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A PALAVRA DO DIA-Marcos 10 Estudo: O Divórcio, as Crianças e o Jovem Rico

Neste capítulo de Marcos 10 estudo, veremos que Jesus continua sua peregrinação, pregando e demonstrando o Reino de Deus em Israel. Os fariseus ainda o perseguem, seguindo onde quer que vá, afim de questioná-lo, como fazem sobre o divórcio.

Jesus os ensina sua visão, que a vontade de Deus não é o divórcio, mas sim, o perdão. O mestre dos mestres mais uma vez dá valor as crianças em seu ministério, assim como ensina a um jovem rico que no Reino de Deus não entram aqueles que colocam sua felicidade em seus bens.

Por fim, prediz mais uma vez seu sofrimento e morte, e recebe um pedido ousado e inconsequente de Tiago e João. Na chegada em Jericó, mais um milagre, o cego Bartimeu.

Marcos 10 estudo: Contexto histórico
Jesus continuava evoluindo, Ele se encontrou com Moisés e Elias, permitindo que os discípulos mais próximos testemunhassem aquilo, afim de crerem no seu ministério.

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Ao tentarem expulsar um demônio de um menino, Jesus diz que essa “incredulidade” dos discípulos que não conseguiram só seria vencida com jejum e oração.

Ao sentir no coração que seus discípulos discutiam qual deles era o maior, Jesus mostra como ser o maior. Seu Reino está sendo estabelecido na terra!

Ensina também que, por causa da mão, do pé e dos olhos, o nosso corpo inteiro pode ser condenado a morte, sendo melhor que os arranquemos fora.

PARTE 1 – Marcos 10:1-34
(Marcos 10:1) Uma multidão o acompanha
v. 1 E ele levantando-se dali, foi para o litoral da Judeia, além do Jordão; e novamente a multidão recorre a ele; e, como era seu costume, ele os ensinou novamente.

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A palavra dali provavelmente se refere a Cafarnaum Mc 9:33). A Judeia ficava ao sul; além do Jordão indica a Pereia ou Transjordânia. Esta última região estava sob jurisdição de Antipas e pode explicar o motivo da pergunta do v. 2.

(Marcos 10:2) O questionamento dos fariseus
v. 2 E os fariseus vindo até ele, perguntaram-lhe, tentando-o: É lícito ao homem repudiar sua mulher?

As duas principais escolas de pensamento divergiam nas justificativas para o divórcio (Mt 19:3). A escola de Shamai era rigorosa, a de Hilel, liberal. O propósito dos fariseus era por Jesus à prova (Mc 8:11 – Mc 12:15).

Talvez se este encontro tivesse ocorrido no território de Antipas, eles esperariam que Jesus respondesse, tal como fez João Batista, e sofresse o mesmo destino (ver nota em Mc 6:16-17).

(Marcos 10:3-4) O que diz Moisés?
v. 3 E ele, respondendo, disse-lhes: O que Moisés vos ordenou?

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v. 4 E eles disseram: Moisés permitiu escrever carta de divórcio e repudiá-la.

Jesus perguntou: O que Moisés vos ordenou? E eles responderam com base em Dt 24:1-4, mas esta passagem não ordena o divórcio.

Ela apenas o reconhece, protege os direitos da mulher e proíbe que o marido volte a casar com a primeira esposa se tiver casado com outra nesse ínterim. Mais uma vez os fariseus estavam fazendo péssima interpretação das Escrituras.

(Marcos 10:5) A dureza do coração
v. 5 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Pela dureza dos vossos corações ele vos escreveu esse mandamento.

A expressão dureza dos vossos corações denota fechar o coração para as verdades de Deus. Moisés permitiu o divórcio como concessão à dureza do coração do povo.

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(Marcos 10:6-8) A vontade inicial do Pai
v. 6 Mas desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea.
v. 7Por isso deixará o homem pai e mãe, e se unirá à sua esposa;
v. 8 e eles dois serão uma só carne; e assim não são mais dois, mas uma só carne.

Jesus passou da concessão de Moisés à intenção de Deus no princípio da criação. Ao citar Gn 1:27, Jesus estabeleceu que o casamento é entre homem e mulher.

(Marcos 10:9) Deus uniu, não separe o homem
v. 9 Portanto, o que Deus uniu, nenhum homem o separe.

