NATAL RN-Como ficará o ABC sem Wallyson? Entenda Jogador fraturou a tíbia e poderá ficar até sete meses fora dos gramados. Especialistas e torcedores deram suas opiniões sobre ausência do atacante nos próximos jogos


José Aldenir/Agora RN
Atacante alvinegro pode ficar até sete meses fora dos gramados, segundo médico

Principal nome do ABC desde a sua chegada, na última temporada, Wallyson, de 31 anos, ficará de fora dos gramados por pelo menos três meses. O atleta fraturou a tíbia, na partida contra o Aquidauanense (MS), pela primeira fase da Copa do Brasil, em que o time abecedista venceu por 1 a 0, com gol de Igor Goularte. O alvinegro conseguiu a vitória neste confronto, mas ficou a dúvida na cabeça do torcedor sobre o futuro da equipe.

Wallyson retornou ao ABC em maio de 2019. Após rescindir com o Maldonado-URU, o atacante decidiu voltar para o clube que o revelou, para ajudar na luta contra o rebaixamento para a Série D. Apesar de marcar gols e participar de jogadas decisivas, o “Mago”, como é conhecido, não conseguiu evitar a queda do clube.

Nesta temporada, o camisa 11 abecedista, mais uma vez, tomou para si a função de destaque do time. Em sete rodadas do Campeonato Potiguar, o atacante já balançou as redes em seis oportunidades.

Outro destaque negativo para a perda de Wallyson é a falta que o atleta irá fazer nos clássicos contra o América. Desde os 18 anos, quando marcou quatro gols em uma final, o jogador é decisivo em partidas contra o alvirrubro. Este ano, o atacante marcou nas duas partidas que disputou contra o time americano.

De acordo com o médico Fábio Freire, que fez a cirurgia de Wallyson, a previsão é de até sete meses sem jogar. Tempo que o deixa de fora do Campeonato Potiguar e de partidas importantes das copas do Nordeste e do Brasil, além das primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro Série D.

Procurados pela reportagem do Agora RN, torcedores de ABC e América e comentaristas esportivos deram suas opiniões sobre como ficará o alvinegro com a ausência do “Mago” e da importância do atleta, tanto para o clube quanto para o futebol potiguar.

Especialistas

Ferdinando Teixeira, ex-técnico de Wallyson e comentarista esportivo da Agora FM

“Para mim, Wallyson é o melhor do campeonato. Conheço ele muito bem, fui campeão com ele em 2007. Ele nunca me deu trabalho, só ajudou. Para mim é um líder positivo. O que eu mais lamento é que eu estava achando que ele estava com uma vontade que fazia tempo que não tinha. Pessoas lá de dentro falam que ele estava treinando muito forte. A intensidade do jogo dele era muito alta. É um espaço que fica aberto e é difícil de cobrir. Mas, não quer dizer que não se cubra. É uma falta pesada, não só para o ABC, como para o Rio Grande do Norte. Eu tenho muita vontade de ver no lugar de Wallyson o Jordan, que tem 16 anos. Queria muito vê-lo atuando como titular. Ele precisa de força, conversa, trabalho psicológico para ir se soltando. Quanto mais for jogando, o medo do peso da camisa vai se dissipando”.

Pedro Neto, comentarista esportivo da Agora FM

“O ABC perde muito. O futebol potiguar também. Wallyson não era apenas o melhor jogador do ABC, mas era o melhor do nosso futebol. Essa perda, por pelo menos quatro meses, será grande para o ABC. Por mais que o time procure um substituto, ele jamais será a altura de Wallyson, pela importância que ele tem para o clube, tanto como jogador quanto como torcedor. É o ídolo da torcida alvinegra. Mas, com certeza, os jogadores se superarão com relação a Wallyson. O ABC vai ter que mudar a forma de jogar. Com Wallyson é uma forma. Sem ele, é outra. Ele é aquele jogador “falso nove” que chamamos, que geralmente fica do lado do campo e fechando na diagonal, batendo no gol. No momento ele vinha se comportando como um nove, de área, mas que saía para ajudar. Igor Goularte, que vem entrando em seu lugar é diferente”.

Torcedores

Beatriz Alves, 23 anos, torcedora do ABC

“Wallyson é uma referência futebolística no Brasil. Ter ele no elenco do ABC mesmo sem jogar é importante. Apesar da distância dele em período de recuperação, é importante ele entre nós, e isso supera a ausência causada. Qualquer jogador que chegar agora não ocupará a lacuna que ficou após essa lesão. O espaço de Wallyson é dele. A camisa 11 tem dono e ficará ‘aposentada’ até ele voltar. Nesse momento, os jogadores precisam se unir para jogar por nós: torcida + Wallyson. O objetivo continua o mesmo, e agora com uma força maior vindo direto da arquibancada. Sim. É importante a gente fingir que ele foi emprestado ao Departamento Médico do clube por um período e já já volta mais forte. Foi difícil vender ele após o ano de 2007, e ficamos sem o Wallyson por longos anos. Agora foi só um desvio de percurso”.

Mário Sérgio, 46 anos, torcedor do América

“A vida do ABC sem Wallyson fica complicada. Ele é um diferencial do time. Um xerife. Tem o carisma e é um xodó da torcida. Mas nada está perdido. Espero e desejo que retorne o mais rápido possível para dar continuidade ao que vinha fazendo no ABC. Claro que mexe com o alvinegro. Fica uma situação um pouco mais complicada. Porém, quem sabe ele não volte jogando mais e dê a volta por cima?! A ausência dele no ABC favorece o América de alguma forma. O ABC tem 11 jogadores, mas, nos dois últimos clássicos, o melhor jogador foi ele. Ele que comandou o time. Dia 19, na final, ele não estará em campo. O alvinegro perdeu muito com isso aí. Enquanto torcedor americano de coração, fico indignado quando vejo torcedores do América brincando e achando bom o que aconteceu com Wallyson. Primeiramente, ele é um ser humano, além de ser profissional”.

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