessoa que com eloquência  de oratória recomendava o eleitor a votar no candidato da humildade e que o povo estava endossando sua batalha.

Fomos vencedores: Giovani Prefeito e Aluizio Lacerda o vereador mais votado do municipio.

Para a festa de posse as dificuldades de Giovanny eram tantas, que vendeu a última vaca do seu curral ao marchante Velho Marques.

Fomos na pick-up de Chico Mariano comprar  em Mossoró a bebida da solenidade de posse, para um mandato de seis anos, estipulado desde a gestão de Valdeci.

Como detalhe de gestão, Giovani foi muito assistencialista e perseguidor.

Quem mais sofreu represália foi a familia Cavalcante, espatifando todos.

Fazendo com que Luizinho se transferisse para ser colono na Serra do Mel, Paulo que tinha arranjado um emprego no DNOCS,  foi morar em Ipanguaçu, Marcos ser atendente na casa do professor em Natal e o caçula Nicolau morar com seu tio Zé do Bar em Assu.

Em Carnaubais apenas as mulheres da irmandade foram preservadas.

Os homens na condição de pedreiros ou serventes, não arranjavam  uma diária a pedido do prefeito.

Giovanni no poder mudou todas suas características de humildade da campanha anterior; ficou teleguiado politicamente por Ezaú Martins, Dioclécio Soares e a turma de Porto do Mangue.

Porém, quem mais lhe encabrestou, foi sua secretária de educação com quem manteve um romance amoroso, tendo com ela hoje uma filha advogada.

Giovani me obrigou por desatenção aos pedidos que fazia ao bem do povo que nos elegeu, ao prematuro rompimento do sistema governista, 9 messes depois.

Passei 5 anos e três meses na oposição, sem nenhum arrependimento.

Perdeu popularidade e na campanha seguinte apesar de fazer de Nelson Gregório seu sucessor pagou na mesma moeda todas as ingratidões que fez comigo  e outros.

Hoje vive melancolicamente, apenas com a rotulação de ex-prefeito sem liderar coisa alguma.

Quero dizer aos nossos leitores que estes contrapontos, são breves resumos a respeito de quem já comandou esse amado torrão.

Temos muito mais a contar positivamente ou negativo de cada governante.

“Aguardem o próximo”.

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