A VERDADE REAL-O Submundo das Drogas – O Dependente Químico


Dependente Químico

O Submundo das Drogas – O Depenente Químico

O uso de drogas, que atrai alguns jovens, acaba sendo responsável pela destruição de muitas vidas. O que parece divertido ou fascinante no início, se transforma num pesadelo. Da maconha e do ecstasy para o crack ou a cocaína é um pulo. Depois vem a dependência e os problemas de saúde física e mental. E na seqüência, os reflexos na escola ou no trabalho, as dívidas com os traficantes, o envolvimento com a violência e a criminalidade.

Um drama para o viciado, para a família, para a sociedade.

DEPOIMENTO

Antes de se suicidar, Percy Patrick, dependente de drogas, endereçou uma carta emocionante alertando os jovens.
“Se alguém lhe oferecer algum tóxico, demonstre ser mais homem do que eu fui. Não se deixe tentar, por nenhuma razão, e saiba responder com um “não”.
Talvez você encontre “amigos” que lhe ofereçam gratuitamente um pouco da coisa (droga) para depois, sucessivamente, fazer você pagar por ela. No princípio o preço é reduzido, mas quando perceberem que você se tornou viciado (dependente), aumentarão os preços. Não esqueça que a mesma pessoa que lhe vendeu a maconha, terá em reserva para você, também a heroína.
E tudo isso, por quê? Não certamente pela sua felicidade, mas para obter dinheiro.
A droga pode oferecer momentos de felicidade, mas a cada um destes momentos corresponde um século de desespero que jamais poderá ser apagado. A droga destruiu todos os meus sonhos de amor, as minhas ambições e a minha vida no seio da família.

OS ADOLESCENTES E AS DROGAS

Os adolescentes de hoje estão mais sujeitos ao contato com as drogas. Ambiente, companhias erradas, tudo favorece o contato e as primeiras experiências com as drogas. A isso, acrescente-se a freqüente ausência dos pais, que cria condições favoráveis para que os filhos adolescentes se sintam livres para aventuras deste tipo, sem pensar muito nas conseqüências.

Nesta fase da vida, eles afirmam sua personalidade: novas descobertas, novo corpo, explosões de emoção e temperamento contribuem para o surgimento de novos e difíceis problemas.
Da própria sociedade, em rápida mudança, chega uma série de cobranças e de apelos de consumo: como se mover, vestir e até mesmo como não ser tão “careta”. E o coitado do adolescente, ainda inexperiente, só pode ficar na maior das confusões!

A droga na infância e na adolescência

Dra. Lou de Olivier

O primeiro contato com a droga:

Um dos problemas mais graves que afetam a escola são o consumo e tráfico  de drogas. As crianças têm contato e iniciam-se no vício cada vez mais cedo, conseguem as drogas de forma tão fácil quanto comprar balas no bar da esquina e pais e professores sentem-se de “mãos atadas” diante do problema, sem saber qual a melhor solução.

Em primeiro lugar, vale o velho ditado:  “É melhor prevenir do que remediar”, portanto os pais devem dialogar muito com os filhos não só sobre drogas, mas também sobre namoro, sexo, família. Enfim, deve haver muito diálogo aberto e amizade entre as famílias para evitar-se que os adolescentes cometam os erros freqüentes a esta fase e que, muitas vezes, refletem negativamente para o resto da vida.

Também a escola precisa colaborar neste sentido incentivando o diálogo entre professores/pais/alunos, promovendo palestras esclarecedoras com bons profissionais e estimulando os alunos a integrarem-se a sua escola como sua segunda casa.

Como detectar o uso de drogas:

Deve-se estar atento às mudanças bruscas de comportamento. Crianças ou adolescentes que, de repente tornam-se eufóricos ou oscilam facilmente entre euforia e depressão, demonstram diminuição ou aumento de apetite (para alguns a maconha estimula exageradamente o apetite), diminuição ou aumento da necessidade do sono, diminuição ou aumento do cansaço físico, olheiras profundas, olhos muito vermelhos ou lacrimejantes. Todos estes sintomas podem ser causados pelo consumo de drogas. A droga age de diferentes formas no organismo, portanto, não há regras rígidas para os sintomas. O sinal mais evidente do consumo de drogas é a mudança brusca de comportamento, de horários e hábitos. Quando um indivíduo muda radicalmente sem motivo aparente, algo vai mal e, quase sempre, o mal é a droga.

