A PALAVRA DO DIA-OPINIÃO“O Deus Desconhecido” de Atos 17 Ele não habita em santuário feito por mãos humanas (Atos 17:24).


Ele não habita em santuário feito por mãos humanas (Atos 17:24).

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E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos;  Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio” (Atos 17:22-23).

Os apóstolos de Jesus não andavam sozinhos a pregar o evangelho. Por exemplo, ora Paulo andava com Barnabé, ora com Silas; ora com Timóteo, ora com Marcos. Enfim, não precisava ser sempre a mesma dupla ou equipe para levar o evangelho do reino de Deus às outras demais nações. O importante era multiplicar a mensagem da Cruz.

Eles precisavam se expor, se apresentar como discípulos de Cristo, não se esquivavam, mas não se exibiam como estrelas, nem exigiam glória para si. Porém,  ensinando aos povos a darem glória ao Mestre Jesus, o Salvador que morreu e ressuscitou, está vivo, faziam o nome e o poder de JESUS se espalharem pela terra,  pois era desconhecido dos judeus e também dos gentios, e ainda é em alguns lugares da terra. Não se podia anunciar Jesus aos povos, sem se manifestar, sem abrir a boca, sem se movimentar, sem testemunhar. Não existe testemunho calado! Os profetas não estavam mudos!

Jesus subiu e deixou o Espírito Santo para nos consolar e dar esperança na vida e na morte (Rm. 8:38-39). Ele Ressuscitou da morte, por isso há Esperança!! Os deuses que os apóstolos confrontaram não falavam, não ouviam, não morreram por alguma boa causa, alguns nem existiram; não vão ressuscitar, nem irão salvar!!

Mas, o Deus Desconhecido de alguns (JESUS), este foi preparar lugar para nós, um dia vai voltar e nos levar para morar com Ele e o Deus Pai para sempre!!! Nenhum deus tem um plano assim. Nenhum ídolo de pau, de pedra, metal ou barro fala com você desse jeito hospitaleiro, humilde e amoroso! Há um plano de salvação para a sua vida! Por isso, não se faz necessário ficar com medo dos desastres ou perigos do futuro, consultando ‘gurus’ ou ‘guias’,  ‘videntes’ ou ‘cartomantes’, tentando em vão dominar a morte, diante do Verdadeiro Deus, que tudo vê.

“Anunciar que O Espírito Santo baniu o medo da morte e do futuro, fornecendo, assim, uma base segura tanto para a estabilidade presente, quanto para o futuro progresso moral, isso certamente não é insulto à cultura de nenhuma nação”. (David Gooding e John Lennox).

Amigo leitor, seja na vida, seja na morte Deus é fiel em seu plano de amor e fidelidade em Sua Palavra que conforta e alivia a ansiedade de todos os que Nele creem:

“Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8:38-39).

Como dizia, os apóstolos se movimentavam muito para darem “Testemunho de Cristo”, para anunciarem as “Boas Novas”. E, foi numa dessas viagens missionárias que lá estavam Paulo, Silas em Timóteo em Atenas, a cidade dos filósofos, religiosos e supersticiosos. Eles não se intimidavam e cumpriam a missão que a eles fora outorgada por Cristo. Ora, se eles, sendo judeus, já haviam confrontado e rompido com o sistema de suprema autoridade religiosa que representava o Sinédrio judaico, porque as autoridades religiosas judaicas negavam a divindade de Cristo, então, não seria de se espantar que agora seria a vez dos apóstolos falarem no Areópago Grego (uma serra de mais de mil metros de altura), que o “Deus Desconhecido” seria a novidade e o paradigma do momento.

O tema era tenso porque o discurso de Paulo não seria filosófico demais, nem moralista demais, nem ritualístico conforme dissertam as religiões pagãs pelo mundo a fora. Não. Paulo levaria o EVANGELHO = AS BOAS NOVAS DE SALVAÇÃO ATRAVÉS DA GRAÇA DE CRISTO QUANDO DO ARREPENDIMENTO DE PECADOS. Se no Século 21 o tema ainda dá trabalho, imagina pregar para o povo incrédulo, pagão, idólatra e politeísta daquele século?! Mas, lá estava Paulo em Atenas…

Ora, o judeus viveram enclausurados em meio às civilizações superpotências da época. Centenas de anos mais tarde, o cristianismo viraria a religião oficial de Roma, um império que também estaria em decadência. O islã, mesmo não sendo uma nação, mas uma religião, estenderia-se expandindo à força de sua crença, e, suas fronteiras já estenderiam-se da Espanha à Índia. A Europa se afundaria nas trevas da Idade Média.

Atenas, nome da deusa da sabedoria, segundo os gregos, era uma cidade antiga fundada 3.000 a.C. O seu povo e demais estrangeiros que ali viviam gostavam de debates nas praças, apreciavam competir com argumentos filosóficos, o povo gostava mesmo de novidades e ouviam aqueles que chegavam nas praças com alguma novidade para discutir… Será que eles entenderiam as Boas Novas que o apóstolo levaria a eles?? Pois é, os gregos ( e até alguns judeus que ali habitavam) realmente viviam desta rotina, e Lucas, o autor de Atos, não deixou de registrar de forma expositiva o evento em atos 17:21, cerca de 61 a 63 d.C.

David Gooding e John Lennox escreveram assim em seu livro A Definição do Cristianismo: “Pergunte qual foi o poder que lançou os primeiros cristãos ao palco da história mundial, e Lucas responderá sem hesitação: a Ressurreição e a vinda do Espírito Santo. Pergunte mais uma vez por qual propósito a primeira comunidade cristã veio à existência, e Lucas responderá novamente: para dar TESTEMUNHO da ressurreição de Jesus em todos os cantos da terra!”. 

