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Trabalho forçado gera lucros anuais de US$ 150 bilhões, segundo OIT


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Agencia EFE20/05/2014 00h20 – Atualizado em 20/05/2014 08h16

Trabalho forçado gera lucros anuais de US$ 150 bilhões, segundo OIT

Mulher é principal vítima, explorada sexualmente e no trabalho doméstico.
Ao todo, 12 milhões de pessoas são forçadas ao trabalho na Ásia.

Da EFE

O trabalho forçado rende lucros ilegais de US$ 150 bilhões (R$ 331,2 bilhões) por ano em todo o mundo, aponta um estudo divulgado na segunda-feira (19) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Além disso, mais da metade das vítimas é formada por mulheres.

O relatório se baseia em dados primários, não em estimativas, e pela primeira vez demonstra a correlação entre trabalho forçado e pobreza.

O trabalho forçado tem como base um elemento de coação, ou seja, exercer uma atividade sem consentimento prévio e sem a possibilidade de deixar de realizá-la.

Segundo as estimativas mundiais da OIT, ao redor de 55% das vítimas são mulheres, exploradas sexualmente e no trabalho doméstico.

Outra conclusão da OIT é que 44% das vítimas são migrantes, internos ou externos.

Os novos números se baseiam nos dados da OIT divulgados em 2012 que estimavam o número de vítimas do trabalho forçado, do tráfico humano e da escravidão moderna em 21 milhões.

A grande maioria, 90%, se dá na economia privada, em contraposição à exploração exercida pelo Estado (trabalho carcerário não regulamento, recrutamento forçado de crianças no Exército, etc.).

Os lucros gerados pelo trabalho forçado são ilegais por definição, lembra o estudo, que indica que esse tipo de atividade rende US$ 150 bilhões por ano.

Do total estimado, dois terços – US$ 99 bilhões -, vêm da exploração sexual comercial, enquanto US$ 51 bilhões da exploração forçada com fins econômicos, o que abrange o trabalho doméstico, a agricultura e outras atividades econômicas.

Destes, o lucro gerado pelo trabalho forçado na agricultura, incluindo a silvicultura e a pesca, é estimado em US$ 9 bilhões por ano.

Esses números foram calculados em função da diferença entre o valor agregado correspondente ao trabalho e os salários efetivamente pagos às vítimas do trabalho forçado nesse setor.

Os lucros gerados na construção, indústria, mineração e outros serviços são estimados em US$ 34 bilhões de dólares por ano.

O relatório considera, além disso, que os patrões de trabalhadores domésticos em condições de trabalho forçado economizam cerca de US$ 8 bilhões por ano com o não pagamento ou com um salário inferior ao devido.

Essas economias foram calculadas de acordo com a diferença entre o salário que o trabalhador doméstico deveria receber e o que realmente é pago às vítimas do trabalho forçado.

O estudo indica que é possível estimar que os empregados domésticos em situações de trabalho forçado recebem em média 40% do valor que deveriam.

A região da Ásia-Pacífico é a que concentra o maior número de vítimas do trabalho forçado, cerca de 12 milhões de pessoas (56% do total), enquanto os países da Europa Central, Sudeste e Oriental (que não são membros da União Europeia) e a Comunidade dos Estados Independentes (CEI) têm a maior taxa de prevalência com 4,2 vítimas por cada mil habitantes.

Em relação aos lucros anuais gerados pelo trabalho forçado, US$ 12 bilhões correspondem à América Latina.

A principal conclusão do relatório é a correlação entre pobreza e trabalho forçado, pois a população pobre está mais sujeita a esse tipo de relação trabalhista.

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Levany Júnior

Levany Júnior é Advogado e diretor do Blog do Levany Júnior. Blog aborda notícias principalmente de todo estado do Rio Grande do Norte, grande Natal, Alto do Rodrigues, Pendências, Macau, Assú, Mossoró e todo interior do RN. E-mail: levanyjunior@blogdolevanyjunior.com

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