Como agir ao detectar uso de drogas:

Às vezes só o diálogo e a informação não são suficientes e, mesmo sendo um jovem esclarecido e bem integrado á família/escola, também é possível viciar-se.

Uma das queixas mais comuns aos pais de filhos viciados é: “Mas fizemos tudo por ele, conversamos, explicamos, nos colocamos como amigos… Ele teve a mesma educação dos outros filhos, porque então, só ele viciou-se?”

A resposta é muito simples, porque “ele” não entendeu a boa intenção dos pais, precisava de mais assessoria, mais cuidados, mais informações e carinho do que os outros filhos. Aí entra a sensibilidade dos pais para conhecer e entender cada filho como único, necessitando de uma educação dirigida somente a ele. O que serve para o primogênito pode não valer nada para o caçula e vice-versa.

Quando a droga já se instalou:

Quando o diálogo não é suficiente e a criança/adolescente experimenta algum tipo de droga e vicia-se, o que deve ser feito é, antes de tudo, não chorar pelo “leite derramado”, não procurar culpados, nem acusar ninguém muito menos o adolescente pelo que ocorreu simplesmente porque não existem culpados, pelo menos, não dentro da família e discussões e/ou acusações mútuas só irão complicar mais ainda a situação.

Deve-se conversar com o viciado e procurar saber como entrou em contato com a droga, que tipo de droga usou, se a continua usando, com que freqüência e, acima de tudo, há quanto tempo está drogando-se. Estas informações são essenciais para, inclusive, definir qual o melhor tratamento para este indivíduo, pois um ponto importante que defendo é o tratamento individual dirigido às necessidades de cada paciente porque cada pessoa iniciou-se e continuou no vício por um motivo diferente (pode até ser uma deficiência de dopamina no organismo) e, portanto, precisa ser tratada de forma particular.

E jamais pergunte ao jovem “porque” viciou-se, primeiro porque esta pergunta geralmente vem carregada de emoções conturbadas que questionam desde o “porque esta desgraça na nossa famíliaaté o “onde foi que eu errei”. E também porque o jovem, certamente, não terá a resposta para esta pergunta. Deixe esta pergunta para o Terapeuta que, se for competente, saberá conduzi-lo para a resposta. Aliás, ponto fundamental: Ao detectar uso de drogas, procure imediatamente ajuda profissional. E certifique-se de que o profissional é realmente competente para isso.

ELES PRECISAM DE AJUDA

O que queremos é que os adolescentes conheçam os riscos que os esperam, entre eles a horrível possibilidade de experimentarem a droga e de entrarem na turma dos dependentes. Os adolescentes precisam de alguém que os ame de verdade, independentemente de suas indecisões e estranhezas.
Graças a Deus, nesta fase da vida eles podem descobrir Jesus como alguém que os impressiona, o grande amigo de todas as horas, que não quer que ninguém se perca, desperdiçando a vida e, até, induzindo outros a isso.

QUE DROGA ESSA DROGA!

Mas, o que leva um adolescente a usar drogas?
As causas são muitas: a solidão, a falta de formação, as más companhias, as decepções, os desentendimentos com os pais e outros desconfortos de uma sociedade injusta e excludente. Nesta situação, as drogas podem se apresentar ao adolescente como a solução dos problemas que o aflige. É uma triste ilusão!
A doença, de fato, isola das pessoas, a não ser que precise delas para conseguir a droga. Transforma os usuários em pessoas hostis, egocêntricas e egoístas. Para não adoecer ou enlouquecer, chegam a sentir orgulho pelo seu comportamento às vezes ilegal e, quase sempre, extravagante e esquisito.
Para conseguir as drogas, eles mentem, roubam. O fracasso e o medo invadem sua vida e o espírito fica em pedaços.
Uma saída fácil. Eis o que eles querem e, não a encontrando, algumas vezes pensam no suicídio. E, se não houver uma reviravolta radical, uma opção forte do interessado…, o uso de drogas acaba sempre subjugando o usuário.

O QUE FAZER?