Jesus enfatizou que o casamento é uma prática estabelecida por Deus. Sua última declaração, nenhum homem o separe, se refere ao marido, não a uma corte judicial ( v. 11). Desta forma, Jesus respondeu a pergunta do v. 2 e descartou o divórcio.

(Marcos 10:10) Os discípulos continuam perguntando
v. 10 E, em casa, os seus discípulos o perguntaram novamente acerca do mesmo assunto.

Os discípulos de Jesus estavam espantados com o ensinamento e perguntaram o que Ele quis dizer.

(Marcos 10:11-12) A lei de Jesus
v. 11 E ele lhes disse: Qualquer que despedir a sua esposa e casar com outra, comete adultério contra ela.
v. 12 E, se a mulher despedir a seu marido, e casar com outro, ela comete adultério.

Embora tenha parecido que Jesus associou o novo casamento ao adultério, Ele não descarta todo tipo de novo casamento.

Jesus enfatiza que, se o divórcio não está baseado em motivos biblicamente válidos, um novo casamento será adúltero. Marcos não inclui as condições de exceção de Mt 5:32 e Mt 19:9.

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Este é um lembrete de que esta passagem não contém todo o ensino de Jesus acerca de divórcio e novo casamento.

Decerto influenciado pelo ambiente romano em que estava inserido, Marcos imagina aqui uma realidade que nunca passou pela cabeça dos seus colegas evangelistas, pela simples razão de que era impossível, na lei judaica, que a mulher se divorciasse do marido.

(Marcos 10:13) Jesus e as criancinhas
v. 13 E lhe traziam criancinhas, para que as tocasse; e os seus discípulos repreendiam aos que as traziam.

A expressão traziam provavelmente indica pais. Para que as tocasse, no v. 16, é explicado por “as abençoou”.

(Marcos 10:14) Jesus repreende seus discípulos
v. 14 Mas Jesus, vendo isto, indignou-se, e disse-lhes: Deixai vir a mim as criancinhas, e não as impeçais; porque de tais é o reino de Deus.

Este é o único lugar nos evangelhos em que Jesus ficou indignado (Mc 3:5). A palavra indica muita raiva. Jesus permitiu que as criancinhas viessem a Ele, mas o verdadeiro ponto está relacionado aos que são semelhantes a elas. Esta afirmação diz respeito ao tipo de pessoa a quem o Reino de Deus pertence.

(Marcos 10:15) Como receber o Reino de Deus
v. 15 Na verdade eu vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criancinha, não entrará nele.

A segunda frase de Jesus fala sobre como uma pessoa recebe e entra no reino de Deus. Uma criança pequena aceita o que lhe é dado como um presente, sem discutir seus direitos e reivindicações (Mt 18:3). Para entrar no Reino de Deus, deve-se aceitá-lo como um dom da graça.

(Marcos 10:16) Jesus as abençoa
v. 16 E ele, tomando-as nos seus braços, impôs suas mãos sobre elas, e as abençoou.

A expressão tomando-as nos seus braços é apenas uma palavra no grego. Jesus não apenas recebeu as crianças como também as abençoou.

A palavra para “abençoou” é intensificada, dando ideia da sinceridade de Jesus.

(Marcos 10:17) O jovem rico
v. 17 E, estando ele pelo caminho, veio ali alguém correndo, e ajoelhando-se diante dele, perguntou-lhe: Bom Mestre, o que farei para que eu possa herdar a vida eterna?

Estando ele pelo caminho indicando a jornada, volta a aparecer, lembrando aos leitores de que Jesus estava na reta final para Jerusalém (Mc 8:27 – Mc 9:2). Mateus (Mt 19:22) afirmou que este homem que se aproximou de Jesus era “jovem” e Lucas (Lc 18:18), que era “importante”.

Marcos indicou que ele era rico (Mc 10:22). Logo, refere-se ao homem como “o importante jovem rico”. Suas ações – correndo, e ajoelhando-se – sugerem seriedade e respeito.

Ele sabia que não tinha direito à vida após a morte. O v. 23 mostra que vida eterna e “Reino de Deus” são sinônimos.

(Marcos 10:18) Bom é o Pai
v. 18 E Jesus lhe disse: Por que tu me chamas bom? Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus.

A recusa de Jesus dirigiu o homem a Deus. Ao afirmar que somente Deus é bom, Jesus não negou Sua própria divindade e bondade.

