GUAMARÉ RN-Petrobras reduz em 10% previsão de investimentos nos próximos 5 anos


 previsão de investimentos nos próximos 5 anos

Do total esperado até 2024, a estatal afirmou que destinará 85% (US$ 64,3 bilhões) para atividade de exploração e produção,

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Petrobras eleva projeção para produção do pré-sal

Petrobras eleva projeção para produção do pré-sal

REUTERS/Paulo Whitaker

A Petrobras informou nesta quinta-feira (28) que o seu Conselho de Administração aprovou investimentos de 75,7 bilhões de dólares dentro do novo plano de negócios para o período de 2020 a 2024, redução de 10% ante o programa anterior, segundo fato relevante.

Os investimentos se comparam a uma previsão de US$ 84,1 bilhões anunciada em dezembro do ano passado para o plano do período de 2019 a 2023.

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Do total previsto até 2024, a Petrobras afirmou que destinará 85% para atividade de exploração e produção, ou US$ 64,3 bilhões. No plano anterior, a projeção era de US$ 68,8 bilhões em cinco anos.

A redução nos investimentos totais ocorre em meio a um grande programa de vendas de ativos, que deverá envolver cerca de metade do parque de refino, entre outras unidades, com a empresa focando na exploração do pré-sal.

Os desinvestimentos previstos no plano deverão variar entre US$ 20 bilhões a US$ 30 bilhões para o período 2020-2024, tendo a maior concentração nos anos de 2020 e 2021.

A empresa tem a meta de reduzir em cerca de metade a capacidade de seu parque de refino, para 1,1 milhão de barris ao dia, concentrando-se no Sudeste, principal polo consumidor do país.

A projeção é de que a venda das refinarias alcance vários bilhões de dólares.

Produção

Com a força do pré-sal, a Petrobras prevê produção total de óleo e gás em 3,5 milhões de barris de óleo equivalente ao dia em 2024, ante 2,7 milhões projetados para 2020.

Para a meta de produção de 2020, a empresa disse que considera uma variação de 2,5% para mais ou para menos.

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A companhia ressaltou ainda que decidiu apresentar uma visão de produção comercial, a fim de representar o impacto econômico da produção nos resultados da companhia, deduzindo da sua produção de gás natural os volumes de gás reinjetados nos reservatórios, consumidos em instalações do E&P e queimados nos processos produtivos.

A produção comercial de petróleo e gás, dessa forma, foi estimada em 3,2 milhões de barris de óleo equivalente ao dia em 2024, ante 2,4 milhões de barris em 2020.

“No longo prazo, a trajetória de crescimento é suportada pelos novos sistemas de produção –majoritariamente no pré-sal, com maior rentabilidade e geração de valor– e pela estabilização da produção na Bacia de Campos”, completou.

Para o Credit Suisse, o programa desaponta no curto prazo, mas traz uma perspectiva positiva para o longo prazo.

O analista Regis Cardoso afirmou que a estimativa de produção de petróleo para 2020, de 2,2 milhões de barris/dia, veio abaixo de sua previsão, que era de 2,4 milhões de barris/dia.

Contudo, os 2,9 milhões de barris esperados para 2024 (também sem incluir gás) estão acima dos 2,4 milhões projetados pela instituição. O capex veio em linha com o estimado, disse o analista em nota a clientes.

Por volta das 10:30, as ações preferenciais da Petrobras caíam 0,89%, a 29,07 reais, entre os destaques negativos do Ibovespa, que oscilava ao redor da estabilidade. As ações ordinárias da companhia recuavam 0,7%.

Segundo a estatal, a curva de produção não contempla desinvestimentos, com exceção do volume de campos na Nigéria e de Tartaruga Verde, cujas transações já foram assinadas e os fechamentos estão próximos de ocorrer.



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