SÃO GONÇALO DO AMARANTE RN-Fábio Müller: de volta à primeira paixão, a avicultura Desde 2008, Fábio abandonou o trabalho na indústria para se dedicar a avicultura na cidade de Teutônia, no Vale do Taquari, Rio Grande do Sul


O sotaque de Fábio Ernesto Müller entrega suas raízes estrangeiras. Apesar de ter nascido no Brasil, ele é descendente de alemães. Sua família fixou residência na cidade de Teutônia, localizada no Vale do Taquari, Rio Grande do Sul, região onde a agricultura se destaca entre as atividades. Tanto que seus pais são agricultores e, por ter contato com essa profissão durante a infância, Fábio também cultivou o amor pela terra. Entre as brincadeiras de criança que aconteciam, principalmente durante as férias escolares, ele também andava de trator e aprendeu a arar a lavoura. Apesar da sua origem na agricultura e a paixão pela terra, as dificuldades dos pais na lavoura não encorajaram Fábio a continuar o trabalho da família e ele e a esposa foram trabalhar na indústria de calçados.

“Nos anos 90, nós saímos do campo e fomos trabalhar no (ramo de) calçados, no comércio e outros. A agricultura não nos motivava, a renda dos meus pais era muito difícil. Naquela época, a gente tinha até vergonha de dizer que era agricultor, não é com o orgulho que temos hoje.”

No entanto, em 2008, a indústria de calçados começou a decair, a esposa de Fábio ficou desempregada e eles decidiram voltar para o setor agropecuário, o qual começava a ter mais visibilidade e se modernizar. O começo não foi fácil, pois precisaram da ajuda financeira dos pais e dos irmãos para iniciar o primeiro aviário. Hoje, ele é um homem feliz na atividade que escolheu e relata que, apesar do campo não ter sido a sua primeira opção de profissão, não mudaria nada em sua trajetória.

“A gente produz alimentos de primeira qualidade, porque senão o nosso frango de corte não iria para países estrangeiros, que são muito rigorosos no que eles compram. Não seria aprovado, se nós não fossemos dedicados à nossa profissão.”

No início, Fábio sentiu uma grande diferença entre a vida no campo e o trabalho na indústria, uma vez que estava acostumado a trabalhar e a conversar com outras pessoas. Sentia falta da proximidade que tinha com os colegas de trabalho. Apesar disso, a calmaria do campo foi atraindo cada vez mais o avicultor, que hoje mostra o seu encanto pela terra e pelos animais.



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