A dependência pode ser detida. Não há nada de vergonhoso em ser um dependente, desde que este tome consciência de sua situação, deixe de justificar seu comportamento, se preocupe com o seu bem-estar e comece a agir positivamente.
A recuperação é uma tarefa difícil e o tratamento médico é apenas uma parte desta recuperação. A participação dos pais e a união da família são os maiores fatores de combate ao tóxico, assim como a degradação da família é uma das causas do aumento do número de usuários.
A terapia ocupacional. Deve-se descobrir o que o dependente de drogas gosta de fazer (habilidade manual, fotografia, dança esportes…). Com estas ocupações surgirão em sua vida outros interesses e outras formas de realização que o ajudarão a recuperar a auto-estima perdida.
Desenvolver as forças interiores. São as qualidades positivas que todos nós possuímos, e que, no caso dos dependentes, ajudam na recuperação. Esse trabalho deve ser feito com acompanhamento de psicólogos e educadores.
A violência não recupera ninguém. Devemos evitar rotular o dependente de drogas com frases como: Uma vez viciado, sempre viciado. Contudo, a experiência mostra que quanto maior for o tempo do vício, mais difícil é a recuperação.

EDUCANDO PARA PREVENIR

A educação, bem planejada e assumida pela família e pelos órgãos competentes, é a melhor forma de combater o tóxico.
Bem educada, a pessoa se sente bem, em harmonia com o próprio corpo, com a mente e com o espírito, passando a viver bem com os outros e com o mundo em geral.
Sendo que a vida é o maior dom de Deus, estragar ou até acabar com a própria vida é a maior “bobeira” que uma pessoa pode fazer. Devemos amar e cuidar da vida contra todo tipo de drogas.

COMO SE RECONHECE UM DEPENDENTE DE DROGAS?

A relação abaixo serve como referência das possíveis alterações de comportamento de um adolescente que entra em contato com as drogas:

  • Paranóia vaga.
  • Negligência à aparência pessoal.
  • Recusa na execução de tarefas.
  • Aumento nos atritos com outras pessoas, irritabilidade, mau humor.
  • Atitude hipersensível no que se refere a leves críticas.
  • Pensamento desordenado ou fragmentado, perda da memória.
  • Significante enfraquecimento no desempenho escolar.
  • Apatia, diminuta energia, síndrome de desinteresse.
  • Aumento do apetite (normalmente no usuário de maconha).
  • Mudança de atividade, normalmente de interesse competitivos para PASSIVIDADE e RETRAIMENTO.
  • Mudanças brutas de humor, explosões de raiva sem motivo e uso de palavras abusivas.
  • Perda de peso e apetite (a cocaína provoca aumento na liberação de serotonina neurotransmissor que inibe o apetite).
  • Sangramento nasal – o uso de cocaína estimula a produção de substâncias com dopamina e noradrenalina no cérebro, que aumentam a pressão arterial, ocasionando o rompimento de pequenas veias e artérias.
  • Diminuição no relacionamento afetuoso com a família, maior indiferença quanto aos sentimentos dos outros.
  • Síndrome persecutória – a cocaína causa um curto-circuito no sistema límbico (que comanda as emoções) e no córtex (responsável pelas funções psíquicas), o que pode ocasionar delírios.
  • Insônia (dependentes de anfetaminas).
  • Sinais de picadas nos braços.
  • Tendência ao suicídio.

Como alguém começa a usar drogas?

Quase sempre este início é igual: através do melhor amigo, o colega de carteira da escola, o namorado ou a namorada. Quando o jovem está aborrecido, oferecem-lhe de graça uma passagem para um mundo onde o aborrecimento vai desaparecer.
Se ele aceita, o “amigo’ ’vai estar em seu caminho para oferecer outras doses até que a dependência se instale e aí o produto passa a custar dinheiro. E nesse ponto a pessoa já se tornou escrava da droga e do seu fornecedor, que nem sempre é o traficante maior, mas age em seu nome. Daí as conseqüências são as piores possíveis.
A tolerância por parte das escolas é outro fator que tem contribuído para a dispersão do consumo de drogas ilícitas.
As escolas particulares “cumprem” com seu papel informando com palestras não efetivas, e também o número de expulsões relacionadas com o uso de drogas é baixo. Hoje em apenas um de cada dez casos, o estudante é desligado do estabelecimento. Geralmente, quando se droga dentro das dependências do colégio.
A droga no colégio é fácil de ser adquirida, podendo ser comercializada pelo vendedor de balinha que fica na porta, por um professor, ou um colega.

