RECIFE RN-Empresa espanhola arremata aeroportos do NE por R$ 1,9 bilhão


oroa entre os terminais nordestinos

O Bloco Nordeste de aeroportos, que contempla os terminais do Recife, João Pessoa (PB), Aracaju (SE), Maceió (AL), Juazeiro do Norte (CE) e Campina Grande (PB) foi arrematado por R$ 1,9 bilhão pela espanhola Aena Desarrolo Internacional SA.

O valor representa um ganho de mais de 1.000% em relação à contribuição mínima exigida, estimada em R$ 171 milhões para assumir a gestão e operação dos cinco aeroportos nordestinos pelo período de 30 anos.

O leilão foi realizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), na manhã desta sexta-feira, 15, na sede da Bolsa (B3), em São Paulo. A concessão faz parte do plano de desestatização da infraestrutura aeroportuária do governo federal e reúne 12 terminais, divididos em três blocos. Além do Nordeste, foram ofertados os blocos Sudeste e Centro-Oeste.

Nos terminais leiloados a estimativa de movimentação de passageiros para este ano é de 13,2 milhões. Só o de Recife movimentou mais de 8 milhões de passageiros no ano passado. Todos os 12 aeroportos em licitação respondem por 9,5% do mercado doméstico, com quase 20 milhões de passageiros/ano. Foi a primeira rodada de concessão de aeroportos em blocos.

Na primeira etapa do leilão, seis propostas foram entregues para o Bloco Nordeste, sendo as três maiores selecionadas para a fase seguinte da concorrência. A Aena Desarrolo (R$ 1,8 bilhão) foi a maior, seguida da Zurick Airport Latin America (quase R$ 1,7 bilhão) e do Consórcio Nordeste (quase RF$ 1,5 bilhão).

A segunda etapa reuniu essas três maiores proponentes para apresentação de novas propostas, estabelecendo um valor de R$ 5 milhões acima da oferta anterior. Novas propostas foram realizadas, a Zurich Internacional chegou a cobrir a proposta vencedora da primeira etapa, mas a Aena Desarrolo ampliou a oferta para R$ 1,9 bilhão e venceu. Além da Espanha, a Aena Desarrolo Internacional participa atualmente da gestão e operação de aeroportos no Reino Unido, México, Colômbia e Jamaica.

Ao investidor privado, alguns investimentos estão previstos na pauta de concessão. Nos primeiros três anos, por exemplo, será regra realizar adequações de segurança operacional nos aeroportos, principalmente em relações às pistas de pouso e decolagem (sinalização, sistema visual de aproximação e implantação de áreas de segurança no fim da pista) além do próprio terminal de passageiros, em melhorias na infraestrutura de uso comum, como escadas rolantes, elevadores, banheiros, disponibilização de internet gratuita de alta velocidade, revisão da climatização, da acessibilidade, entre outros pontos.



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