Ele apenas indicou que o julgamento humano não pode ser a palavra final sobre o que é bom e mau.

(Marcos 10:19) Jesus interroga o jovem
v. 19 Tu sabes os mandamentos: Não cometerás adultério, não assassinarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, não defraudarás, honra a teu pai e a tua mãe.

Estes mandamentos pertenciam à segunda tábua da lei, que falava de conduta e relacionamentos (Êx 20:12-16 – Dt 5:16-20).

(Marcos 10:20) Uma vida de obediência
v. 20 E ele respondeu, dizendo: Mestre, tudo isso eu tenho guardado desde a minha juventude.

O jovem novamente se dirigiu a Jesus como Mestre, mas desta vez não acrescentou “bom”.

(Marcos 10:21) O maior sacrifício
v. 21 E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Uma coisa te falta; vai pelo teu caminho, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e tu terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz, e segue-me.

Olhando para ele é uma forma intensificada do verbo, indicando exame minucioso. Somente Marcos afirma que Jesus o amou.

A expressão uma coisa te falta mostra que a perfeita obediência à lei não torna alguém merecedor da vida eterna.

A “uma coisa” envolvia renunciar as suas posses e tornar-se um discípulo (Mc 1:17 – Mc 2:14). Em troca das posses terrenas, ele teria um tesouro no céu.

(Marcos 10:22) O jovem fica triste
v. 22 Mas ele, entristecendo-se com o que foi dito, foi embora afligido; pois ele tinha grandes posses.

Entristecendo-se é um verbo descritivo usado apenas nesse texto em Marcos. Significa “chocado” ou “horrorizado”.

O efeito da ordem de Jesus deve ter ficado visível no rosto do jovem. Em vez de seguir Jesus (v. 21), foi embora, escolhendo suas grandes posses em vez de Cristo. Ele é um exemplo de Mc 4:19.

(Marcos 10:23) O amor as riquezas
v. 23 E Jesus, olhando ao redor, disse aos seus discípulos: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!

Quão dificilmente indica extrema dificuldade. Em vez de ser uma vantagem, as posses eram um obstáculo para se entrar no Reino de Deus.

(Marcos 10:24) Jesus enfatiza a dificuldade
v. 24 E os discípulos se admiraram destas suas palavras. Mas Jesus, tornando a falar, disse-lhes: Filhos, quão difícil é, para os que confiam nas riquezas entrar no reino de Deus!

Sobre se admiraram, ver nota em Mc 1:21-22. Talvez os discípulos entendessem a riqueza como um sinal da bênção de Deus (Dt 28:1-14).

(Marcos 10:25) Jesus faz uma comparação
v. 25 É mais fácil um camelo passar pelo olho da agulha, do que entrar um homem rico no reino de Deus.

Jesus usou um provérbio para mostrar tal impossibilidade. O camelo era o maior animal na Palestina, e certamente não era possível espremê-lo através do olho da agulha.

(Marcos 10:26) Quem poderá ser salvo?
v. 26 E eles ficaram extremamente admirados, dizendo entre si: Quem então, poderá ser salvo?

A surpresa dos discípulos de Jesus aumentou, passando de “admirados” (Gr. thombein), no v. 24, a “extremamente admirados” (Gr. perissos ekplessesthoi), no v. 26.

Ser salvo (Gr. sozo) equivale a “entrar no Reino de Deus” (v. 23-25), “vida eterna” (v. 17,30), “céu” (v. 21) e “mundo vindouro” (v. 30).

(Marcos 10:27) Para Deus, tudo é possível
v. 27 E Jesus, olhando para eles, disse: Com homens isso é impossível, mas não com Deus; porque com Deus todas as coisas são possíveis.

A expressão olhando para conota grande intensidade, lembrando a maneira como Jesus olhou para o jovem (v 21).

A partícula grega Ilopó de forma geral, é a ideia de: “Ao lado de”; “junto a”; “perto de”. Somente com Deus o homem alcançará a salvação.

Somente com Deus você conseguirá ter uma vida cristã saudável. Ver também Mt 19:26 e Lc 1:37.

(Marcos 10:28) Pedro, o porta-voz
v. 28 E Pedro começou a dizer-lhe: Eis que nós deixamos tudo, e te seguimos.

Como sempre, Pedro serviu de porta-voz dos discípulos (Mc 8:29 – Mc 9:5 – Mc 11:21). Em seu raciocínio, ele e os discípulos tinham feito o que Jesus mandara o rico fazer.