USUÁRIOS:

CLASSIFICAÇÃO:

  • NÃO USUÁRIO

– Nunca utilizou drogas

  • USUÁRIO LEVE

– utilizou drogas, mas no último mês o consumo não foi diário ou  semanal.

  • USUÁRIO MODERADO

– utilizou drogas semanalmente, mas não diariamente no último mês.

  • USUÁRIO PESADO

– Utilizou drogas diariamente no último mês.

TIPOS DE USUÁRIOS:

USUÁRIO RECREATIVO OU OCASIONAL:

– A maioria das pessoas, por exemplo, usam as bebidas alcoólicas para recreação, sabendo quando parar, e o que pode ou não fazer depois de ter ingerido certa quantidade de álcool. Existe um controle sobre a bebida.

USUÁRIO PROBLEMÁTICO OU DEPENDENTE:

Nos dependentes, a vontade de beber é tão intensa que o usuário não consegue controlar-se, precisando dos efeitos do álcool para sentir-se capaz de exercer as tarefas comuns ao dia a dia de todos nós. É importante saber que nem todo usuário recreativo será um dia um dependente, mas, com certeza, todo dependente já foi um dia um usuário recreativo.

ESCALADA DAS DROGAS:

  • FASE- I: O PRIMEIRO CONTATO

– É a fase considerada a “fase de experimentação ou a primeira vez”. É início do  uso da  droga. Um conhecido ou mesmo amigo oferecem- na para  ele.  As  primeiras  sensações   são   ruins,  havendo   assim   um  desestímulo para prosseguir.

– Álcool = vômito;

– Fumo e maconha = náuseas, vômitos e ardência nos olhos;

– Heroína = vômitos.

Entretanto, a insistência dos traficantes ou mesmo dos amigos, leva a pessoa  a repetir  á     experiência que, nas vezes seguintes, passa a não mais desagradar e sim, passam a  experimentar as sensações de “prazer”.

Essa primeira fase é a mais positiva para não deixar chegar ao ponto de dependência.

    “O melhor mesmo é nunca experimentar”.

  • FASE- II: PERIOCIDADE DE USO

É a fase do usuário passivo, muitas vezes não sai em busca das drogas, mas, não rejeita, e quando ela é oferecida por amigos é prontamente aceita.

Essas pessoas consomem a droga no máximo uma vez por semana, e se orgulham  em  dizer  aos  companheiros  que  as   usam  e  que  se quiserem  largam-na  a qualquer  momento quando assim o desejar; sem maiores problemas.

A droga já está instalada na vida do jovem. Uma vez por mês, a cada  quinze dias ou semanalmente, ele  a  utiliza para ir  a festas,  encontrar-se com a namorada,  nos encontros  com  a  turma, etc. Neste estágio   já se notam  mudanças  bruscas no  comportamento  e  no  humor,  quedas  no   rendimento escolar, e afastamento da família.

  • FASE-III: A DITADURA DA DROGA:

É a fase do uso freqüente, o indivíduo busca espontaneamente a droga.

O jovem começa a escolher suas companhias e os lugares que irá freqüentar por causa da droga. Não sairá com fulano ou beltrano, porque estes são caretas, deixará de ir aos lugares onde não poderá utilizar a droga. As companhias dele não são mais as mesmas, e mesmo os amigos mais antigos deixam de ser procurados. Gastos excessivos são comuns nesta fase, onde o jovem solicita quantias sucessivas de dinheiro. Se, ao contrário, estiver sempre com muito dinheiro de fonte não identificada, ele poderá estar vendendo drogas. Usa pelo menos duas vezes por semana.

FASE-IV: VIVER PARA DROGAR-SE /DROGAR-SE PARA VIVER:

Esta é a fase final. Nada mais importa, a não ser a droga. Objetos de valor e dinheiro somem de casa. A vida do jovem transforma-se num pesadelo: não estuda, não trabalha acidentes freqüentes no trânsito, brigas constantes com a família. Tornou-se um usuário crônico.

