NATAL RN-Policiais federais dão cumprimento a 2 mandados de prisão preventiva e a 41 mandados de busca e apreensão, em endereços situados no Distrito Federal, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e também no Rio Grande do Norte.


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PF cumpre mandados no RN em operação que apura desvios no Ministério do Trabalho

Justiça também determinou bloqueio de R$ 76 milhões nas contas dos investigados e os proibiu de sair do País. Operação está presente em outros quatro estados

Agência Brasil

São cumpridos 41 mandados em cinco estados

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (6) a Operação Gaveteiro, para apurar o suposto desvio de recursos do então Ministério do Trabalho, por meio da contratação de uma empresa do ramo da tecnologia da informação.

Entre os alvos da ação estão: Ronaldo Nogueira, ex-ministro do Trabalho de Michel Temer e atual presidente da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), Pablo Tatim, ex-assessor da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro, e o ex-deputado federal Jovair Arantes.

Policiais federais dão cumprimento a 2 mandados de prisão preventiva e a 41 mandados de busca e apreensão, em endereços situados no Distrito Federal, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e também no Rio Grande do Norte.

Além das prisões e buscas, a Justiça Federal também determinou o bloqueio do valor aproximado de R$ 76 milhões nas contas dos investigados. Foram concedidas ainda medidas cautelares proibindo os investigados de se ausentarem do País.

As investigações, iniciadas em razão de relatório da Controladoria Geral da União (CGU), apontam que a contratação da empresa foi apenas o subterfúgio utilizado pela organização criminosa que supostamente atuava no Ministério do Trabalho para desviar, entre os anos de 2016 e 2018, mais de R$ 50 milhões do órgão.

O objeto da contratação foi a aquisição de solução de tecnologia e licenças, voltadas a gerir sistemas informatizados do Ministério do Trabalho e detectar fraudes na concessão de Seguro-Desemprego.

Os envolvidos responderão pelos crimes de peculato, organização criminosa, fraude à licitação, falsificação de documento particular, corrupção ativa e passiva, com penas que, se somadas, podem chegar a mais de 40 anos de prisão.

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