(Marcos 10:29) Os dignos de Jesus
v. 29 E Jesus, respondendo, disse: Na verdade eu vos digo que não há nenhum homem, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por causa de mim e do evangelho,

Na verdade eu vos digo era a fórmula de juramento solene de Jesus. Ele deu o mesmo valor a Si e ao evangelho.

(Marcos 10:30) Sua recompensa
v. 30 que não receba cem vezes mais, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no mundo vindouro a vida eterna.

A compensação prometida (cem vezes mais) abrange o “neste tempo” (ver Mc 3:34-35) e no mundo vindouro.

Seguir Jesus não protege do sofrimento, mas a recompensa inclui a vida eterna. Ő rico importante buscava isso (v. 17), mas se afastou (v. 22).

(Marcos 10:31) A ordem do Reino de Deus
v. 31 Mas muitos que são primeiros serão últimos, e os últimos, primeiros.

Jesus enfatizou a inversão de valores tão proeminente no discipulado cristão (Mt 19:30 – Mt 20:16 – Lc 13:30).

(Marcos 10:32) A coragem de Jesus
v. 32 E eles estavam no caminho, subindo a Jerusalém; e Jesus ia adiante deles. E eles maravilhavam-se, e seguiam-no atemorizados. E, ele tomando novamente os doze, começou a dizer-lhes as coisas que deviam acontecer com ele,

A viagem pela estrada prosseguia. O caminho leste até Jerusalém subia por causa da altitude da cidade. Jesus ia adiante, mostrando que não estava com medo do que O aguardava.

(Marcos 10:33-34) Jesus prediz sua morte e sofrimento
v. 33dizendo: Eis que vamos para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes, e aos escribas, e eles o condenarão à morte, e o entregarão aos gentios;

v. 34 e eles zombarão dele, e o açoitarão, e cuspirão nele, e o matarão; e ao terceiro dia ele será ressuscitado.

Ao falar vamos, Jesus deve ter assustado ainda mais os discípulos. Em sua última predição, Jesus declarou que os principais sacerdotes e os escribas iriam condená-Lo à morte (ver notas em Mc 14:53) e entregá-Lo aos gentios, visto que não tinham autoridade para executar tal sentença (Mc 15:1-2).

(Marcos 10:35-45) PARTE 2
Tiago e João não conseguiram perceber as consequências do sofrimento e morte de Jesus.

(Marcos 10:35-36) Tiago e João fazem um pedido
v. 35 E Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se dele, dizendo: Mestre, queremos que tu nos faças o que nós desejamos.

v. 36 E ele lhes disse: O que quereis que eu vos faça?

Em Marcos, esta é a única vez que Tiago e João agiram sozinhos, em separado dos outros discípulos, e o fizeram de modo egoísta.

É bem provável que tenham pedido a Jesus que atendesse seu pedido antes mesmo de dizer o que era, porque sabiam que estavam sendo egoístas.

(Marcos 10:37) Um pedido inconsequente
v. 37 E eles lhe disseram: Concede-nos que na tua glória nós possamos nos assentar, um à tua direita, e o outro à tua esquerda.

A direita era a posição de maior honra, e a esquerda, o segundo lugar de maior honra. Tiago e João tiveram um vislumbre da glória de Jesus na transfiguração e agora queriam mais. Foi a mãe deles que sugeriu que fizessem esse pedido (Mt 20:20-21).

(Marcos 10:38) Será que suportarão?
v. 38 Mas Jesus lhes disse: Não sabeis o que pedis; podeis vós beber o cálice que eu bebo, e serdes batizados com o batismo com que eu sou batizado?

O cálice e o batismo indicam o sofrimento e a morte de Jesus (Mc 14:36).

(Marcos 10:39-40) Jesus libera seu legado
v. 39 E eles lhe disseram: Nós podemos. Jesus, porém, disse-lhes: De fato, bebereis o cálice que eu bebo, e sereis batizados com o batismo com que eu sou batizado;

v. 40 porém, o assentar-se à minha direita, ou à minha esquerda, não é meu para dar; mas o será dado àqueles a quem está preparado.

De fato, bebereis pode ser uma predição do martírio de Tiago (At 12:2) e do exílio de João (Ap 1:9).

Mas o será dado aqueles a quem está preparado é uma voz passiva divina, indicando que Deus decidiria quem iria receber lugares de honra.