É a chamada fase da dependência. As pessoas que atingem esta fase difícil mente abandonam o vício, e a cura é muito difícil

O QUE LEVA UMA PESSOA A SE DROGAR

  • ALICIAMENTO DE AMIGOS:

É o motivo mais importante responsável pela introdução de pessoas no mundo das drogas. Se uma pessoa estranha como um traficante procura um jovem tentando induzí-lo nas drogas terá, apesar de experiências em aliciamento, mais dificuldade do que quando essa introdução é feita por um amigo ou companheiro. Muitas vezes o traficante seduz o líder de um determinado grupo, o vicia e passa a mantê-lo por um determinado período sem nada cobrar pelo fornecimento da droga, mas, em contrapartida, esses elementos se comprometem a arrumar novos adeptos que  irão  engrossar    as fileiras de dependentes. As amizades influenciam muito pela confiança e pelo medo de perder os amigos.

  • CURIOSIDADE:

Outro motivo também muito comum, é a curiosidade que essas pessoas possuem em relação às drogas. Quando a situação é proibida, ela passa a despertar a curiosidade das pessoas e, como a propaganda é forte e diz que a droga oferece um grande prazer a quem usa, é natural que as pessoas, principalmente aquelas que não possuem ainda uma personalidade formada, queiram experimentar. Como dissemos anteriormente, experimentar é o primeiro passo para formar um dependente, pois você não pode se viciar naquilo que você nem sabe se é bom. Vendo sob esse aspecto devemos até mesmo se necessário for assustar os mais jovens mostrando que é um péssimo negócio experimentá-las.

  • DESEJO DE EXPERIÊNCIAS NOVAS E EMOCIONANTES:

Para variar suas atividades habituais, é humano e especialmente dos indivíduos mais vulneráveis que são os jovens. A iniciação muitas das vezes ocorre por necessidade que esses jovens têm de experimentar situações excitantes, agradáveis e perigosas, que se assemelham, por exemplo, a dirigir um automóvel, principalmente se não houver o consentimento dos pais.

  • DEMONSTRAR A INDEPENDÊNCIA E A NECESSIDADE DE HOSTILIZAR OS PAIS OU OUTRAS PESSOAS:

Que se encontra em situações hierarquicamente superiores é um motivo muito comum em adolescentes que freqüentemente encontra-se em conflitos de opiniões com pessoas mais velhas.

  • FUGA DA REALIDADE:

É um dos grandes motivos que levam inúmeras pessoas a iniciarem-se no mundo das drogas, como se a fuga fosse a melhor situação para se resolver algum problema. Quem na vida não se encontra, ou já não se encontrou em dificuldade,  que  no momento  pareciam ser  o fim do mundo e intransponível  mas que,  quando se resolveu combatê-las de frente, acabou-se achando uma solução. Com o passar dos anos o amadurecimento das pessoas leva-os a entender que para  tudo tem uma solução, e que o tempo se incumbe de transformar um grande problema, num médio e num pequeno problema.

  • AUMENTO DE CRIATIVIDADE:

É uma noção errada, introduzida por maus profissionais ligados á ciência do comportamento humano, e prontamente aceita, principalmente por essas pessoas ligadas a profissões que necessitam constantemente de criar idéias, objetos e situações. Essas pessoas procuram as drogas, como se elas pudessem dar a eles algo mais que a sobriedade, e o perfeito estado de consciência não conseguissem.

  • BUSCA DE TRANQÜILIDADE E RELAXAMENTO:

Muitas vezes, é o motivo que introduz pessoas no mundo das drogas, principalmente àquelas que vivem em situações de excitação e estresse constantes, buscando um alívio dessas tensões. As drogas escolhidas quase sempre são os barbitúricos e os opiáceos sintéticos ou não, que produzem uma sensação de tranqüilidade e bem estar.

  • AMBIENTE SÓCIO-ECONÔMICO E CULTURAL:

Tem influências importantes e diversificantes, e que podem ser colocados como instrumentos de aprendizagem do adolescente pela experiência. Essa conotação é importante se levantar, sobretudo, para o assunto drogas em questão, no contexto social da mídia, das propagandas, dos modelos, etc.

