GUAMARÉ RN-2019 pode terminar como o segundo ano mais quente da história


como o segundo ano mais quente da história

25 de novembro de 2019 por Elmano Marques

A FOGO DEF

Com a chegada do fim do ano, especialistas começam a realizar comparações das temperaturas registradas com as de anos anteriores para determinar se houve aumento. E, conforme noticia o site Olhar Digital, o ano de 2019 pode ser o segundo mais quente da história do planeta, desde que o registro das temperaturas começou em 1880. Os dados foram divulgados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). No geral, já é certo que 2019 é um dos cinco anos mais quentes até o momento. A NOAA constatou que a temperatura média global da superfície terrestre e oceânica, em outubro deste ano, era de 1,76 graus acima da média do século 20 – esse número só não é tão alto quanto o registrado em outubro de 2015, o ano mais quente da história, segundo a Nasa. Como a produção de vinho está diretamente ligada a condições climáticas, tudo isso causa significativos impactos nos vinhedos de todo o mundo, especialmente na Europa. A produção de vinhos na França em 2019 diminuiu cerca de 13% esse ano, em função do calor intenso que afetou as vinhas, embora a qualidade das uvas pareça ser muito boa. Algumas regiões como Bordeaux ficaram com menos mofo, o que se torna um aspecto positivo do calor e da seca. Mesmo assim, as temperaturas altas atingem em cheio a acidez dos vinhos e acabam por ameaçar as características de aromas e sabores que fizeram a fama e a glória de muitos vinhos clássicos do Velho Mundo. A própria associação de produtores de Bordeaux, este ano, em uma decisão histórica, aprovou a inclusão de novas uvas no blend bordalês, vindas do sul da Europa, tendo em vista que são mais resistentes ao calor (a portuguesa Touriga Nacional é uma delas). Os produtores da apelação de Chateauneuf du Pape, que utilizam até 12 uvas diferentes no corte do seu vinho (a maioria tintas), já informaram que passarão a aumentar a quantidade de uvas brancas em seus blends, para compensar a perda de acidez. E os produtores de Champanhe, recentemente, anunciaram que estão resgatando uvas pouco usadas no cuvée, para aumentar a acidez da bebida, que só vem diminuindo nos últimos anos, com as ondas de calor extremo.

Por: Marcos Adair



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