(Marcos 10:41) A indignação dos 10
v. 41 E os dez, tendo ouvido isso, começaram a indignar-se contra Tiago e João.

Os outros discípulos ficaram indignados, mesmo verbo usado para Jesus no v. 14.

(Marcos 10:42) A autoridade dos discípulos
v. 42 as Jesus, chamando-os a si, disse-lhes: Sabeis que os que são reconhecidos como governadores dos gentios, exercem senhorio sobre eles, e que sobre eles uns dos seus grandes exercem autoridade.

O fato de Jesus ter ensinado essa lição a todos os Seus apóstolos mostra que todos eles se esforçavam com a mesma ganância que levou Tiago e João a buscar lugares de honra.

(Marcos 10:43-44) O menor é o maior
v. 43 Mas não será assim entre vós; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será o vosso ministro,

v. 44 e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos.

Tornar-se grande na liderança cristã significa tornar-se servo. A palavra grega diokonos se refere a uma pessoa que serve às mesas.

Mas se espera muito mais de um discípulo: qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos.

Um “escravo” (Gr. doulos) é inferior a um servo, não tem qualquer direito e só faz o que seu o senhor manda.

(Marcos 10:45) O filho do homem veio servir
v. 45 Porque até mesmo o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.

O maior exemplo de liderança e serviço é o Filho do homem. Dar é a essência do serviço, e Jesus deu sua vida em resgate de muitos (cp. Is 53:10-12). “Resgate” indica o preço pago para libertar um escravo.

(Marcos 10:46-52) PARTE 3
Marcos concluiu a seção “da estrada” assim como a iniciou – com a história de um cego (Mc 8:22-26). Este relato contrasta o que o cego podia ver com o que os discípulos não podiam.

(Marcos 10:46) O cego Bartimeu
v. 46 E eles chegaram a Jericó; e, saindo ele de Jericó com os seus discípulos e um grande número de pessoas, Bartimeu, o cego, filho de Timeu, estava assentado ao lado da estrada, mendigando.

A cidade de Jericó ficava aproximadamente 27 quilômetros a nordeste e cerca de 1000 metros abaixo de Jerusalém. O grande número de pessoas era composto de peregrinos da Páscoa.

(Marcos 10:47-48) Um clamor comovente
v. 47 E, ele ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar, e a dizer: Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim.

v. 48 E muitos mandaram que se calasse; mas ele clamava ainda mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim!

Esta é a segunda vez que Marcos identificou Jesus como de Nazaré (Mc 1:24) e a única vez neste evangelho que alguém se dirigiu a Jesus como Filho de Davi, título messiânico baseado em 2Sm 7:11-14 (Mc 11:10).

(Marcos 10:49-52) Jesus ouve o clamor e o cura
v. 49 E Jesus, parando, ordenou que ele fosse chamado; e eles chamaram o homem cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo, levanta-te; ele te chama.

v. 50 E ele, lançando de si a sua capa, levantou-se, e foi até Jesus.

v. 51 E Jesus, respondendo, disse-lhe: O que queres que eu te faça? E o homem cego lhe disse: Senhor, que eu receba a minha visão.

v. 52 E Jesus lhe disse: vai no teu caminho, a tua fé te curou. E ele imediatamente recebeu visão, e seguiu a Jesus pelo caminho.

Em contraste com a cura do cego em Mc 8:22-25, Jesus simplesmente declarou a cura de Bartimeu. Curou é a palavra grega sozo. Pode indicar cura física e salvação espiritual. Bartimeu experimentou ambas.

Conclusão
Concluímos, portanto, que Jesus está cada vez mais aprofundando seus ensinamentos e trazendo aos seus discípulos e nós, valores e princípios eternos do seu Reino inabalável, que está chegando.

Ele confronta fariseus e seus questionamentos acerca da moral de um divórcio e nos ensina que o perdão, a lei do amor, cancela toda lei dos homens, até mesmo de Moisés.

Ele mais uma vez dá lugar as crianças, entregando a elas o seu Reino, nos mostra como seremos o maior, ao servimos, como Ele mesmo o fez, ao próximo, amando e fazendo o bem.

Por fim, retira a cegueira de Bartimeu, este homem que nos dá o exemplo de nunca nos calarmos, afinal, o filho de Davi, o Messias, estava passando por ali.

Marcos 10 estudo.
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Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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