  • O PODER DA MÍDIA:

O grande apelo da droga é o prazer que ela pode oferecer. Portanto, não se deve mistificar ou enganar sobre o tema, uma vez que é assunto constante dos meios de comunicação, e nem sempre tratado com a devida sobriedade, nem com o embasamento científico desejável.

  • TENDÊNCIAS PARA IMITAÇÃO:

A codificação, a maneira de falar, de vestir, em  padronização da “patota” jovem. Este é o ponto nevrálgico em que a pesquisa de marketing busca o interesse da juventude e a propaganda surge poderosa para fomentar o consumismo, plataforma em que o adolescente deita e rola nas compras modernas.

  • OUTROS MOTIVOS:

–      Problemas emocionais;

–      Problemas financeiros;

–      A falta de ocupação;

–      Falta de confiança;

–      Falta de valores pessoais;

–      Carência afetiva;

–      Ausência de diálogo;

–      Família desajustada;

–      Violência verbal e física;

–      Ausência do sentido de religiosidade;

–       Falta de valores familiares.

Mesmo uma pessoa estando viciada em drogas que causam apenas Dependência Psíquica ( e não física), a cura é muito difícil, porque ela se sente frustrada e insatisfeita sem a mesma,  e, dependendo do tipo de personalidade ela pode até matar para obter a droga. A dependência física pode ser curada em hospitais; já a psíquica requer um tratamento psicoterápico demorado e é necessário descobrir e remover a causa que leva a pessoa ao uso do tóxico. Ao estudarmos os tóxicos, devemos saber que o maior ou menor efeito é determinado por menor ou maior dose; depende também do estado psicológico e/ou físico no  momento do uso da droga e também da pureza desta droga.

COMO SE RECONHECE UM DEPENDENTE DE DROGAS:

  • MUDANÇAS NO COMPORTAMENTO

– Repentina mudança de personalidade e acessos de mau humor sem explicação;

  • FALTA DE MOTIVAÇÃO PARA AS ATIVIDADES COMUNS:

– Perde o estímulo pelas atividades normais

  • QUEDA NO RENDIMENTO ESCOLAR OU NO TRABALHO E ATÉ ABANDONO.

– Passa a se desinteressar pelos estudos chegando as vezes a abandoná-lo

  • ISOLAMENTO:

– Encerra-se sozinho no quarto, etc.

  • PERDA DE INTERESSE POR ATIVIDADES FAVORITAS:

Cuidados a serem tomados quando descobrir o envolvimento.

  • É muito importante agir de maneira firme, porém, não enérgica e sem o uso de agressões, mesmo que verbais ao se descobrir que um filho ou um amigo está usando algum tipo de drogas.

    Como Agir

1 Não rejeitar. O primeiro amparo que o viciado deve ter é o da família.

  • 2 Manter a calma e informar-se sobre o assunto.
  • 3 Não estigmatizar com preconceitos incriminando o viciado com moralismo acentuando o conflito
  • 4 Não buscar desculpas através de soluções práticas
  • 5 Evitar companhias que levem à recaída
  • 6 Ser franco, afetivo sem superdimensionar o problema.
  • 7 Conhecer os recursos da comunidade
  • 8 Buscar auxílio especializado
  • 9 Incentivar os esportes.
  • 10 Proporcionar guarda espiritual
  • Síndrome da abstinência:
  • Quando o Dependente Químico não tem a droga sofre como se fora um curto-circuito nervoso. Normalmente nessa situação ocorrem náuseas, vômitos, diarréias, choro, crises intensas de introspecção, violência, cansaço ofegante por mínimo esforço, pressão arterial elevada, insônia, ansiedade, tremores, etc.

Sugestão final:

  • Deve-se mostrar claramente ao viciado que, acima do motivo que o levou ao vício está a vontade de sair dele que deve ser incentivada por todos até que o próprio viciado entenda que o melhor que pode fazer é parar de drogar-se.

Publicada por Jane Maria



Levany Júnior

Levany Júnior é Advogado e diretor do Blog do Levany Júnior. Blog aborda notícias principalmente de todo estado do Rio Grande do Norte, grande Natal, Alto do Rodrigues, Pendências, Macau, Assú, Mossoró e todo interior do RN. E-mail: [email protected]

Comentários com Facebook




Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.