Agora reflita, como dar testemunho da morte e ressurreição de Cristo, da atuação do Espírito Santo, se escondendo em cavernas com medo de “aparecer!, achando-se, orgulhosamente, de “humilde” demais com a velha desculpa de “que eu diminua?”. Diminuir ou “se omitir?” Não somos agentes secretos do Reino. Nem retrocedemos na fé. Somos testemunhas de Jesus!!!

Os apóstolos colocaram a “mão na massa” e JESUS CRESCEU!!! Paulo desceu, desceu mesmo, diminuiu, inclusive “caiu do cavalo” literalmente para que Jesus crescesse através de sua fé em ação! (Atos 9). Eles não sairiam de Atenas sem fazer o nome de JESUS CONHECIDO!!! E Lucas escreveu cada detalhe dos atos  daqueles apóstolos, atos que revolucionaram o seu mundo, e aquela Mensagem da Cruz continua a revolucionar o mundo até os dias de hoje!

Em primeiro lugar, registrou-se que, Paulo, cheio do Espírito Santo e ousado na fé e na Palavra, convicto de seu chamado e de seu ministério, tendo certeza do ensino de Jesus e, não se intimidando com a religião “dominante” ou com as crenças “manipuladoras” ou “persuasivas” de sua época, não deixaria jamais escapar o assunto da idolatria grega. Havia mais deuses na pequena Atenas do que em toda a Grécia como nação. De acordo com Petrônio, eram cerca de 30.000 espalhados pela cidade. Mas, os intelectuais da época, que eram os “epicureus” e “estóicos” (Atos 17:17), os epicureus, por ecemplo eram ateus ou materialistas, doutrinadores de uma evolução sem criador. Já os estoicos eram panteístas (panteísta é um adorador dos astros e da natureza que Deus criou, mas não se relacionam com o Deus que criou a natureza). Deus não é uma energia num cristal, uma coisa, um símbolo. Essas coisas acabam, Deus não. Ele é infinito. Ele é eterno. Ele é o Criador de todas as coisas. Ele fala pela Bíblia, se revela pelas coisas da criação, e nós falamos com Ele através da oração. Isso é um relacionamento pessoal.

Paulo conseguiu a atenção dos intelectuais, tanto estoicos quanto epicureus, quando a sua homilia levou a eles refletirem se Deus não existia, então este não poderia ser representado por imagem mortas de pedra ou metal, e ao mesmo tempo sendo Deus é nosso pai e somos geração Dele, então não deveria haver impessoalidade julgada apenas pela razão, e, sim relacionamento verdadeiro e amoroso. Além disso, não poderíamos supor que o Deus que criou todas as coisas dependeria de uma habitação feita por mãos humanas. De uma forma ou de outra, Paulo tinha uma missão: anunciar a todos naquela discussão que Jesus Cristo era o Salvador e Senhor porque Atenas estava sem Cristo. Havia muita inteligência ali, só não havia “sabedoria” e “conhecimento” de JESUS, aqueles que talvez os atenienses homenageavam como “O Deus Desconhecido”.

Ora, Paulo estava revoltado com o descaso que os gentios davam ao Criador de todas as coisas, o nosso Deus Todo Poderoso, onde sua existência estava estampada através da criação. (Só um parêntese para testemunho: depois ele falaria disso aos romanos também. Ver Romanos 1:19-21, isso me faz lembrar o tempo de faculdade em que levava a Bíblia nas aulas de filosofia, fazia várias cópias dos cinco primeiros capítulos do livro de Romanos e eu distribuía aos meus colegas em sala, antes que a aula começasse – o professor era ateu, zombava de Jesus, mas ao menos duas almas se entregaram a Cristo na minha sala e alguns colegas pediam orações ou mais explicações sobre o livro de romanos. Meu carinhoso apelido na faculdade era “pastorzinho”. As nossas faculdades estão precisando de missionários e de evangelistas, de jovens sem vergonha do evangelho)…. Pois bem, Paulo dirigido pelo Espírito Santo resolveu “confrontar” a idolatria daquele povo. Os versos 22 a 24 dizem que ele andou e observou os objetos de culto e os altares de deuses estranhos (para ele) e fez uma rápida menção sobre a sua perspectiva. Ele estava preparando o discurso de glória e honra ao Deus Desconhecido dos Atenienses.

No verso 22 ele confronta: “E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos…”

Mas o que é superstição? 

Superstição (do latim superstitione) ou crendice[1] é a crença em situações com relações de causalidade que não se podem mostrar de forma racional ou empírica. Ela geralmente está associada à suposição de que alguma força sobrenatural, que pode inclusive ser de origem religiosa,[2] agiu para promover a suposta causalidade. Um exemplo comum no Brasil é a crença de que quebrar um espelho causa sete anos de azar.[3]

Superstições são, por definição, não fundamentadas em verificação de qualquer espécie. Elas podem estar baseadas em tradições populares, normalmente relacionadas com o pensamento mágico. O supersticioso acredita que certas ações (voluntárias ou não) tais como rezas, curas, conjuros, feitiços, maldições ou outros rituais, podem influenciar de maneira transcendental a sua vida.

Consideram-se superstições aquelas disciplinas sem embasamento racional ou científico,[5] as chamadas pseudociências, tais como:

  • adivinhação,
  • astrologia,
  • cartomancia,
  • curandeirismo,
  • feng shui,
  • geomancia,
  • magia,
  • quiromancia,
  • tarô,
  • homeopatia

Fonte: Wikipédia 05-12-15



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