A PALAVRA DO DIA-Por que Deus não aprova o Carnaval?


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“Pastor, todo ano eu costumo pular carnaval na cidade dos meus primos, mas me converti há seis meses e gostaria de saber porque Deus não aprova o carnaval, já que posso participar dessa festa sem fazer nada de errado. Por favor, escreva uma mensagem sobre isso.”

R: O Brasil é considerado no mundo todo como o “país do carnaval”. Existe até uma música que diz: “Atrás do Trio Elétrico só não vai quem já morreu”. O Carnaval está relacionado à alegria, liberdade e muita curtição, mas nós sabemos que os excessos cometidos nesses dias de folia causam muita tristeza. A alegria dura poucos dias, mas as consequências do pecado podem durar uma vida inteira. A prostituição, o adultério e as drogas destroem vidas preciosas e muitos guardam como lembranças do Carnaval, as doenças sexuais, gravidez indesejada e muitas feridas na alma. Devemos considerar que muitas festas podem ser perigosas, principalmente quando envolvem bebidas alcoólicas e drogas, mas o Carnaval com certeza é a pior delas. Por não ser uma festa familiar, o Carnaval afasta a pessoa; principalmente o jovem, do seu lar, colocando-o num ambiente onde tudo é permitido. Por isso você precisa entender a origem desta festa:

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Carnaval, provavelmente, vem da palavra latina “carnelevarium” ou “eliminação da carne” e tem suas raízes nas festas gregas realizadas por volta do ano 600 antes de Cristo, como forma de agradecimento aos deuses pela produção agrícola. Mas o nome atual e sua popularização se devem, principalmente, à iniciativa da Igreja Católica Romana, que adotou a festa no século VI d.C. como uma espécie de despedida aos prazeres da carne nos dias que antecedem à quaresma. Nos quarenta dias de penitência, inspirados no jejum de Jesus no deserto, o católico não poderia comer carne. Por isso, realizava-se, nos três dias antes da quarta-feira de cinzas, o “carne vale”, que em latim significa “adeus à carne”. Era a oportunidade para que fosse consumida a carne e outros alimentos que, se guardados, apodreceriam durante a quaresma. Sabendo-se que a quaresma seria um tempo de santificação para o católico, o Carnaval foi adquirindo a conotação de um período de liberação nas questões morais.

Com o passar dos séculos, o aspecto religioso enfraqueceu, mas a festa continuou com folias, brincadeiras, libertinagem, música e dança. As fantasias com máscaras escondem a identidade dos foliões, dando certa sensação de liberdade, podendo brincar sem ser reconhecido pelos outros. Cria-se então a ocasião propícia para expressões que não seriam aceitas no cotidiano. Assim, tornou-se muito comum a prática dos homens se vestirem de mulher e vice-versa. No Brasil, a festa reforçou seu aspecto artístico com desfiles de escolas de samba e carros alegóricos, mas por outro lado, enfatizou o erotismo, com fantasias que expõem o corpo, principalmente das mulheres.

São três dias de folia, e ao final deles, muita tristeza: famílias e relacionamentos destruídos por causa da traição, mortes por overdose de drogas, acidentes de trânsito, assaltos, grande número de homicídios e brigas. Quantas moças perdem sua virgindade na loucura do Carnaval e ficam grávidas prematuramente? Quantas crianças são roubadas de pureza e inocência? Quanta violência e loucura em nome do prazer! Um prazer passageiro, que não preenche a alma, pelo contrário, só aumenta a solidão, as frustrações e traz o peso da culpa.

O Carnaval é uma festa onde há licença para pecar e por isso Deus não aprova. A Bíblia diz que o resultado do pecado é a morte (Romanos 6:23), e nós cristãos, não podemos de maneira alguma participar disso. A Bíblia também diz que o cristão se tornou nova criatura, com uma nova natureza, e agora deve buscar a santificação, pois o corpo já não é seu – ele se tornou morada do Espírito Santo (1 Tessalonicenses 4:3,4) Por isso, você e eu não podemos nos conformar com uma festa que é sinônimo de pecado e alegria passageira, onde Deus fica de fora.

O Carnaval é uma festa imprópria para todos, mas principalmente para o cristão. Alguns vão com o propósito de evangelizar e não podemos proibir o evangelismo, mas devemos alertar que é um trabalho arriscado. Todo cuidado é pouco. Alguns jovens vão com a desculpa de uma diversão inocente. Cuidado! É muito difícil alguém entrar no “esgoto” e sair sem se sujar. Nossa alegria não depende de festas. Em Cristo está o nosso prazer e a nossa alegria, que não termina na Quarta-Feira de Cinzas, mas continua para sempre!

A Bíblia diz: “Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição, mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna” (Gálatas 6:8).

No livro de Isaías (leia abaixo) vemos uma advertência sobre festas pagãs da época que eram muito parecidas com o Carnaval atual. Esta festa apresenta muitos atrativos, inclusive, para os jovens cristãos, porque hoje muitas coisas são aceitas sob o pretexto de que “não tem nada a ver”. Mas cuidado, pois essa festa tem sido um caminho de destruição para muitas vidas. Veja:

Ai dos que se levantam pela manhã e seguem a bebedice e continuam até alta noite, até que o vinho os esquente! E harpas e alaúdes, tamboris e gaitas, e vinho há nos seus banquetes, e não olham para a obra do Senhor, nem consideram as obras das suas mãos. Portanto, o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento, os seus nobres terão fome, e a sua multidão se secará de sede. Portanto, o inferno grandemente se alargou, e se abriu a sua boca desmesuradamente; e para lá descerão o seu esplendor, e a sua multidão, e a sua pompa, e os que entre eles se alegram. Então, o plebeu se abaterá, e o nobre se humilhará; e os olhos dos altivos se humilharão” (Isaías 5.11-15).

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