FOTOS IMAGENS-‘Me tratava como rainha’, diz ex-namorada de atirador que matou 5 em ataque na Catedral



Marlei Florencio namorou com atirador que matou 5 pessoas na Catedral — Foto: Reprodução/EPTVMarlei Florencio namorou com atirador que matou 5 pessoas na Catedral — Foto: Reprodução/EPTV

Marlei Florencio namorou com atirador que matou 5 pessoas na Catedral — Foto: Reprodução/EPTV

Uma ex-namorada do atirador que matou cinco pessoas durante o ataque na Catedral de Campinas (SP), na última terça-feira (11), falou com exclusividade à EPTV, afiliada da TV Globo, sobre a personalidade dele e o período que conviveram. Marlei Aparecida Florêncio, que teve um relacionamento de dois anos com o autor, disse que Euler Fernando Grandolpho sempre foi muito gentil e educado com ela, mas já apresentava uma personalidade reservada e reclusa.

“Ele me tratava como rainha. Nós namoramos por dois anos, mas depois ele frequentou a minha casa por 21 anos. Ele vinha aqui e ficava até de madrugada, era muito gentil, educado, tratava minha mãe muito bem, me pegava para a gente fazer piquenique. Eu tenho uma filha, ele tratava como se fosse dele. Uma vez minha irmã me disse: você conseguiu um ótimo rapaz”, afirmou.

Euler Fernando Grandolpho entrou na Catedral Metropolitana de Campinas no início da tarde de terça-feira (11), abriu fogo contra fiéis, matou cinco pessoas e em seguida se matou. Outras três ficaram feridas. Entre as vítimas, quatro tiveram o óbito constado no local. Heleno Severo Alves, de 84 anos, ficou 24 horas internado e morreu na quarta-feira (12) no Hospital Mário Gatti.

O namoro de Euler e Marlei aconteceu há 20 anos. Apesar da boa convivência, ela relatou que ele já era introspectivo e tinha atitudes que não eram comum para um namorado. Sem tirar o óculos de sol, alegando que a claridade causava sensibilidade nos olhos, o atirador nunca levou a mulher até a casa dele e não apresentou nenhuma pessoa da família. As críticas à fotos e redes sociais também eram frequentes.

“Ele não gostava nem um pouco de tirar foto. As únicas fotos que tirei dele foram espontâneas. Ele disse que rede social não prestava para nada. Ele sempre foi muito reservado. Falava sempre para mim que não deixava ninguém entrar no quarto dele, nem para limpar. Ele me disse que um dia me levaria na casa e no quarto dele, mas nunca levou”, revelou.

Apesar da amizade que ficou após o namoro, Marlei não via Euler há três anos. Ele costumava sumir e aparecer com frequência. No entanto, nunca dava detalhes de onde havia passado durante os anos de ausência. Ao saber do ataque na Catedral de Campinas, a mulher ficou em choque e não consegue acreditar até agora.

“Eu estou em estado de choque até agora. Eu não acredito que o Fernando, aquele que vivia aqui dentro da minha casa, teve a coragem de tirar a vida das pessoas e tirar a própria vida. Estou muito abalada, ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém”, contou emocionada.

Homem atira e mata fiéis durante missa na catedral de Campinas — Foto: Arte / G1Homem atira e mata fiéis durante missa na catedral de Campinas — Foto: Arte / G1

Homem atira e mata fiéis durante missa na catedral de Campinas — Foto: Arte / G1

Investigação

Os policiais investigam se a pistola e o revólver, que estavam com as numerações de registros raspadas, pertenciam ou pertencem a alguma colecionador ou atirador profissional.

Para tentar rastrear o caminho que as armas fizeram até chegar em Euler, a investigação pedirá ajuda a Polícia Federal e ao Exército. O objetivo, segundo investigadores, é identificar a origem delas e de seus primeiros compradores.

Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, atirador que matou 4 pessoas na Catedral de Campinas e depois se matou — Foto: Reprodução/FacebookEuler Fernando Grandolpho, de 49 anos, atirador que matou 4 pessoas na Catedral de Campinas e depois se matou — Foto: Reprodução/Facebook

Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, atirador que matou 4 pessoas na Catedral de Campinas e depois se matou — Foto: Reprodução/Facebook

Os policiais também querem que a PF comunique eventuais registros de furto dessas armas que estavam com Euller, nos últimos anos. De acordo com os investigadores, o Exército poderia ajudar apresentando uma relação de atiradores ou colecionadores cadastrados que têm ou tiveram pistola similar usada pelo atirador.

“O que eu acredito no momento é que essa arma seja de algum colecionador ou algum atirador esportivo. Portanto, já pedimos ajuda para o Exército Brasileiro e também para a Polícia Federal, que possuem um banco de informações sobre essas armas, para descobrir se nos últimos dois ou três anos, uma arma com essas características foi subtraída”, afirmou o delegado Hamilton Caviola Filho.

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